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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

ELEIÇÕES 2008

Durante todo o período eleitoral fizemos a nossa humilde cobertura das eleições, publicando notícias, reflexões e denúncias. Aproveitamos este espaço para divulgar os eventos alusivos as eleições em nossa comunidade, como também da campanha nacional de coleta de assinaturas de combate a corrupção eleitoral (ficha-suja).

Ontem, com o resultado das urnas, termina o primeiro momento da Democracia representativa: a escolha dos nossos representantes. E a partir de agora começa o segundo e mais importante momento: o de acompanhar e fiscalizar o desempenho do Prefeito e dos nossos vereadores.

Rezemos a Deus que o povo tenha sabido fazer a sua escolha e as pessoas eleitas entendam que o poder que elas têm hoje só se legitima se for o poder "servidor" de melhorar as condições de vida dos mais humildes, principalmente, gerando saúde e educação, pois para os ricos e classe média há escolas particulares e planos de saúde.

Segue o resultado, produto da vontade da maioria:

PREFEITO:

Micarla de Souza- 50,84%- 193.195
Fátima Bezerra- 36,83%-139.946
Wober Júnior-6,38%-24.234
Joanilson Rego- 2,58%-9.813
Miguel Mossoró-2,00%-7.599
Sandro Pimentel-0,79%-3.005
Dario Barbosa-0,45%-1.692
Pedro Quithé- 0,14%-539

VEREADORES:

Dos vinte um vereadores eleitos, acabaram se reelegendo seis vereadores denunciados na Operação Impacto, são eles: Dickson Nasser (2,40%), Júlio Protásio (1,99%), Aquino Neto (1,84%), Enildo Alves (1,70%), Adenubio Melo (1,50%), Edivan Martins (1,37%).

E os demais foram:

Paulo Wagner (3,73%) ,
Raniere Barbosa (2,46%) ,
Adão Eridan (2,44%) ,
Hermano Morais (2,42%),
Albert Dickson (1,73%) ,
Franklin Capistrano (1,57%),
Luis Carlos (1,56%),
Ney Lopes Jr. (1,50%),
Francisco de Assis (1,49%),
Chagas (1,44%),
Júlia Arruda (1,43%),
Sargento Regina (1,42%) ,
George Câmara (1,15%) ,
Mauricio Gurgel (1,08%) ,
Heraclito Noé (1,08%).








sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A AMEAÇA NEO-POPULISTA

Vai muito além de uma coincidência trivial que os candidatos que lideram as
pesquisas eleitorais em Natal para a Prefeitura, Micarla de Souza, e para a
Câmara de Vereadores, Paulo Wagner, sejam oriundos dos meios de comunicação
e da mesma rede de televisão. Aliás, a mesma trajetória seguida pelo
candidato a prefeito de Parnamirim Gilson Moura, que também tem chances
reais de assumir a prefeitura.

Parte da origem dessa escola de candidatos neo-populistas, que tem na mídia
eletrônica o seu palanque e a sua principal força, está lá atrás, por volta
da década de 70 – e também não por acaso - na antiga Rádio Cabugi, de
Aluízio Alves, matriz de todo o reciclado populismo potiguar hoje em ação.

A Rádio Cabugi elegeu, naquela década, o radialista esportivo Souza Silva,
cujo programa eleitoral e palavra de ordem se resumia ao bordão: "Alô Deus,
a frasqueira te agradece, senhor". A morte interrompeu a original carreira
política do vereador. Com bordão tão "criativo" talvez tivesse chegado a
governador e ao Congresso Nacional.

Por aquela época, Carlos Alberto de Souza, misto de cantor brega e animador
de auditório, também começava a sua meteórica carreira política na mesma
rádio, que o levaria de vereador a senador e a passar por quase todos os
partidos disponíveis no país, até conseguir o seu canal de televisão pelos
bons serviços prestados ao último governo da ditadura militar.

