terça-feira, 8 de junho de 2010
FAÇA VALER A PENA !
quinta-feira, 22 de abril de 2010
O choro pode durar uma noite...
Ônibus, amenidades jogadas no ar como de costume ao longo da viagem... Tudo parece caminhar bem, pelo menos dentro do esperado.
Parecia! O telefone toca e uma das maiores, se não a maior, prova da minha vida está lançada: “Estou levando sua mãe para o hospital!”. A frase que mais me causa temor foi dita e não era sonho (na verdade, pesadelo).
Correr, correr, correr... O tempo insistia em não me deixar chegar perto. Cabeça a mil; possibilidades; dúvidas; cogitações; e por fim, a esperança de ser algo simples, ainda que no fundo no fundo pressentisse que as coisas não seriam.
Primeiros exames feitos. Cara de dúvida. Mais exames. Conversas entre médicos; o bip do aparelho que monitorava os batimentos cardíacos do senhor que estava na mesma sala de repouso insistindo em ser a trilha sonora daquele momento de tensão. E a decisão é tomada: “vamos operar!”
Como assim? Operar? É inevitável e precisa ser rápido. Não há tempo para detalhar nada para um filho em pânico, muito menos para perguntar se ele não queria trocar de lugar com sua mãe. Há essa hora, a fisionomia daquela mulher que sempre diz que está tudo bem e que vai dar tudo certo, muda... É Italo! Você realmente precisa ser forte. Mas não sou!
As orações e as súplicas aumentam. Os celulares tocam repetidamente. As mesmas explicações e o discurso mais sucinto é repetido para evitar o desespero alheio. E o meu? Quem quer evitar?
A porta do pré-operatório se fecha. Agora seu eu, sozinho, numa sala de espera com mais de 20 cadeiras vazias, luzes brancas que não se apagam, uma TV que só sintoniza o SBT... É nesse cenário que as 5 horas mais difíceis da minha vida tiveram início, após um abraço e um beijo que repreendiam o medo.
Deito... levanto... A mulher da limpeza aparece e ameaço um bate-papo. Ela não tem tempo e me deixa com um “Vai dar tudo certo”. Volto a ficar sozinho e por um segundo acho que é um sonho. Acordo com o barulho do elevador. Um homem com uma caixa de isopor me olha, mas não me dá bom dia. Chama o enfermeiro, que abre uma das portas e solta a frase “Tem que ser urgente! A paciente está perdendo muito sangue.” Meu Deus! Eu tô aqui. Eu tenho sangue! O mesmo dela. Corro. Pergunto. Ele me olha e após pensar diz: “não está acontecendo nada”. Porta fechada.
Percebo que o dia já amanheceu. E apesar de urgente o sangue não chegou. O que fazer? Pra quem apelar? Uma enfermeira passa apressada. “Moça me diga o que tá acontecendo!”. “Não se preocupe. Está acabando”. O que está acabando? O sangue chega. Ufa!
Duas horas depois, realmente acabou! As coisas não foram tão simples como estava planejado. Não foram mesmo. Mas acabou. Obrigado! Obrigado! Obrigado!
A força de T, que esteve o tempo todo acompanhando a intervenção, e a confirmação de que está tudo bem chega e me acalma. Duas enfermeiras aparecem e também percebem meu interesse por notícias, para não dizer desespero. Elas parecem querer me consolar. No fim, as consolo. Sentem falta de seus filhos: um, esquece de apreciar a graça de viver sua mãe. O outro, não teve a chance e aos 13 anos “foi atropelado alí embaixo, naquela esquina”, conta a senhora enxugando as lágrimas.
A cirurgia acabou. Ela passa por mim, ainda desacordada, e entra na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Não se preocupe. Isso é de praxe”, ouço. O médico me pede para rezar. Não me preocupo. Tenho feito isso desde que entrei naquele hospital.
Agradecimentos feitos e informações sobre o estado de saúde dela colhidas, vou para casa. É hora de acalmar os ânimos dos demais. Estou cansado, mas cheio de FÉ e ESPERANÇA de que tudo realmente vai acabar bem. Sei que vai!
E assim meu feriado começou. E assim eu pude vivenciar, em minha carne, que “O choro pode durar uma noite. Mas a alegria, a alegria vem pela manhã” (Salmo 30:5).
Obrigado pela torcida e oração de todos!
terça-feira, 20 de abril de 2010
Tchau galera, ô ô ô tchau galera
Sai o padre, que auxilia a cura nas quartas e sextas-feiras... sai a secretária que supostamente deu um carão na prefeita e não desmentiu a tempo... e pastas de governo como a Educação e Saúde vão padecendo. Logo elas que estão em primeiro plano nos discursos políticos e deveriam funcionar a todo vapor para garantir serviços básicos e essenciais à população.
Cito o exemplo de duas secretarias, mas quem quiser conferir um verdadeiro baile basta dar uma folheada nos Diário Oficial do Estado e do Município. O que tem de gente sendo nomeada e exonerada não tá no gibi, só mesmo no DOE e DOM.
