Mostrando postagens com marcador Palavra do Arcebispo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Palavra do Arcebispo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de setembro de 2010

SEMANA DA PÁTRIA

Caríssimos irmãos e irmãs,

Estamos vivendo a Semana da Pátria. Durante este período, culminando com o dia 7 de setembro, comemora-se em todos os lugares a Independência do Brasil.

A palavra Pátria tem sua origem na língua latina – patris – e significa terra paterna. Podemos dizer que é o lugar ao qual nos unimos através de laços de afeto, adquirimos determinada cultura, aprendemos valores e ajudamos a construir a história.

E aqui está o ponto chave para a nossa meditação. Somos chamados não somente a festejar a Pátria, mas também, e até mais, a construir a sua história.

Com certeza todos amamos o País em que nascemos, temos orgulho de ser brasileiros. Mas temos que cuidar para que essa Pátria seja respeitada por nós e pelas outras nações.

Temos que dar a nossa parcela de contribuição para que os que aqui nascem, ou que adotaram o Brasil como sua Pátria de coração, sintam alegria de ver o desenvolvimento acontecer para todos.

É necessário que estejamos atentos para acolher os que sofrem pela falta de estrutura de vida digna e ao mesmo tempo levá-los a serem protagonistas de uma experiência nova em seu próprio caminhar.

Quando o Brasil teve a sua independência de Portugal proclamada, o objetivo maior era que os brasileiros pudessem desfrutar dos bens que aqui existiam e assim oferecerem um futuro melhor para os seus filhos e netos.

Não podemos jogar fora esta conquista. Precisamos ocupar os espaços que são oferecidos para essa reflexão. Os Conselhos Municipais, Estaduais e Federais são um grande âmbito de promoção das políticas públicas. É preciso estar neles com o sentimento de responsabilidade pelo bem comum.

As associações, os sindicatos, os conselhos comunitários devem ser lugar da presença de cada cidadão que quer ver a sua Pátria crescer.

Estamos vivendo o período de debates na campanha eleitoral. Não deixemos passar esta oportunidade para buscarmos o algo mais que pode estar faltando para sermos uma grande nação no mundo globalizado.
Procure conhecer melhor o candidato, ou a candidata, que receberá o seu voto para cada um dos cargos que estão sendo disputados. Veja quais as suas propostas e os seus projetos. Saiba o que pretende fazer pelo bem da sua comunidade e não apenas no seu interesse próprio.

Assim, a Semana da Pátria será sempre celebrada com alegria, pois o Brasil, acolhendo os seus filhos, buscará que todos tenham vida em abundância.

Deus nos abençoe hoje e sempre.

Dom Matias Patrício de Macêdo
Arcebispo Metropolitano de Natal
 


segunda-feira, 1 de março de 2010

PALAVRA DO ARCEBISPO

Dom Matias Patrício de Macêdo
Arcebispo Metropolitano de Natal

E-mail: curia@arquidiocesedenatal.org.br
Tel: (84) 3615-2800
   
Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro
 
Caríssimos irmãos e irmãs

A Campanha da Fraternidade acontece durante o tempo litúrgico da quaresma em toda a Igreja do Brasil. Iniciada em nossa Arquidiocese e hoje coordenada pela CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a Campanha está presente em todas as arquidioceses, dioceses e prelazias do país, sempre procurando ler os sinais dos tempos, respondendo aos apelos, necessidades e angústias dos nossos dias. A temática escolhida para cada ano procura ir ao encontro das situações que precisam de conversão na realidade do país.

Neste ano de 2010, a Campanha, pela terceira vez, está sendo ecumênica e é assumida pelo CONIC – Conselho Nacional das Igrejas Cristãs, abordando o tema “Economia e Vida” e o lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”. As igrejas cristãs e todas as pessoas de boa vontade que quiserem se comprometer no espírito do ecumenismo, poderão participar.

O lema deste ano, inspirado no Evangelho de São Mateus, traduz a preocupação dos cristãos com uma economia a serviço da vida que caminhe para a construção de uma sociedade sem exclusão. Mesmo não sendo o eixo principal, também está presente a preocupação com a mistura entre religião e dinheiro. Na verdade tem sido o contra testemunho de muitas seitas espalhadas no país e expoentes da chamada “teologia da prosperidade”. Lembra o Texto base: “As comunidades cristãs precisam resistir à tentação de transformar o culto a Deus em moeda para a obtenção de prosperidade.”