Mas se começou no rádio, a horda neo-populista prosperou mesmo foi na
televisão. Principalmente na Tv de Carlos Alberto. Vieram, então, Osvaldo
Garcia, Luiz Almir, Jota Gomes, Aquino Neto, Salatiel de Souza, Paulo
Wagner, Gilson Moura e Micarla de Souza. Todos, incultos e despreparados.
Alguns, vulgares e grosseiros. Construíram suas carreiras numa TV popular,
oferecendo aos mais necessitados e abandonados por Deus e pelo poder
público, a ilusão de que os estavam defendendo em seus programas, quando na
verdade cuidavam tão somente de suas eleições e boas vidas.

As origens humildes, à exceção de Micarla de Souza, foram logo esquecidas.
Implantaram dentes vistosos, adotaram roupas e sapatos de marca e encheram a
cara de botox. Passaram a desfilar em vistosos carrões com tração nas quatro
rodas, para terem a certeza de que não ficarão atolados nas ruas onde
angariam seus votos. Aliaram ao papel de "fiscais" e "cobradores" de medidas
e políticas governamentais para a população, a demagogia e o
assistencialismo mais desbragado, na maioria das vezes via fundações de
fachada. Usam seus programas de televisão com a mesma competência de certos
pastores evangélicos, sempre prometendo mundos e fundos.

Não lhes podemos negar, contudo, competência. Seria brigar com o óbvio e
esquecer os repetidos mandatos que eles têm recebido do povo. Sejamos justos
e imparciais em nosso julgamento: eles sabem enganar. Por isso, foram tão
longe. Mas não estão ainda satisfeitos. E pela segunda eleição consecutiva e
sem que Deus tenha pena de nós, chegam às portas da prefeitura.

Por isso, sinto em dizer, mas as perspectivas não são nada otimistas. Estou
cada vez mais convencido e conformado de que a cidade cairá na mão de um
desses aventureiros da mídia eletrônica. É questão de tempo. E talvez a
cidade tenha mesmo de passar por isso. A idéia é tétrica, mas real e devemos
nos acostumar com ela. Tenho esperanças, todavia, de que Natal sobreviverá.
E quem sabe a dura lição não nos livrará durante muito tempo de cair
novamente em outro conto do vigário eleitoral.

Tácito Costa - Jornalista

ELEIÇÕES 2008

"Eleitor deve ouvir voz da consciência e da vergonha"


COMO VOTAR

Você votará primeiro para vereador.

Usando o teclado da urna, que é similar ao do telefone, digite o número do candidato de sua preferência.
Na tela, aparecerão a foto, o número, o nome e a sigla do partido do candidato.
Se as informações estiverem corretas, aperte a tecla verde "confirma". A cada voto confirmado, a urna emitirá um rápido sinal sonoro.
Após o registro do voto para vereador, é a vez de votar para prefeito. Ao finalizar seu voto, a urna emitirá um sinal sonoro mais intenso e prolongado e aparecerá na tela a palavra "fim".

Como corrigir o voto

Se não aparecerem na tela todas as informações sobre o candidato escolhido, aperte a tecla laranja “corrige” e repita o procedimento anterior.

Como votar no partido

Caso você queira votar na legenda, digite o número do partido, que corresponde aos dois primeiros algarismos do número do candidato e confirme o seu voto apertando a tecla verde “confirma”.

Como votar em branco

Para votar em branco, aperte a tecla “branco”. Confirme o seu voto apertando a tecla verde “confirma”.

Como votar nulo

Seu voto será anulado se você digitar um número de candidato ou de partido inexistentes e depois apertar a tecla verde “confirma”.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

ELEIÇÕES 2008

72% NÃO SABEM O NOME DE NENHUM VEREADOR

Pesquisa revela que 63% dos eleitores não se lembra em quem votou para a Câmara Municipal e 88% desconhece os projetos de lei que passaram pela Casa

Praticamente ao mesmo tempo em que a votação do projeto de reajuste de 29% nos salários dos vereadores de Curitiba levantou a polêmica sobre a discrepância salarial entre o trabalhador comum e os políticos, uma pesquisa mostra que a grande maioria dos curitibanos desconhece o trabalho que esses políticos fazem na Câmara. A população também não sabe quem são os vereadores e para que eles servem. A maior parte do eleitorado da capital nem ao menos lembra em quem votou na última eleição municipal, em 2004.