Uma pena! A cada mudança no secretariado, todo o trabalho que vinha sendo – ou não – desenvolvido tende a, no mínimo, ser repensado. Ou seja, é pegar meses de trabalho, colocar na gaveta, dizer obrigado pelo serviço prestado, empossar o “novo” e pedir a benção ao padrinho (político).
E quem sofre? Quem? Quem? Nós! Que temos que enfrentar um serviço público lentinho, regado a retrocesso e sem personalidade. E do jeito que vai, tende a piorar...
Fica aqui a minha torcida para que esse pancadão acabe logo – não aguento mais a ladainha do entra e sai (Olha aí funkeiros do meu Brasil! Já da uma letra de caráter bem duvidoso) - e que a população seja tratada – alguma vez na história desse mundo - com o mínimo de respeito...
Han?? Acorda, Ítalo!
sábado, 10 de outubro de 2009
Livre...
Um colega bate na mesa com uma caneta e cantarola uma canção qualquer. Outro insiste em se comunicar através de 140 caracteres disponíveis pelo Twitter e nada fala. O terceiro acompanha pelo Youtube uma jovem menina de quatro anos pregando em um culto, ou melhor, um espetáculo. E eu fico na minha: Atento. Pensativo. Silencioso. Exausto.
A hora, no compasso do seu tic-tac, estacionou.
A cidade parece se preparar para o fim de semana prolongado. As conversas, quando vencem o marasmo do encontro diário, giram em torno do ócio merecido. Que venha!
Pela primeira vez essa semana pude parar. Sem obrigações. Sem responsabilidades. Mas a mente não pára. Ou o corpo? A essa altura o calor é maior. Ainda que as janelas estejam abertas. O vídeo do meu colega já acabou e o outro decidiu fazer sua batucada longe daqui. Buzinas!
A expectativa pelo amanhã, o depois. O medo de não ter feito do ontem algo de suficiente bom. E é assim que a tarde parece ir embora. Na lembrança o timbre suave de Roberta Sá. O celular acaba de avisar que a bateria chegou ao fim. Será um sinal de que meu senso de responsabilidade dessa semana precisa ser recarregado?
Com certeza a resposta não demorará a vir. Então só me resta esperar. E o faço. Nesse momento fico comigo mesmo. Fico livre para mim...Fico!
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
SOLIDARIEDADE
Jovens da ZN promovem o ''Lanche da Madrugada''
Organizado por componentes do Grupo de Jovens Luz do Mundo (GLM), o projeto distribuiu refeições entre pessoas que dormiam nas ruas da capital
Enquanto a cidade estava sediando o Muitos Carnavais, no último sábado (02), um grupo de aproximadamente 40 jovens, da Igreja de São Marcos no conjunto Panatis II, Zona Norte da capital, se colocava a disposição da solidariedade. Foi o Lanche da Madrugada, onde o grupo distribuiu refeições entre dezenas de moradores de rua da capital potiguar.
O projeto, idealizado por Nazareno Júnior, começou em 1995 e contava com a participação de jovens do bairro de Santa Catarina. Contudo, a idéia ultrapassou as fronteiras entre os bairros e a necessidade de fazer algo de concreto para amenizar as mazelas sociais vivenciadas por muitos chegou ao Grupo Luz do Mundo (GLM), que pela primeira vez encabeçou a iniciativa.
Segundo Luiz Teixeira, coordenador do GLM, gestos como o Lanche da Madrugada contribuem para que pessoas possam sentir na pele uma realidade muitas vezes mascarada. "Este gesto concreto de amor e solidariedade tem o condão de nos proporcionar a experiência concreta de vivenciar uma realidade triste que assola a nossa cidade e o mundo, que é a pobreza. Além disso, serve para que reflitamos sobre o que estamos fazendo de concreto para mudar este sistema que gera esta realidade de sofrimento e exclusão", disse Luiz.
A entrega das quentinhas, compostas por cuscuz, verduras e salsicha, além de pães, bolo, suco, água e café começou às 23h pelo bairro do Igapó, ainda na zona norte. Em seguida, os bairros das Quintas, Bom Pastor, Cidade da Esperança, Alecrim, Cidade Alta e Ribeira receberam a visita da caravana. Que além de alimento, levava atenção para aqueles que vivem nas ruas sob as mais adversas condições.
No GLM, o Lanche foi organizado por Adailton Viliano, que se diz confiante quanto à permanência do projeto no calendário do grupo. "Nós ainda não nos reunimos com a coordenação do grupo. Mas o que eu posso sentir é que depois daquela madrugada, onde eu consegui perceber a emoção no olhar de vários componentes, outros projetos serão levantados e aperfeiçoados", conta.
Além de projetos como o Lanche da Madrugada, o GLM mantém ainda o Cinema na Comunidade, que fomenta a cultura através da exibição de longas-metragens gratuitamente; o Cursinho Preparatório, que leva aulas gratuitas para jovens e adultos que estão se preparando pra concursos; Aulas de Reforço, que atende crianças do bairro com dificuldades de aprendizado, entre outras iniciativas sociais.
Por Italo Amorim
Fonte: RN noticias