As comunidades cristãs devem se interrogar sobre o seu patrimônio, o uso do dinheiro e o compromisso cristão com a transformação econômica e social do país. Queremos um Brasil menos excludente, com menos desigualdade social e políticas públicas que cheguem aos pobres que realmente precisam.
Os poucos que concentram a maior parte da riqueza devem se solidarizar com a grande multidão que tem muito pouco ou nada tem. Somente assim estaremos servindo unicamente a Deus.
Convertamo-nos e que Deus os abençoe agora e sempre

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

PALAVRA DO ARCEBISPO


Dom Matias Patrício de Macêdo
Arcebispo Metropolitano de Natal

E-mail: curia@arquidiocesedenatal.org.br
Tel: (84) 3615-2800
   
Projeto Arquidiocesano: Setorização
 
Caríssimos irmãos e irmãs.
Continuando nossas reflexões sobre o Plano de Evangelização da nossa Arquidiocese, chegamos ao Projeto de Setorização das paróquias. Queremos lembrar que a inspiração e o fundamento para nossa assembleia foram as conclusões da Conferência de Aparecida e as Diretrizes da CNBB, que apresentam a setorização territorial das paróquias e a descentralização da ação pastoral como pressuposto para a eficácia da ação evangelizadora.
Convém recordar que nossa arquidiocese desde o ano 2003, com o projeto missionário do Pe. Luiz Mosconi, as Santas Missões Populares, está trabalhando nesta organização de setorização territorial, formando setores missionários com uma média de 2 a 3 mil habitantes. Assim, as paróquias, em sua maioria, já estão setorizadas.
O projeto que apresentamos e foi aprovado em assembleia para o biênio 2010-2011, tem como objetivo continuar investindo na setorização para uma reformulação estrutural das paróquias e, consequentemente, impulsionar as ações pastorais das comunidades para que seus membros sejam verdadeiros discípulos missionários. Para isto será necessário criar e formar equipes de animação e coordenação nos setores para promover um maior dinamismo nas pequenas comunidades e grupos, fomentando celebrações próprias, festas de padroeiros, retiros e encontros de formação, investindo na vivência dos tempos fortes sem prejuízo da comunhão. Também é necessário investir no intercâmbio e no diálogo entre as comunidades para possibilitar a vivência de uma pastoral de conjunto.
Um aspecto que não pode ser esquecido é a atenção aos desafios dos dias atuais, como as áreas de praia (turismo), os condomínios, as favelas, as pequenas comunidades rurais. Para eles, o projeto propõe a criação de setores de ação pastoral especializada. Lembra-mos, ainda, o envolvimento da comunidade no planejamento financeiro e administrativo, investindo na pastoral do dízimo para a manutenção dos trabalhos.
Com a setorização territorial e descentralização da nossa ação pastoral, com certeza, atingiremos um maior número de fiéis e seremos mais eficazes em nossa evangelização.
Que Deus os abençoe agora e sempre.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Palavra do Arcebispo

Dom Matias Patrício de Macêdo
Arcebispo Metropolitano de Natal

E-mail: curia@arquidiocesedenatal.org.br
Tel: (84) 3615-2800
   
Exulta, Natal
 
Exulta, Natal! Como Igreja Diocesana já tens um centenário! Natalenses e diocesanos de todas as regiões, das praias ao sertão, das terras agrestenses ao Vale do Açu, das periferias dos grandes centros aos sítios e povoados, podemos exultar com os Anjos da Noite Santa de Belém! Extasiar-nos com a Sagrada Família de Nazaré! Comovermo-nos com a simplicidade e admiração dos pastores! Caminharmos ao encontro da estrela com os Magos do Oriente! E na imorredoura mensagem do Natal, celebrarmos esta Oitava com o espírito repleto de alegria e profundo sentimento de gratidão ao Deus da vida e esperança por nossa Igreja.
Exulta, Natal, pelos missionários da primeira hora, Franciscanos e Jesuítas, que há 410 anos aqui chegaram para evangelizar os índios e plantar as primeiras sementes da fé em solo potiguar.
Exulta, Natal, pelo testemunho de teus mártires, que em Cunhaú e Uruaçu, há 364 anos derramaram o sangue por fidelidade a Cristo e à Igreja e são os primeiros mártires do Brasil.
Exulta, Natal pela presença materna e sempre carinhosa de Nossa Senhora da Apresentação que há 256 anos protege e abençoa teus filhos.
Exulta, Natal, pelo Seminário de São Pedro, casa de formação dos teus sacerdotes, 90 anos de sementes plantadas e vocações colhidas.
Exulta, Natal, pela ação social, missionária evangelizadora que tem testemunhado o seguimento de Jesus ao Brasil e ao mundo, resgatando vidas, formando comunidades, plantando a fraternidade, nas ações do “Movimento de Natal”.
Exulta, Natal! Já acolheste o sucessor de Pedro em teu seio. O Papa João Paulo II beijou o teu solo e abençoou tua gente.
Exulta, Natal, pelos teus ministros de ontem e de hoje. Teus bispos, homens de Deus, apóstolos da Igreja, promotores da justiça, da verdade e da paz. Teus sacerdotes, homens escolhidos, que se tornaram construtores do reino de Deus. Tuas religiosas, mulheres consagradas, que, com pioneirismo, doaram-se à missão de evangelizar. Teus diáconos e missionários leigos de todas as idades que assumem e dão vida às tuas diversas pastorais, grupos e movimentos.
Exulta, Natal! És uma Igreja viva e missionária! És uma Igreja centenária!
Que, agora e sempre, Deus abençoe Natal.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Palavra do Arcebispo