Os resultados da pesquisa de opinião pública realizada em Curitiba pela Paraná Pesquisas, a pedido da Gazeta do Povo, revelam números alarmantes sobre a falta de conhecimento do cidadão comum sobre a vida política. Dos entrevistados, 62% não lembram em qual candidato votaram na eleição passada. E 72% não conseguem citar nenhum dos 38 vereadores da capital.

Os números da Paraná Pesquisas também mostram que a população não acompanha os projetos discutidos pela Câmara Municipal, a atuação dos vereadores e as propostas apresentadas por cada um. Dos entrevistados, 88% não conseguiram citar nenhum projeto de iniciativa da Câmara Municipal que tenha sido aprovado nos últimos anos.

Entre os que responderam, é possível constatar uma desinformação sobre os projetos que são de competência do Executivo e da Câmara. A Linha Verde, que é uma obra da prefeitura de Curitiba, foi apontada por 2,67% dos entrevistados como um projeto dos vereadores; 1,83% citou obras de asfalto e antipó; e 1,33% considerou que a construção de postos de saúde partiu de projetos da Câmara. Mas todas essas obras são de competência da prefeitura.

Os dados da Paraná Pesquisas mostram ainda que 72,5% dos entrevistados sequer sabem onde fica a Câmara Municipal de Curitiba (na Rua Barão do Rio Branco, no Centro). E as respostas mostram ainda um alto desconhecimento do trabalho do vereador, que fica ainda mais visível quando o eleitor é questionado de forma mais direta sobre a função dos parlamentares.

Dos entrevistados, 33% não sabem o que faz um vereador. Para 24,7%, o papel do vereador é levar melhorias para os bairros. Outros 23,33% consideram que a principal função deles é aprovar projetos de lei. Dentre as outras opções citadas, estão representar o povo (14,33%), cuidar do município (4%) e fiscalizar o Executivo (2,83%).

O presidente da Câmara, João Cláudio Derosso (PSDB), viu, porém, aspectos positivos na pesquisa. Ele diz que a soma das respostas sobre o trabalho do Legislativo revela que mais da metade dos entrevistados sabe a verdadeira função do vereador. O lado ruim revelado pela pesquisa, segundo Derosso, é que apenas 62% dos entrevistados lembram em quem votaram na última eleição municipal.

FONTE: Gazeta do Povo (Kátia Chagas e Rhodrigo Deda)

Comentário:

Acreditamos que em Natal/RN o percentual desta pesquisa seria maior ou semelhante, haja vista os nomes que são eleitos a cada pleito eleitoral.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

ELEIÇÕES 2008


[click para ampliar]

Na pesquisa Ibope/SIMTV os três vereadores mais citados são exatamente três dos denunciados PELO Ministério Público Estadual na Operação Impacto (sobre suspeito de pagamento de propina para os vereadores).

Na pesquisa, a pergunta espontânea sobre a candidatura a vereador, apontou o presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Dickson Nasser (PSB), e o parlamentar Adão Eridan (PR) como os mais citados com 2%, cada um.

Em terceiro lugar está o vereador Aquino Neto (PV). Na lista dos 13 candidatos mais citados, ainda aparecem Salatiel de Souza (PSB) e Renato Dantas (PMDB), cada um com 1%, e ambos também acusados pelo Ministério Público na Operação Impacto.

Fonte: Panorama Político - Anna Ruth Dantas

Estas notícias nos entristecem profundamente... Simplesmente não dá para acreditar! O que mais nos amedronta é saber que a Câmara Municipal de Natal/RN é composta de vinte e um vereadores e, portanto, é bem capaz do povo eleger os treze denunciados.
O que falar desta realidade... Vamos continuar rezando e lutando por dias melhores...
Perdão, eles não sabem o que fazem ! ou sabem?

