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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Evangelho do dia

Ano B - Dia: 23/05/2012


Missão no meio do mundo

Jo 17,11b-19


Pai santo, pelo poder do teu nome, o nome que me deste, guarda-os para que sejam um, assim como tu e eu somos um. Quando estava com eles no mundo, eu os guardava pelo poder do teu nome, o mesmo nome que me deste. Tomei conta deles; e nenhum se perdeu, a não ser aquele que já ia se perder para que se cumprisse o que as Escrituras Sagradas dizem. E agora estou indo para perto de ti. Mas digo isso enquanto estou no mundo para que o coração deles fique cheio da minha alegria. Eu lhes dei a tua mensagem, mas o mundo ficou com ódio deles porque eles não são do mundo, como eu também não sou. Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Assim como eu não sou do mundo, eles também não são. Que eles sejam teus por meio da verdade; a tua mensagem é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei. Em favor deles eu me entrego completamente a ti. Faço isso para que, de fato, eles também sejam completamente teus.



Comentário do evangelho




Jesus veio para libertar

A relação de Deus com o mundo é um dos temas fundamentais do evangelho de João. Já no seu prólogo, anuncia: "O Verbo (Jesus) estava no mundo, o mundo foi feito por meio dele, mas o mundo não o reconheceu" (Jo 1,9-10). No evangelho de hoje o "mundo" é mencionado onze vezes.
O mundo é criação de Deus, que viu que tudo era bom (Gn 1,31). Contudo, esta criação foi apropriada pelo "príncipe deste mundo" (Jo 12,31; 14,30; 16,11), ambicioso e sedento de poder e riqueza. Jesus não veio para condenar tal mundo, mas para libertá-lo (Jo 12,47). Nem Jesus nem seus discípulos, sob sua guarda, são deste mundo. Jesus volta para o Pai, mas lhes comunica sua alegria em plenitude.
Os discípulos são enviados para, anunciando a Palavra que é a Verdade, comunicar vida e alegria ao mundo, libertando-o da opressão e da exploração



 Autor: José Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Evangelho do dia

Ano B - Dia: 21/05/2012


 

Vencendo o mundo

Jo 16,29-33

Então os seus discípulos disseram:
- Agora, sim, o senhor está falando claramente e não por meio de comparações. Sabemos agora que o senhor conhece tudo e não precisa que ninguém lhe faça perguntas. Por isso nós cremos que o senhor veio de Deus.
E Jesus respondeu:
- Então agora vocês crêem? Pois chegou a hora de vocês todos serem espalhados, cada um para a sua casa; e assim vão me deixar sozinho. Mas eu não estou só, pois o Pai está comigo. Eu digo isso para que, por estarem unidos comigo, vocês tenham paz. No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo.

 Comentario do evangelho

A solidão de Jesus é prenhe de amor.

Jesus dissera que era chegada a hora de falar claramente, sem figuras. Os discípulos, precipitadamente, afirmam tê-lo entendido. Jesus os modera, afirmando-lhes que se aproxima o momento em que será abandonado por eles. A fé dos discípulos, na realidade, ainda está frágil e vacilante. Eles deixarão Jesus sozinho no momento de sua prisão e sua Paixão. Mas esta solidão de Jesus é prenhe de amor. O Pai está sempre com Jesus, e é esta união com o Pai que gera o amor contagiante.
Jesus está concluindo sua longa fala. Completa afirmando que tudo que ele disse foi para que os discípulos tenham a paz, em um mundo de aflições. No mundo se vive em conflitos, tensões, angústias, incertezas, pois este mundo ainda está sob o domínio do chefe poderoso, adorador e escravo do dinheiro. Seduzido pelo dinheiro, o chefe poderoso faz a guerra, mata e impõe a "paz americana" que garante a subserviência de todos aos interesses dos donos do mercado e do lucro.
Jesus comunica coragem. A paz de Jesus está na vida fraterna e comunitária, na solidariedade, no serviço e na partilha, fazendo desabrochar e florescer a vida, vencendo o mundo.