Palavra do Arcebispo
Dom Matias Patrício de Macêdo
Arcebispo Metropolitano de Natal

E-mail: curia@arquidiocesedenatal.org.br
Tel: (84) 3615-2800


Venha a nós o Vosso Reino

Caríssimos irmãos e irmãs,
Na versão em latim da oração do Pai Nosso, assim rezamos: Adveniat regnum tuum. Venha a nós o vosso reino.
Jesus nos ensinou a assim rezar. Clamamos ao Pai que está no céu que esse reino se faça presente no meio de nós. Que nós tenhamos a coragem de construí-lo. Que o façamos acontecer em nossa vida diária.
O período litúrgico que hoje iniciamos, chamado de Advento, é muito propício para meditarmos sobre isto: a chegada do Reino de Deus.
O Evangelista São João, no capítulo primeiro de seu Evangelho, nos diz que o Verbo se fez carne e habitou entre nós. O nascimento de Jesus inaugura um novo tempo para a humanidade. Para o povo que caminhava na escuridão brilhou uma grande luz.
Durante as quatro semanas do Advento vamos preparando a celebração do Natal do Senhor. Iremos contemplar o anúncio dos profetas que preparam a chegada do Messias. Acompanharemos Maria e José na espera ansiosa do Menino.
Ao mesmo tempo, devemos preparar o nosso coração. Não poderemos celebrar a festa se não arrumarmos a vida. O Cristo veio a primeira vez no ventre de Maria, mas vem agora e todos os dias no nosso coração. E assim como Deus preparou o seio imaculado para gerar seu Filho, quer purificar também o solo de nosso coração para acolher a semente de vida que é Jesus.
Temos que seguir a mensagem dos profetas: Endireitai os caminhos do Senhor... A nossa vida precisa ser dirigida para este evento que mudou a história, mas que precisa mudar também a nossa história.
Como Maria e José temos que estar na expectativa ansiosa pela chegada de Jesus. Temos que abrir as portas para acolhê-los. Não pode faltar lugar na estalagem de nossa vida.
É Advento. Aproveitemos para uma boa revisão em nossa vida. O ano está chegando ao fim. Que fizemos? Que poderíamos ter feito melhor? Que presente vamos oferecer a Jesus no Natal que se aproxima?
Não esqueça disso: o seu coração é a nova Belém onde Jesus quer nascer para alegrar o mundo.
Que Deus nos abençoe hoje e sempre. Amém.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

PALAVRA DO ARCEBISPO


Palavra do Arcebispo
Dom Matias Patrício de Macêdo
Arcebispo Metropolitano de Natal