terça-feira, 2 de setembro de 2008

A Tarefa da Política


“A ordem justa da sociedade e do Estado é tarefa principal da política”, afirma o Papa Bento XVI na sua Carta Encíclica “Deus Charitas est”, no. 28. A propósito desta insubstituível tarefa da política, o Papa recorda o pensamento de Santo Agostinho que afirma ser uma ‘banda de ladrões’ um estado que não se rege segundo a justiça. Reger-se segundo a justiça requer um grande empenho e uma inestimável lucidez no horizonte de compreensão daqueles todos que se propõem ocupar o cenário da política. A justiça, portanto, é determinante como capacidade e como empenho dos que aí atuam em se considerando que a justiça é o objetivo e, consequentemente, a medida intrínseca de toda política. Compreende-se, no desafio de escolher homens e mulheres para ocupar lugares no palco da política, que a política é mais do que uma simples técnica para a definição dos ordenamentos públicos. É imprescindível, à luz da vida pregressa dos candidatos, uma avaliação de sua competência, ética e administrativa, para que o Estado seja capaz de realizar a justiça aqui e agora.

O Estado precisa contar com pessoas capazes de atuar e garantir a justiça. A justiça, como objetivo e origem do Estado, é de natureza ética. Compreende-se, imediatamente, que não é suficiente uma simples competência para a realização de algumas obras. Obras podem ser localizadas simplesmente em alguns lugares. A justiça é um olhar que abrange o conjunto da vida da sociedade e incomoda com suas exigências de resposta, particularmente quando faz ver a situação dos excluídos e as condições indignas de vida de grande parte da população. Não é suficiente arrancar aplausos por aquilo que se fez. O fazer como resultado do comprometimento político deve ter uma abrangência muito mais ampla. Sua linha de inclusão tem que perpassar, sobretudo, as periferias e as condições degradantes dos que não participam, segundo o seu direito próprio, de benesses que são de todos e não têm oportunidade de inserção nas dinâmicas que vão definindo a vida e a ordem da sociedade. Só a justiça projeta luzes nestas sombras.

Os agentes, pois, na política, com o compromisso que assumem de estar a serviço para que o Estado cumpra esta sua insubstituível tarefa, eles devem ter a competência necessária para a justiça fecundando sua competência administrativa e sua capacidade de compreender e sustentar os processos de uma ordem social, política, econômica justa. O sapateado no mesmo lugar, e em torno das mesmas coisas, como quem amassa o barro, sem resultados, é conseqüência óbvia da incompetência administrativa, mas também do despreparo para compreender, avaliar e conduzir, nos largos e exigentes horizontes da justiça, as dinâmicas de funcionamento das responsabilidades próprias do Estado na garantia de uma adequada ordem social e política. A avaliação da competência administrativa deve estar pari passu com a acuidade ética dos que exercem a tarefa política, sob pena de uma cegueira ética aprisionar os que têm tarefas políticas em condições que não lhes permitem responder às crescentes demandas desta nova ordem social, econômica e política.

E determinante, pois, que os eleitores avaliem esta acuidade ética dos que se candidatam para averiguar a sua competência para o exercício da tarefa política. Todos sabem que promessas não têm nenhuma consistência de garantia no exercício desta tarefa. Quando se está de fora do jogo, sem o peso da responsabilidade de se dar agora a resposta, é fácil dizer que faria, pode fazer ou propor como se consegue alcançar aquela meta. O cumprimento da tarefa política, pois, supõe uma base ética da mais alta profundidade. Esta exigência requer contribuições significativas de quem pode oferecer parâmetros e tem autoridade moral para indicar valores. A Igreja Católica tem consciência de sua missão neste cenário. O Santo Padre o Papa Bento XVI, no Discurso Inaugural da V Conferência do Episcopado Latino-americano e Caribenho, Aparecida 13-31 de maio de 2007, sublinhou este compromisso eclesial ao afirmar que “a Igreja está convocada a ser advogada da justiça e defensora dos pobres diante das intoleráveis desigualdades sociais e econômicas”.

A opção preferencial pelos pobres é o horizonte de inspiração e o instrumento de medição da participação da Igreja nesta missão de oferecer critérios e compartilhar valores para o cumprimento satisfatório da tarefa política. A configuração desta opção abarca todo o ideológico que configura discussões e encaminhamentos sociais e políticos, e inclui a perenidade de valores e a consideração insofismável da dignidade humana como prioridade na definição de programas e, sobretudo, na atuação política. Por isso, os bispos, Doc. de Aparecida, 396, assumiram o compromisso de “trabalhar para que a nossa Igreja continue sendo, com maior afinco, companheira de caminho dos nossos irmãos mais pobres, inclusive até o martírio”

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral intensifica coleta de assinaturas

Em apenas três meses, mais de 110 mil assinaturas foram coletadas em todo o Brasil em função do Projeto de Lei (PL) de Iniciativa Popular sobre a Vida Pregressa dos Candidatos.