Autor: josé Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org


terça-feira, 3 de abril de 2012

Jesus tem gesto de carinho ao traidor

Ano B - Dia: 03/04/2012


                                               Jesus tem gesto de carinho ao traidor

                                                           Jo 13,21-33.36-38
 
Depois de dizer isso, Jesus ficou muito aflito e declarou abertamente aos discípulos: - Eu afirmo a vocês que isto é verdade: um de vocês vai me trair. Então eles olharam uns para os outros, sem saber de quem ele estava falando. Ao lado de Jesus estava sentado um deles, a quem Jesus amava. Simão Pedro fez um sinal para ele e disse: - Pergunte de quem o Mestre está falando. Então aquele discípulo chegou mais perto de Jesus e perguntou:- Senhor, quem é ele? - É aquele a quem vou dar um pedaço de pão passado no molho! - respondeu Jesus. Em seguida pegou um pedaço de pão, passou no molho e deu a Judas, filho de Simão Iscariotes. E assim que Judas recebeu o pão, Satanás entrou nele. Então Jesus disse a Judas: - O que você vai fazer faça logo! Nenhum dos que estavam à mesa entendeu por que Jesus disse isso. Como era Judas que tomava conta da bolsa do dinheiro, alguns pensaram que Jesus tinha mandado que ele comprasse alguma coisa para a festa ou desse alguma ajuda aos pobres. Judas recebeu o pão e saiu logo. E era noite. Quando Judas saiu, Jesus disse: - Agora a natureza divina do Filho do Homem é revelada, e por meio dele é revelada também a natureza gloriosa de Deus.2E, se por meio dele a natureza gloriosa de Deus for revelada, então Deus revelará em si mesmo a natureza divina do Filho do Homem. E Deus fará isso agora mesmo. Meus filhos, não vou ficar com vocês por muito tempo. Vocês vão me procurar, mas eu digo agora o que já disse aos líderes judeus: vocês não podem ir para onde eu vou. Eu lhes dou este novo mandamento: amem uns aos outros. Assim como eu os amei, amem também uns aos outros. Se tiverem amor uns pelos outros, todos saberão que vocês são meus discípulos. Simão Pedro perguntou a Jesus: - Senhor, para onde é que o senhor vai? Jesus respondeu: - Você não pode ir agora para onde eu vou. Um dia você poderá me seguir! Pedro tornou a perguntar: - Senhor, por que eu não posso segui-lo agora? Eu estou pronto para morrer pelo senhor!
- Está mesmo? - perguntou Jesus. - Pois eu afirmo a você que isto é verdade: antes que o galo cante, você dirá três vezes que não me conhece.


Comentario do evangelho

O dom do amor de Jesus 
O evangelho de João apresenta um longo discurso de Jesus, após ter lavado os pés dos discípulos. A sentença de morte contra ele já estava decretada pelo Sinédrio. Agora é um do círculo íntimo de Jesus que fará a traição fatal. Jesus ainda acena com um gesto acolhedor dando-lhe um pedaço de pão molhado. É em vão. Judas retira-se.
Jesus fala da sua morte como sendo a sua glorificação. Esta glorificação, tema característico do evangelho de João, é o dom de amor de Jesus, até o fim, sem recuar diante das ameaças de morte que pairavam sobre ele. É a manifestação e comunicação de sua divindade e de sua eternidade, transformando a humanidade. É em comunhão com sua vida e com seu amor que nos tornamos eternos. 


