segunda-feira, 13 de outubro de 2008

VIVER BEM

CÉREBRO E APRENDIZADO

Até os anos 90 do século passado, havia um paradigma que afirmava que os dendritos, aquelas arvorezinhas em forma de arbusto que existem dentro do cérebro para promover o pensamento e a memória, morreriam com o tempo. Isto mudou. Hoje é provado que os dendritos se renovam. E o que facilita essa renovação é a aprendizagem.

Ter e manter o cérebro funcionando através do que aprendemos é o melhor caminho. A aprendizagem ocorrendo o tempo todo, com todas as pessoas, durante todo o dia. O resto de nossas vidas. Aprender e fundamental. Estudar outra língua, informática, dançar, cozinhar, primeiros socorros, ervas medicinais, arte, cultura, espiritualidade são áreas a que podemos, perfeitamente, dedicar nosso tempo livre.

Exercitar o cérebro pode torná-lo mais vivo e, pela sua plasticidade, moldá-lo mais vivo e, pela sua plasticidade, moldá-lo para podermos enfrentar, com mais segurança e atenção os combates que o futuro nos reserva.

Salientamos o valor de um cérebro saudável comandando um corpo, sobre duas pernas que caminham regularmente em exercícios diários, além de um processo de respiração profundo e completo.

Boa aprendizagem e saúde para todos nós !

domingo, 12 de outubro de 2008

VIVA NOSSA SENHORA APARECIDA !

História

Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (anterior a 1743) e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma.

A sua história tem o seu início em meados de 1717, quando chegou a Guaratinguetá a notícia de que o conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, governador da então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, iria passar pela povoação a caminho de Vila Rica (atual cidade de Ouro Preto), em Minas Gerais.

Desejosos de obsequiá-lo com o melhor pescado que obtivessem, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves lançaram as suas redes no rio Paraíba do Sul. Depois de muitas tentativas infrutíferas, descendo o curso do rio chegaram a Porto Itaguaçu, a 12 de Outubro. Já sem esperança, João Alves lançou a sua rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Em nova tentativa apanhou a cabeça da imagem. Envolveram o achado em um lenço e, animados pelo acontecido, lançaram novamente as redes com tanto êxito que obtiveram copiosa pesca.

Durante quinze anos a imagem permaneceu na residência de Felipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar. A devoção foi crescendo entre o povo da região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam diante da imagem. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar diante da imagem, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. A família construiu um oratório, que logo se mostrou pequeno. Por volta de 1734, o vigário de Guaratinguetá construiu uma capela no alto do morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de Julho de 1745. Diante do aumento no número de fiéis, em 1834 foi iniciada a construção de uma igreja maior - a atual Basílica Velha.

Em 6 de Novembro de 1888, a Princesa Isabel visitou pela segunda vez à basílica e ofertou à santa uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com um manto azul. No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da imagem para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas.

A 8 de Setembro de 1904, a imagem foi coroada, solenemente, por D. José Camargo Barros, com a presença do Núncio Apostólico, muitos bispos, o Presidente da República e numeroso povo. Depois da coroação o Santo Padre concedeu ao santuário de Aparecida mais outros favores: Ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida, e indulgências para os romeiros que vêm em peregrinação ao Santuário. No dia 29 de Abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, sagrada a 5 de setembro de 1909 e recebendo os ossos de São Vicente Mártir, trazidos de Roma com permissão do Papa. Quase vinte anos depois, a 17 de Dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município. E, em 1929, Nossa Senhora foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Oficial, por determinação do Papa Pio XI.

Em 1967, ao completar-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário a “Rosa de Ouro”, reconhecendo a importância da santa devoção.

Em 4 de julho de 1980 o Papa João Paulo II, em sua histórica visita ao Brasil, consagrou a Basílica de Nossa Senhora Aparecida em solene missa celebrada, revigorando a devoção à Santa Maria, Mãe de Deus.