Segundo os organizadores do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, o estado que mais colheu assinaturas foi o Paraná, com 32.500. Em seguida, vêm São Paulo, com 24.797, e o Espírito Santo, com 16.774. Além desses, o MCCE já recebeu assinaturas de 22 estados e do Distrito Federal.

Para que o projeto seja enviado à Câmara dos Deputados é necessário alcançar um milhão e trezentas mil assinaturas, o que equivale a 1% do eleitorado brasileiro.

Para tanto, a Campanha Ficha Limpa será intensificada, especialmente na Semana da Pátria, de 1 a 7 de setembro. Trata-se da 1ª Mobilização Nacional para a coleta de assinaturas. De acordo com dados do MCCE, hoje já existem 200 Comitês 9840, espalhados pelos estados e municípios brasileiros, que oferecem esclarecimentos a respeito do projeto de lei e coletam assinaturas.

O PL tem como objetivo alterar a Lei de Inelegibilidade, tornando inelegíveis as pessoas com condenação em primeira instância por crimes graves ou, no caso dos detentores de foro privilegiado, com denúncia recebida por um tribunal e os que tenham renunciado para fugir de cassações.

O Grupo Luz do Mundo atenderá o chamado da Igreja, da sociedade e dará sua contribuição, de maneira que a sociedade brasileira alcance o número legal de assinaturas. A coordenação do grupo procurou o nosso pároco (Pe. Thiago) e ele acolheu como muito gosto a idéia de peregrinarmos em todas as capelas, na hora das missas, para levarmos a mensagem do projeto de lei e da coleta de assinaturas. Que Deus abençõe as pessoas de bem deste país !

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Brasil - Projeto Eleições 2008: Chegou a hora de votar!

Os compromissos dos candidatos e os meios que os cidadãos têm para cobrar o respeito a esses compromissos. Ética e política

Chegou a hora da votar!

Estamos diante de um desafio novo: é preciso mudar nossa cultura política, nosso modo de pensar, para desenvolvermos uma verdadeira democracia em nosso País.

É claro que isso poderá levar algum tempo, como acontece com toda mudança nas formas de pensar e de agir de um povo. Veja bem: há apenas trinta anos, pouca gente se preocupava com a poluição dos rios. Muita gente jogava lixo no córrego, pensando que dali ele seguiria por algum rio até desaguar no mar, onde toda sujeira se dissolveria na enormidade das águas. Foram necessárias muitas campanhas em favor da ecologia e do respeito à natureza, reforçadas por leis de proteção ambiental, para que essa mentalidade começasse a mudar. Hoje em dia, ninguém mais se sente no direito de jogar lixo nos córregos e rios, e quem o faz é objeto de censura dos outros. Assim também acontecerá com a consciência democrática: com perseverança, um dia teremos uma nova cultura política.


No próximo mês deveremos comparecer a uma seção eleitoral para votar, fazendo valer nosso direito de cidadãos e cidadãs. Muitas pessoas estarão colaborando como mesários ou fiscais de partidos, sentindo orgulho de prestarem um serviço à democracia. Dia de eleições deve ter um ar de festa cívica, ser um dia especial a partir do qual muita coisa poderá mudar em nossa cidade. Algumas pessoas, contudo, dirão que só votam por serem obrigadas e que o voto deveria ser facultativo. No fundo, prefeririam não se envolver com a política... como se isso fosse possível. Não somos nós que nos envolvemos com política: é a política que nos envolve. A questão é saber como lidar com ela.