Autor: José Raimundo oliva
Fonte: paulinas.org

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Evangelho do Dia

Ano B - Dia: 16/01/2012


Vinho novo em odres novo
 Mc 2,18-22
Os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Algumas pessoas chegaram perto de Jesus e disseram a ele:
- Os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam. Por que é que os discípulos do senhor não jejuam?
Jesus respondeu:
- Vocês acham que os convidados de um casamento jejuam enquanto o noivo está com eles? Enquanto ele está presente, é claro que não jejuam! Mas chegará o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; então sim eles vão jejuar!
- Ninguém usa um retalho de pano novo para remendar uma roupa velha; pois o remendo novo encolhe e rasga a roupa velha, aumentando o buraco. Ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se alguém fizer isso, os odres rebentam, o vinho se perde, e os odres ficam estragados. Por isso, o vinho novo é posto em odres novos.
Comentário do evangelho
Jesus rompe com a tradicional piedade da Lei
Após ser questionado pelos fariseus por comer com os publicanos e pecadores, agora é cobrada de Jesus a observância do jejum e das orações rituais. Jesus rompe com a tradicional piedade da Lei. Além de se sentar à mesa com companhias pouco recomendáveis segundo os critérios do legalismo religioso, "comem e bebem" desprezando os jejuns rituais. A parábola que segue é bastante sugestiva: ninguém corta uma roupa nova para tirar um remendo para colocar em uma roupa velha! Perde-se a roupa nova e a velha fica desajustada. A parábola é bem clara. Não se deve fragmentar a nova realidade revelada por Jesus para adaptá-la às expectativas da velha tradição. Também, a velha tradição, desgastada e de uma cultura ultrapassada, não suporta a novidade de Jesus. Com sentido semelhante segue a parábola dos odres. O vinho novo, ao fermentar, arrebenta os odres velhos, e se perdem um e outro. Vinho novo em odres novos. Jesus vem para aqueles que se dispõem a renovar seus corações. 
Autor: José Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org





sábado, 10 de dezembro de 2011

Evangelho Do Dia

Ano B - Dia: 10/12/2011




                                                              Os discípulos ouviam e compreendiam o Mestre

                                                                                             Mt 17,10-13

Os discípulos perguntaram a Jesus: "Por que os escribas dizem que primeiro deve vir Elias?" Ele respondeu: "Sim, Elias vem; e porá tudo em ordem. E eu vos digo mais: Elias já veio, e não o reconheceram. Pelo contrário, fizeram com ele tudo o que quiseram. Assim também o Filho do Homem será maltratado por eles." Então os discípulos compreenderam que ele lhes havia falado de João Batista.
Comentário do Evangelho
Jesus fala do Batista


No tempo de Jesus manifestavam-se expectativas messiânicas diferenciadas dentro do judaísmo. O messianismo mais antigo se estabelecia em torno da figura de Davi, e deixara profundas raízes entre o povo. A tradição apresentava Davi como rei ungido (messias ou cristo) poderoso que criara um grande império, alimentando com isto o orgulho nacionalista de Israel. Sob o jugo de outros impérios, sonhava-se, então, com um novo Davi. A tradição retinha também a figura de Moisés, libertador da opressão sob o Egito e legislador. Moisés reúne as características de profeta e messias libertador. E a figura carismática e popular de Elias, profeta do norte, entra também, tardiamente, nas expectativas messiânicas. Esta se baseia nos últimos versículos do profeta Malaquias (3,22-23), de acordo com a interpretação de alguns grupos de escribas. Elias caracterizara-se pela denúncia do rei Acab com suas infidelidades e injustiças. As expectativas messiânicas populares em torno de Elias poderiam significar a insatisfação com o poder teocrático em vigor entre os judeus. Jesus reconhece em João Batista e nele próprio características comuns com Elias. Reconhece, particularmente, que o fim violento de João Batista será também o seu fim.


Autor: José Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org

sábado, 12 de novembro de 2011

Evangelho do Dia

Ano A - Dia: 12/11/2011


Deus fará justiça aos que gritam por ele
Lc 18,1-8
Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de orar sempre, sem nunca desistir: "Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, e lhe pedia: 'Faze-me justiça contra o meu adversário!' Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: 'Não temo a Deus e não respeito ninguém. Mas esta viúva já está me importunando. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha, por fim, a me agredir!'" E o Senhor acrescentou: "Escutai bem o que diz esse juiz iníquo! E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do Homem, quando vier, será que vai encontrar fé sobre a terra?"  
 