No mês de maio de 2004 o Papa João Paulo II concedeu indulgências aos devotos de Nossa Senhora Aparecida, por ocasião das comemorações do centenário da coroação da imagem e proclamação de Nossa Senhora como Padroeira do Brasil.

Descrição da Imagem

A imagem retirada das águas do rio Paraíba em 1717, é de terracota e mede quarenta centímetros de altura. Em estilo seiscentista, como atestado por diversos especialistas que a analisaram (Dr. Pedro de Oliveira Ribeiro Neto, os monges beneditinos do Mosteiro de São Salvador, na Bahia, Dom Clemente da Silva-Nigra e Dom Paulo Lachenmayer), acredita-se que originalmente apresentaria uma policromia, como era costume à época, embora não haja documentação que o comprove. A argila utilizada para a confecção da imagem é oriunda da região de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo. Quando foi recolhida pelos pescadores, o corpo estava separado da cabeça e, muito provavelmente, sem a policromia original, devido ao período em que esteve submersa nas águas do rio.

A cor de canela com que se apresenta hoje deve-se à exposição secular à fuligem produzida pelas chamas das velas, lamparinas e candeeiros, acesas pelos seus devotos.

Em 1978, após sofrer um atentado que a reduziu a quase duzentos fragmentos, foi encaminhada ao Prof. Pietro Maria Bardi (à época diretor do Museu de Arte de São Paulo - MASP), que a examinou, juntamente com o Dr. João Marinho, colecionador de imagens sacras brasileiras. Foi então totalmente restaurada, no MASP, pelas mãos da artista plástica Maria Helena Chartuni.

Embora não seja possível determinar o autor ou a data da confecção da imagem, através de estudos comparativos concluiu-se que ela pode ser atribuída a um discípulo do monge beneditino frei Agostinho da Piedade, ou, segundo Silva-Nigra e Lachenmayer, a um do seu irmão de Ordem, frei Agostinho de Jesus. Apontam para esses mestres as seguintes características:

Milagres

Dentre muitos milagres eis os mais conhecidos:

A mulher cega

O fazendeiro


sábado, 11 de outubro de 2008

CINEMA NA COMUNIDADE

"Aquele que tem caridade no coração tem sempre
qualquer coisa para dar. "
( Santo Agostinho )

"Aprendemos e ensinamos caridade em todos os temas da necessidade humana. Façamos dela o pão espiritual da vida."
( Emmanuel )

"A caridade só é uma virtude na medida em que é um sacrifício."
( Den Bosch )


Ontem à noite foi um dia de muita alegria para todo o Grupo Luz do Mundo, em especial à Equipe de Ação Social. O nosso projeto de trazer cinema de qualidade à comunidade, comemorou ontem o dia das crianças. E para o brilho do evento, vieram muitas crianças e não houve pipoca que desse para os adultos que lá estavam.

Parabéns à jovem Equipe de Ação Social que com trabalho e força de vontade demonstrou o seu amor na realização de mais uma sessão de cinema. Rezemos a Deus que ele nos dê sabedoria e perseverança para continuarmos dando a nossa parcela de contribuição para uma comunidade mais feliz.



"O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho."
(Orson Welles)







Saiédi SaoB

Gosto das idéias expostas com calma, gosto! Não quero aquelas impostas por gritos, por olhares, por ironia, por menosprezo, por arrogância.

Gosto das idéias que, mesmo equivocadas, são discutidas, gosto! Não quero aquelas que devem ser aceitas de qualquer forma, sem diálogo, por serem “certas”.

Gosto das idéias que me envolvem, que me aproximam delas por sua mescla de racionalidade e subjetividade, gosto! Não quero aquelas somente objetivas, que não conseguem ver o outro e outras situações, mas apenas a si – talvez revelando quem é aquele(a) que as criou.

Gosto das idéias não obrigatoriamente originais, mas que, com o crivo da criatividade, parecem ser pioneiras, pela sua pertinência, pela sua funcionalidade, pela sua verdade, gosto!