Ética e política

Aqui entramos no ponto crucial: a ética da política. Desde a mobilização social do "fora Collor", vem crescendo na sociedade brasileira a consciência da ética na política, isto é, o dever que têm os políticos de se comportarem conforme os preceitos da Democracia. Eles são obrigados a agir com honestidade, fidelidade às promessas de campanha, compromisso com o bem comum acima dos interesses individuais. Essa obrigação é tão forte que eles têm o mandato cassado quando se comprova que cometeram alguma corrupção. Não é como no regime militar, que cassou mandatos de políticos para calar as vozes que se opunham ao autoritarismo: hoje só pode ter o mandato cassado quem comete desvios na conduta ética. Mas esta dimensão da ética, embora muito importante, não esgota sua aplicação à política.
Por isso, falar de ética da política é dizer que a política deve ser a realização dos princípios éticos na esfera pública. E quando se pergunta quais seriam os princípios éticos fundamentais, isto é, aqueles dos quais não se pode abrir mão, a resposta está nos Direitos Humanos. No mínimo, os direitos que, tendo sido incluídos na Constituição, tornaram-se direitos extensivos a todos os cidadãos de um País. Ou seja, a política como atividade humana deve ser regida pelo cumprimento dos Direitos Humanos, segundo sua hierarquia: os direitos referentes à vida devem prevalecer sobre os direitos referentes às coisas, e os direitos referentes ao bem de todos devem prevalecer sobre os direitos referentes ao bem particular. Por exemplo: se for obrigado a cortar custos, o governo deve cortar antes o gasto com o pagamento da dívida pública do que os gastos com saúde e educação.
Neste ponto, a Ética fundamentada na razão moderna encontra-se com a "regra de ouro" da ética tradicionalmente ensinada pelas religiões: "não fazer nem permitir que seja feito aos outros aquilo que não queremos que nos façam".
Isto é o que nos ensina, também, o Papa Bento XVI, em sua encíclica sobre o amor. Em sua reflexão sobre Fé e Política, e Igreja e Estado, ele conclui dizendo que o dever imediato de trabalhar por uma ordem justa na sociedade é próprio dos fiéis leigos. Estes, como cidadãos do Estado, são chamados a participar pessoalmente da vida pública destinada a promover o bem comum. Embora as manifestações específicas da caridade eclesial nunca possam confundir-se com a atividade do Estado, a caridade deve animar a existência inteira dos fiéis leigos e, conseqüentemente, também a sua atividade política vivida como "caridade social".

A mudança está em nossas mãos

O tempo de preparação para as eleições municipais deve ser então dedicado à prática da verdadeira Política, que cria estruturas justas. O voto consciente é importante, mas ainda mais importante é o trabalho de conscientização política que pode ser feito nesses dias que antecedem as eleições, quando política é assunto em qualquer conversa.
Você, que desde os primeiros meses do ano veio acompanhando a reflexão oferecida pela Arquidiocese de Belo Horizonte é mais uma vez convidado a realizar uma ação muito importante:

· leve este boletim a outras pessoas para juntos debaterem a relação entre ética e política;
· se o grupo considerar proveitosa a leitura, estimule-o a fazer o mesmo com os boletins anteriores.
· convide o grupo a participar ativamente das eleições, apoiando a candidatura que lhes pareça trazer maior contribuição para uma cidade onde reinem a Justiça e a Paz.

Esteja certo de que essa ação será de grande importância para construir, em nossa cidade e em nosso País, a Democracia: política, social, cultural, étnica e econômica. Mais que isso, ela fará a Igreja avançar em sua missão de anunciar e construir o Reino de Deus. Lembre-se sempre da exortação do Apóstolo:

"Meus irmãos, se alguém disse que tem fé, mas não tem obras, que adianta isso?" (Tg 2, 14)

Um último recado: a participação política e cidadã não termina com o voto, no dia da eleição. Ela prossegue durante todos os dias, no acompanhamento dos eleitos, na luta pelas melhorias em nossas comunidades, na exigência da ética na política. O exercício da política, com responsabilidade, faz parte da vivência cristã da fé.

Produzido pelo Núcleo de Estudos Sóciopolíticos da Arquidiocese de Belo Horizonte e PUC Minas, em parceria com o Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

ELEIÇÕES 2008


DECISÃO DO STF REFORÇA INICIATIVA POPULAR

“Nossa causa é justa”

A decisão tomada ontem pelo Supremo Tribunal Federal, referente à vida pregressa dos candidatos, tomou por base os marcos legais eleitorais vigentes.