comentário do evangelho 
 Deus fará justiça
Lucas, em seu evangelho, revela um interesse especial em três temas: a misericórdia de Deus, o escândalo da divisão da sociedade em ricos e pobres, e a importância da oração. A singela parábola de hoje é expressiva em mostrar a capacidade da oração em transformar os corações. Aquele juiz não temia a Deus e não respeitava ninguém. Porém a grande insistência da viúva, que procurava por justiça, fez com que ele se incomodasse e até a temesse, resolvendo assim atende-la. Com maior razão Deus fará justiça àqueles que dia e noite oram por ele. E Deus não tarda. Já está presente na pessoa de seu Filho e do Espírito Santo. Já comunica a vida nova a seus discípulos reunidos em comunidade e em oração e infunde-lhes o amor, esperança, e entusiasmo, para se empenharem na construção de um mundo novo de partilha, fraternidade e paz.  
Autor:José Raimundo Oliva
fonte: paulinas.org

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Evangelho do Dia

Ano A - Dia: 08/11/2011




Instrumento Lc 17,7-10
Jesus disse:
- Façam de conta que um de vocês tem um empregado que trabalha na lavoura ou cuida das ovelhas. Quando ele volta do campo, será que você vai dizer: "Venha depressa e sente-se à mesa"? Claro que não! Pelo contrário, você dirá: "Prepare o jantar para mim, ponha o avental e me sirva enquanto eu como e bebo. Depois você pode comer e beber." Por acaso o empregado merece agradecimento porque obedeceu às suas ordens? Assim deve ser com vocês. Depois de fazerem tudo o que foi mandado, digam: "Somos empregados que não valem nada porque fizemos somente o nosso dever." 
 
comentário do evangelho
A serviço dos pobres e excluídos
Nesta parábola exclusiva de Lucas temos um contraste entre um servo submisso e seu patrão. De início, os discípulos são convidados a se identificarem com o patrão da parábola ("Se alguém de vós tem um servo..."). Na aplicação da parábola, os discípulos são identificados com o servo (...dizei: "Somos simples servos...").
A parábola causa certo constrangimento pelas imagens usadas: por um lado o senhor proprietário rural, prepotente e gozador, e, de outro lado, um servo humilhado. Esta é uma realidade comum nas sociedades de classes, onde as elites privilegiadas exploram e humilham os pobres pequeninos e despojados de tudo. No ambiente religioso do judaísmo no tempo de Jesus, a parábola pode exprimir a relação entre a Lei opressora e o fiel oprimido, com sua obediência cega. Os primeiros cristãos extraíram da parábola um sentimento de humildade que devemos ter diante do projeto do Reino de Deus. Contudo Jesus, de outra maneira, vem revelar-nos a face de Deus Pai, amoroso e misericordioso, diferente de um deus patrão. A vida de Jesus foi toda dedicada ao serviço aos pobres e excluídos, culminando com o lava-pés dos discípulos na última ceia. E, por ele, somos convidados a assumirmos esta prática de serviço.  
 
Fonte: paulinas.org
Autor: José Raimundo oliva

sábado, 29 de outubro de 2011

Evangelho do Dia

Ano A - Dia: 29/10/2011


Adesão à nova sociedade do Reino

Lc 14,1.7-11

Num sábado, Jesus entrou na casa de certo líder fariseu para tomar uma refeição. E as pessoas que estavam ali olhavam para Jesus com muita atenção.
Certa vez Jesus estava reparando como os convidados escolhiam os melhores lugares à mesa. Então fez esta comparação:
- Quando alguém convidá-lo para uma festa de casamento, não sente no melhor lugar. Porque pode ser que alguém mais importante tenha sido convidado. Então quem convidou você e o outro poderá dizer a você: "Dê esse lugar para este aqui." Aí você ficará envergonhado e terá de sentar-se no último lugar. Pelo contrário, quando você for convidado, sente-se no último lugar. Assim quem o convidou vai dizer a você: "Meu amigo, venha sentar-se aqui num lugar melhor." E isso será uma grande honra para você diante de todos os convidados. Porque quem se engrandece será humilhado, mas quem se humilha será engrandecido.