E-mail: curia@arquidiocesedenatal.org.br
Tel: (84) 3615-2800
   
Só faltam dois meses



Caríssimos irmãos e irmãs,

Estamos cada vez mais próximos da celebração do Centenário de Criação da Diocese de Natal. Faltam apenas dois meses.
Durante três anos, fomos preparando-nos para celebrar este grande evento, que é não apenas histórico, mas principalmente de fé e amor à Igreja.
Refletimos sobre a realidade da Família, da Juventude e da Catequese, e construímos juntos o Reino de Deus no meio de nós.
Neste ano, que é o Ano do Centenário, realizamos a cada dia 29, a Missão Centenária. Um encontro de meditação para todo o povo de Deus a partir das realidades da Igreja de Natal em sua história para preparar o seu futuro.
Nestas celebrações, foram sendo preparados três grandes monumentos: à Fé, à Esperança e à Caridade. Cada mês um compromisso foi pedido para que pudéssemos viver bem este momento.
Agora, quando já vemos o limiar do I Congresso Eucarístico Missionário (I Cemar) é hora de começarmos a avaliar o que fizemos. Quais são os frutos que se apresentam? Onde podemos dizer que crescemos no seguimento de Jesus Cristo como discípulos e missionários?
Não bastará fazermos festa pelos 100 anos. É preciso que tenhamos metas precisas do que vamos realizar a partir de então. Precisamos construir uma Igreja cada vez mais missionária e comprometida com o Evangelho de Jesus Cristo.
Precisamos encontrar meios de atração que consigam envolver cada vez mais os jovens neste serviço à humanidade. Precisamos resgatar a força e a dignidade da família. Precisamos redescobrir a Catequese como instrumento precioso para o conhecimento da Palavra de Deus e da Doutrina da Igreja.
Cada um de nós que vive e faz esta Igreja diocesana deve assumir este compromisso com Deus. Um compromisso de procurar fazer o seu próprio esforço para que tenhamos uma sociedade mais humana, na qual as pessoas se reconheçam como filhos e filhas do mesmo Pai que está nos céus. É esse o meu convite.

Deus nos abençoe hoje e sempre.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Palavra do Arcebispo


Dom Matias Patrício de Macêdo
 Arcebispo Metropolitano de Natal

E-mail: curia@arquidiocesedenatal.org.br
Tel: (84) 3615-2800



O ser missionário na Igreja
 


 Caríssimos irmãos e irmãs,

Celebrando o Dia Mundial das Missões, somos chamados a refletir sobre o nosso ser missionário na Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Muitas vezes, quando pensamos em missionários, lembramos aqueles que partiram de sua terra para levar Jesus a lugares mais distantes, noutras culturas e realidades. São pessoas que deram um sim radical ao seguimento de Jesus.
Porém, podemos ser missionários também em nossa própria comunidade. Ser missionário é anunciar Jesus. Quem o encontra e com ele faz uma experiência, não consegue fugir desse compromisso.
O Apóstolo André e o discípulo amado, ao encontrarem Jesus, fizeram uma experiência de vida com Ele, e, ao retornar ao convívio dos seus, disseram a Pedro, por sinal, irmão de André: “Encontramos o Messias!”.
É assim que devemos agir. Primeiro encontrar-se com Jesus. Como afirmou o Santo Padre, o Papa Bento XVI, no Encontro com os Bispos da América Latina e do Caribe, em Aparecida: “não é um encontro com uma ideia, mas com uma pessoa. Um encontro com Jesus Cristo!”.
Após encontrá-Lo, é preciso fazer uma experiência profunda de vida, que se realiza na oração, na leitura da Palavra e na Eucaristia. Conversar com Jesus e ouvir o que ele tem a dizer deve fazer com que tenhamos sempre mais o desejo de voltar a estar com ele.
Quem faz esta experiência, despojado de qualquer sinal de egoísmo, sente-se tão profundamente feliz que quer anunciar a todos o motivo de sua alegria. Quer levar os que lhe cercam a também viverem esta experiência sem igual.
Isso é ser missionário. E podemos realizar esta missão em casa, na família, na escola, no trabalho, na rua que moramos. Não deixe morrer esse compromisso do seu batismo.
Anuncie Jesus com o testemunho, com o diálogo, com o serviço. Ser missionário é ajudar a Igreja de Cristo a ser forte em seu projeto de evangelização.

Que Deus nos abençoe hoje e sempre.

sábado, 1 de novembro de 2008

PALAVRA DO ARCEBISPO

Dom Matias Patrício de Macêdo
Arcebispo Metropolitano de Natal

E-mail: dommatias@natal.digi.com.br
Tel: (84) 3615-2800
Caríssimos irmãos e irmãs,





Celebramos, neste domingo, o dia dos fiéis falecidos. Queremos recordar os familiares, amigos, entes queridos e reafirmar que não os esquecemos ou deixamos de amá-los, simplesmente pelo fato de terem partido para junto de Deus. Pelo contrário, eles continuam fazendo parte de nossa vida e a receber nosso carinho e respeito.