Por isso mesmo, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral considera que sua decisão de apresentar à sociedade brasileira nova iniciativa popular de projeto de lei se mostrou oportuna e pertinente.

Oportuna, porque a opinião pública brasileira repele candidaturas de pessoas com histórico pessoal incompatível com as responsabilidades da representação política. Um dos quesitos formulados em pesquisa recentemente divulgada pela AMB/Vox Populi já demonstra cabalmente: 88% dos brasileiros não aceitam candidatos já condenados em primeira instância.

Pertinente, porque a sociedade tem o direito de definir qual o perfil esperado dos postulantes a cargo eletivo.

Mais de 100 mil cidadãos(ãs) já assinaram o projeto de lei de iniciativa popular segundo o qual devem ser considerados inelegíveis:

a) as pessoas com condenação em primeira instância por crimes graves ou, no caso dos detentores de foro privilegiado, com denúncia recebida por um tribunal;

b) os que tenham renunciado para fugir de cassações;

A decisão do STF apenas demonstra a correção da via constitucional adotada pelo MCCE para a dignificação da atividade política no País.

O MCCE conclama a todos os envolvidos nessa iniciativa – militantes das organizações que o compõem e todos os indignados com a corrupção – para que intensifiquem a coleta de assinaturas e enviem imediatamente os formulários já preenchidos para sua sede em Brasília.

Para mais informações acesse a página www.mcce.org.br.

Brasília, 7 de agosto de 2008.

sábado, 2 de agosto de 2008

ELEIÇÕES 2008

TSE pede a eleitor que vote nos 'fichas-limpas'

No pronunciamento em rede nacional de rádio e TV que abre a propaganda da Justiça Eleitoral para as eleições deste ano, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, recomendou aos eleitores que votem em candidatos que tenham o passado limpo. Defensor da tese - derrotada no TSE - de que candidatos com processos na Justiça devem ser proibidos de se candidatar, Britto advertiu que os eleitores devem buscar o máximo de informações sobre a vida dos políticos antes de decidir em quem votar.

"Votar com todo entusiasmo, toda alegria, toda liberdade, toda atenção, dando um chega pra lá nos compradores de votos e buscando o máximo de informação quanto ao candidato mais democrático. Mais democrático e de vida moralmente limpa, além de comprovadamente capaz de conduzir os destinos do seu município, isso porque o futuro do seu município, eleitor, será o seu próprio futuro", afirmou no pronunciamento.

Nas peças que serão veiculadas nas rádios, a recomendação é reforçada. "Antes de votar, pesquise o passado dos candidatos da próxima eleição, porque o desinteresse dos eleitores facilita a corrupção e a eleição dos maus políticos".

Não podemos perder a capacidade de nos indignarmos. O que aconteceu na Câmara Municipal de Natal é vergonha para todas as pessoas de bem de nossa cidade. Todos os vereadores e suplentes envolvidos foram DENUNCIADOS, ou seja, existem indícios sérios que atentam contra a idoneidade e honestidade de todos eles e, portanto, até que se resolva este problema, devemos tirá-los da vida pública como medida preventiva. Para que não esqueçamos, olhem a foto de todos eles abaixo.

Emilson Medeiros dos Santos, Dickson Ricardo Nasser dos Santos, Geraldo Ramos dos Santos Neto, Tirso Renato Dantas, Adão Eridan de Andrade, Adenúbio de Melo Gonzaga, Aluisio Machado Cunha, Antônio Carlos Jesus dos Santos, Júlio Henrique Nunes Protásio da Silva, Edson Siqueira de Lima, Salatiel Maciel de Souza, Edivan Martins Teixeira e o vereador suplente Sid Marques Fonseca.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

ELEIÇÕES 2008

Amigos do Grupo Luz do Mundo, se avizinha mais uma eleição, desta feita municipal. Escolheremos o Prefeito, chefe do executivo municipal, e os Vereadores, os parlamentares municipais. O nosso grupo não ficará alheio a este momento importante de nossa sociedade e trabalhará no intuito de promover a cidadania, contribuindo para que as pessoas escolham candidatos de bem, pessoas do povo, homens e mulheres sensíveis as causas dos mais humildes, os prediletos de Deus.