Comentário do evangelho

 Renúncia ao sucesso, status e poder
  
Dentre os quatro evangelistas, Lucas é o único que, por três vezes (Lc 7,36; 11,37; 14,1) menciona refeições de Jesus em casa de fariseus. Esta refeição é ocasião de ensinamentos de Jesus. Na parábola dirigida aos demais convidados, aquele que ocupou o primeiro lugar teve que cedê-lo a um amigo mais importante do dono da casa e aquele que ocupou o último lugar foi convidado para um lugar melhor. Em conclusão a sentença chave: quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado. É um tema precioso para Lucas, já presente no Cântico de Nossa Senhora (Lc 1,51-52). O não precipitar-se em ocupar os primeiros lugares em momentos solenes era regra comum de boas maneiras nas várias culturas contemporâneas do primeiro século. A parábola exprime a prática do Reino: a renúncia ao sucesso na injusta sociedade competitiva pelo status e poder, e a adesão à nova sociedade do Reino, fundada na humildade, na fraternidade e no serviço.


Autor: José Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Evangelho do Dia

Evangelho (Lucas 6,12-19)

O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

  12Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor.
17
Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18Vieram para ouvir Jesus e serem curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos.

- Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor. 

Fonte: www.cancaonova.com

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Evangelho do Dia

Ano A - Dia: 27/10/2011


Alguém não quis o abraço de Deus
Lc 13,31-35

Naquela hora, alguns fariseus aproximaram-se e disseram a Jesus: “Tu deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar”. 32Jesus disse: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho. 33Entretanto, preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém.
34Jerusalém, Jerusalém! Tu que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne os pintinhos debaixo das asas, mas tu não quiseste! 35Eis que vossa casa ficará abandonada. Eu vos digo: não me vereis mais, até que chegue o tempo em que vós mesmos direis: Bendito aquele que vem em nome do Senhor”.
comentário do evangelho
Consciente da missão profética
Jesus com frequência advertia os chefes religiosos judeus que rejeitavam o reino de justiça e amor que ele próprio anunciava, sofrendo, em resposta, ameaças e perseguição. Alguns fariseus vieram avisar Jesus: "Parte e vai-te daqui, porque Herodes quer te matar". Herodes havia executado João Batista, temendo sua grande influência sobre o povo, e Jesus cuja prática assemelhava-se à de João, estava também ameaçado. Contudo, o que aqueles fariseus pretendiam era intimidar Jesus para que se afastasse, fugindo de seu território, e assim se verem livres dele. Jesus, porém, sabia que o perigo maior residia nestes próprios chefes religiosos, particularmente na cúpula sacerdotal do templo de Jerusalém, o que fica sub-entendido no recado que dá àqueles fariseus. Jerusalém, que também havia sido convidada à conversão, é a cidade que mata os profetas, e Jesus, consciente de sua missão profética pressente que será este também seu próprio fim.  
Fonte:paulinas.org
Autor: José Raimundo Oliva


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Evangelho do Dia

Ano A - Dia: 25/10/2011



O Reino de Deus é fermento, é semente

Lc 13,18-21
Jesus disse:
- Com o que o Reino de Deus é parecido? Que comparação posso usar? Ele é como uma semente de mostarda que um homem pega e planta na sua horta. A planta cresce e fica uma árvore, e os passarinhos fazem ninhos nos seus ramos.
Jesus continuou:
- Que comparação poderei usar para o Reino de Deus? Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura em três medidas de farinha, até que ele se espalhe por toda a massa. 
comentário do evangelho
Fermento na massa

Estando Jesus a caminho de Jerusalém, onde se dará o confronto final com os chefes religiosos do Templo, ele ensina os discípulos narrando-lhes duas parábolas. O profeta Ezequiel prenunciava um futuro glorioso de Israel como um broto de cedro, tirado do Líbano e plantado por Javé em Jerusalém, no monte Sião. Este cedro do Líbano, frondosa árvore, era símbolo das nações poderosas. Esta imagem de poder foi assumida para si na tradição do judaísmo. Jesus rejeita esta imagem de poder. Para ele o Reino é como o pequeno grão de mostarda. A mostarda é uma hortaliça que nascia à beira do Mar da Galiléia. Seu grão é minúsculo, porém a planta pode crescer até três metros de altura. Sem ser imponente e potente como os cedros do Líbano, abriga as aves do céu.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Evangelho do Dia