Para algumas pessoas é uma data triste, que, inclusive, deveria sair do calendário. No entanto, para nós que somos cristãos, é um dia propício para renovarmos a nossa fé e nossa esperança na ressurreição que Jesus nos prometeu. Além disso, é um dia de reflexão diante da caminhada da nossa própria vida. Não podemos esquecer de que, um dia, estaremos também partindo desta terra. Devemos lembrar que esse dia chega como um ladrão na noite, por isto devemos estar preparados, vigilantes na oração e na prática dos mandamentos do Senhor.

Os sentimentos que devem acompanhar este dia são de confiança e entrega. Deus é misericórdia e nos perdoa de nossas faltas. Jesus, o Salvador, deu a vida por amor, pela salvação de todos nós. É Ele que nos anima e nos conforta; e é pela fé n’Ele que ressuscitou, que proclamamos a nossa própria ressurreição.
Reunimo-nos em nossas Igrejas e cemitérios para celebrar a esperança na vida eterna, voltando a atenção para todos os que já concluíram sua caminhada neste mundo e estão vivenciando a plena comunhão com a Santíssima Trindade. Nossa união com os falecidos jamais será interrompida; antes, é fortalecida pela oração. A Igreja, desde os primeiros tempos, vem cultivando, com grande piedade, a memória dos fiéis defuntos, oferecendo por eles sufrágios com as orações.

Neste dia dos falecidos, procuremos verdadeiramente rever nossos sonhos, nossa vida, nossa fé, e, a partir do encontro com Jesus, Caminho, Verdade e Vida, mudar o rumo da nossa caminhada, se for preciso. Que todos possamos sentir o abraço de Deus que é ternura. Sintamo-nos compreendidos por sua misericórdia, consolados por seu amor e renovados na esperança. Que os fiéis falecidos descansem em paz!
Que Deus os abençoe agora e sempre!

sábado, 2 de agosto de 2008

Palavra do Arcebispo

Dom Matias Patrício de Macêdo
Arcebispo Metropolitano de Natal

E-mail: dommatias@natal.digi.com.br
Tel: (84) 3615-2800





Caríssimos irmãos e irmãs,

O terceiro eixo do itinerário de Aparecida diz respeito à formação. Depois da experiência do encontro com Jesus e da vivência comunitária, que já falamos nas reflexões anteriores, os fiéis precisam seguir pelo caminho da formação. Este caminho deve levar ao aprofundamento da Palavra de Deus, a Escritura Sagrada. A Bíblia deve estar presente em toda a ação evangelizadora da Igreja; os grupos, pastorais, movimentos e serviços devem trazê-la para o centro de suas atividades. Cada fiel deve procurar ter contato diário com a Palavra, tornando-a companheira de todos os momentos. Recordamos que a Escritura é um lugar de encontro com Jesus e este encontro não deve ser superficial, mas profundo. Dediquemo-nos, pois, ao estudo da Palavra de Deus em nossas paróquias e comunidades.

Esta formação diz respeito, também, ao aprofundamento dos conteúdos da fé: a teologia e a doutrina. O católico precisa conhecer melhor a sua Igreja. Percebemos que nossa evangelização deixa uma grande lacuna na vida dos fiéis, com relação a este aspecto. Nossa catequese não tem formado bem nossas crianças e jovens que se preparam para os Sacramentos. A catequese de adultos, na preparação para o Batismo e Matrimônio, também não tem atendido esta necessidade. O que fazer para que possamos amadurecer a experiência religiosa dos nossos fiéis?

Devemos destacar neste processo de formação cinco aspectos fundamentais: primeiro, o encontro com Cristo que dá origem à vida cristã; depois, a conversão que é a resposta de quem o encontrou; em seguida, vem o discipulado que é o seguimento no testemunho; a comunhão, pois não pode existir vida cristã sem comunidade, e, por fim, a missão que é compartilhar com os outros o amor de Deus.

Por fim, queremos lembrar os lugares de formação: a família, igreja doméstica, deve ser o primeiro lugar onde filhos devem ser introduzidos no caminho da iniciação cristã. A Pastoral Familiar deve assessorar esta missão da família. A Paróquia, como célula viva da Igreja, é o lugar privilegiado do encontro com Jesus e da caminhada de formação. Não podemos esquecer, também, as pequenas comunidades eclesiais, os movimentos e novas comunidades de vida e aliança, os seminários e demais casas de formação religiosa e as escolas e universidades católicas que devem resgatar sua missão evangelizadora na formação dos fiéis, principalmente a juventude.

Que Deus os abençoe agora e sempre!
Caríssimos irmãos e irmãs,