“O cristão não pode se omitir. Os pastores não podem se calar”

Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, MG


Ser bom cristão e bom cidadão são valores que se devem equivaler. "A fé cristã não despreza a atividade política; pelo contrário, a valoriza e tem em alta estima (Cf. Puebla nº 544). O Concílio Vaticano II nos diz: "Pregando a verdade evangélica, e iluminando todos os setotres da atividade humana pela doutrina, pelo testemunho dos cristãos, a Igreja respeita e promove também liberdade política e a responsabilidade dos cidadãos" (Cf. GS 76).
A missão Política do Cristão passa pela missão de Jesus. A fé neste projeto é demonstrada na prática (Tg 2)



O Analfabeto Político

O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política.

Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo...

(Bertold Brecht)

ELEIÇÕES 2008


Os 10 Mandamentos do Cidadão Consciente

Prometo cumprir e fazer cumprir

1 - Combater a violência da injustiça, fazendo valer meus direitos constitucionais e denunciando a pior violência, que é a omissão dos governantes em assegurar condições legais para o efetivo cumprimento das leis, favorecendo a impunidade que estimula o mau exemplo da prática generalizada de delitos. A cada direito violado corresponde uma ação que posso e devo empreender para obrigar o estado a fazer justiça.

2 - Resolver meus problemas e os da minha comunidade formando e participando de associações civis de moradores, de preservação do meio ambiente e de amigos do patrimônio cultural, de proteção às pessoas, minorias e deficientes, bem como de associações de eleitores, consumidores, usuários de serviços e contribuintes, sempre visando travar uma luta coletiva como forma mais eficaz de exigir dos governantes o cumprimento de seus deveres para com a coletividade.

3 - Participar da vida política da minha comunidade e do meu país, votando e fiscalizando candidatos e partidos comprometidos com o interesse público, a ética na política, a redução das desigualdades sociais e regionais, a eliminação do clientelismo e corporativismo, a reforma do sistema eleitoral e partidário para tornar o voto um direito de cidadania e compatibilizar a democracia representativa tradicional com os modernos mecanismos de democracia direta e participativa.

4 - Lutar contra toda sorte de violência e manifestação de preconceito contra os direitos culturais e de identidade étnica do povo brasileiro. Sobretudo da parte de elites colonizadas que pregam e incentivam, sobre qualquer forma que seja, o sentimento de inferioridade e a baixa auto-estima de nosso povo.

5 - Buscar soluções coletivas para combater toda forma de violência, apoiando aqueles que procuram meios eficientes de assegurar a segurança pública sem desrespeitar os direitos humanos fundamentais, como a garantia à vida, à liberdade individual e de expressão, à igualdade, à dignidade, à segurança e à propriedade.

6 - Combater toda forma de discriminação de origem, raça, sexo, cor, idade, especialmente os preconceitos contra mulheres, negros, homossexuais, deficientes físicos e pobres, apoiando entidades não governamentais que lutam pelos direitos de cidadania dos discriminados.

7 - Respeitar os direitos da criança, do adolescente e do idoso, denunciando aos órgãos públicos competentes e entidades não governamentais toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

8 - Lutar pela concretização de uma ordem econômica democrática e justa, exigindo a aplicação dos princípios universais da liberdade de iniciativa, do respeito aos contratos, da propriedade, da livre concorrência contra monopólios e cartéis, da defesa do consumidor por meio do cumprimento do Código de Defesa do Consumidor, e da proteção ao meio ambiente, acionando o Ministério Público toda vez que tais princípios forem violados.

9 - Pautar a liberdade pela justiça, cumprindo e fazendo cumprir os códigos civis coletivos e servindo de exemplo de conduta pacífica, cobrando a cooperação de todos.

10 - Fiscalizar as execuções orçamentárias e combater a sonegação de impostos, através de uma reforma tributária que permita exigir sempre a nota fiscal de todos os produtos e serviços, pesquisando preços para não pagar mais caro, e fortalecendo as associações de contribuintes e de defesa de consumidores, bem como apoiando e participando de iniciativas que lutam pela transparência na elaboração e aplicação do orçamento público.