Ano A - Dia: 24/10/2011
   

Pela integridade da pessoa
Lc 13,10-17

Certo sábado, Jesus estava ensinando numa sinagoga. E chegou ali uma mulher que fazia dezoito anos que estava doente, por causa de um espírito mau. Ela andava encurvada e não conseguia se endireitar. Quando Jesus a viu, ele a chamou e disse:
- Mulher, você está curada.
Aí pôs as mãos sobre ela, e ela logo se endireitou e começou a louvar a Deus. Mas o chefe da sinagoga ficou zangado porque Jesus havia feito uma cura no sábado. Por isso disse ao povo:
- Há seis dias para trabalhar. Pois venham nesses dias para serem curados, mas, no sábado, não!
Então o Senhor respondeu:
- Hipócritas! No sábado, qualquer um de vocês vai à estrebaria e desamarra o seu boi ou o seu jumento a fim de levá-lo para beber água. E agora está aqui uma descendente de Abraão que Satanás prendeu durante dezoito anos. Por que é que no sábado ela não devia ficar livre dessa doença?
Os inimigos de Jesus ficaram envergonhados com essa resposta, mas toda a multidão ficou alegre com as coisas maravilhosas que ele fazia.
  
comentário do evangelho
Jesus cura
Lucas apresenta uma narrativa de cura como parte integrante do ensino de Jesus. As ações de Jesus são um componente fundamental de seu ensino. Jesus dirige-se à sinagoga, durante o culto sabático, para aí encontrar o povo reunido e a ele dirigir seu anúncio. Nesta narrativa o núcleo do ensinamento é a libertação em relação à observância religiosa do sábado. A mulher encurvada que era totalmente incapaz de olhar para cima, representa o povo submisso e subjugado pela ideologia religiosa da sinagoga e do Templo. Com sua prática libertadora, Jesus suscita a fúria do chefe da sinagoga. Porém a multidão inteira se alegra ao se sentir libertada pela palavra e pela prática maravilhosa de Jesus
Autor: josé Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Evangelho do Dia

Ano A - Dia: 21/10/2011 

Sinais de Deus
Lc 12,54-59
Jesus disse também ao povo:
- Quando vocês vêem uma nuvem subindo no oeste, dizem logo: "Vai chover." E, de fato, chove. E, quando sentem o vento sul soprando, dizem: "Vai fazer calor." E faz mesmo. Hipócritas! Vocês sabem explicar os sinais da terra e do céu. Então por que não sabem explicar o que querem dizer os sinais desta época?
E Jesus terminou, dizendo:
- Por que é que vocês mesmos não decidem qual é a maneira certa de agir? Se alguém fizer uma acusação contra você e levá-lo ao tribunal, faça o possível para resolver a questão enquanto ainda está no caminho com essa pessoa. Isso para que ela não o leve ao juiz, o juiz o entregue ao guarda, e o guarda ponha você na cadeia. Eu lhe afirmo que você não sairá dali enquanto não pagar a multa toda.
comentário do evangelho

A novidade de Jesus
Na primeira parte desta fala de Jesus, os ouvintes são induzidos a reconhecerem os sinais do tempo não apenas no sentido metereológico, mas no sentido do tempo de sua presença divina e libertadora, instaurando a justiça no mundo. É o tempo da revelação, em Jesus, da Verdade e do amor de Deus para com todos, homens e mulheres, transformando o mundo. Contudo, a novidade de Jesus ainda não é bem entendida. Há incompreensões, distorções, e rejeições. Na segunda parte temos uma parábola sobre a conveniência da reconciliação. O seu conteúdo não é claro, particularmente a menção ao "adversário". No texto a reconciliação parece ser conveniente diante do risco de ser condenado e pagar toda a dívida. Tais detalhes sugerem a existência de uma culpa, do que decorre um apelo à conversão. A reconciliação, em um sentido mais abrangente, consiste também em nos aproximarmos daqueles diante dos quais temos sido insensíveis e indiferentes, os excluídos e os explorados e empobrecidos, buscando a implantação da justiça no mundo.
Autor: josé Raimundo Oliva
Fonte: paulinas.org