Gosto das idéias que são fontes de transformação, gosto! Essas são incríveis: atuam independentes de vontades e tempo. Podem metamorfosear o seu alvo no mesmo instante ou não, mas o mudam... normalmente para melhor.

Gosto das idéias curtidas com a alegria da descoberta, da associação, dos bons sustos do prazer criativo, gosto! Elas fazem tanto bem. Querem saltar da garganta sem permissão, quão grande é sua força.

Gosto, enfim, das idéias que são cheias de boa vontade, que exalam sinceridade, sem as obscurescências que as limitam, gosto! Essas são livres para agir, e, por isso, agem, voam, alcançam seu fim.


Antonio Carlos
2008

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

CHARGES


CRISE AMERICANA



NOTÍCIAS DA ARQUIDIOCESE

Ordenação de dez sacerdotes

O Arcebispo, Dom Matias Patrício de Macêdo, ordenou dez novos padres, dia 07 de outubro de 2008, às 17 horas, na Catedral Metropolitana. Foram ordenados sacerdotes os diáconos: Francisco de Assis Silva, Francisco Calheiros, FSA, Iranildo Virgílio, Jailton Soares, José Daniel, FSA, Irineu Silva, Marcelo Cezarino, Magno Jales, FSA, Marcelo Coutinho e Rogério Barros.

No encerramento da celebração de ordenação, Dom Matias divulgou os lugares onde os novos sacerdotes, do clero da Arquidiocese, irão atuar. O Pe. Francisco Lima irá para a Diocese de Bonfim(BA), onde deverá permanecer, em missão, pois dois anos.

Os demais irão ocupar funções de vigários paroquiais: Pe. Iranildo Virgílio, em Pendências; Pe. Irineu Silva, em Santa Cruz; Pe. Jailton Soares, em Várzea, até o final deste ano e, a partir de janeiro, em Canguaretama; Pe.Rogério Barros, em João Câmara; Pe. Marcelo Cezarino, na Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes, em Petrópolis - Natal, e o Pe. Marcelo Coutinho, na Paróquia de Santo Antônio de Pádua, no Parque dos Coqueiros - Natal. Os Filhos de Santana são designados para o trabalho, de acordo as necessidades da Congregação.


No site da Arquidiocese de Natal há fotos da celebração de ordenação, no endereço: www.arquidiocesedenatal.org.br.

Quem sou eu?

O nosso espaço "Quem sou eu?" está ficando muito fácil e nossos prêmios, caríssimos, estão causando uma verdadeira crise financeira em nosso caixa, segundo informações de nossa tesoureira, que está muito aflita com a subida do dólar e da queda da bolsa.

Em tempos de recessão, fomos orientados a parar com a promoção por falta de recursos financeiros, o que seria uma lástima. No entanto, o nosso corpo técnico está a trabalhar no sentido de tornar a nossa brincadeira mais difícil, de maneira que o GLM não pague os prêmios.


Sendo assim, as fotos aparecerão com recursos de fotoshop, manipuladas e meio alteradas para aumentar a dificuldade. Certo da compreensão dos leitores, convocamos a todos a continuarem participando. A foto abaixo já faz parte desta nova política.



PROSA E POESIA !


"A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra".
Paulo Freire


O OUTRO LADO

Como serão as coisas quando não estamos a olhar para elas? Esta pergunta, que cada dia me vem parecendo menos disparatada, fi-la eu muitas vezes em criança, mas só a fazia a mim próprio, não a pais nem professores porque adivinhava que eles sorririam da minha ingenuidade (ou da minha estupidez, segundo alguma opinião mais radical) e me dariam a única resposta que nunca me poderia convencer: “As coisas, quando não olhamos para elas, são iguais ao que parecem quando não estamos a olhar”. Sempre achei que as coisas, quando estavam sozinhas, eram outras coisas. Mais tarde, quando já havia entrado naquele período da adolescência que se caracteriza pela desdenhosa presunção com que julga a infância donde proveio, acreditei ter a resposta definitiva à inquietação metafísica que atormentara os meus tenros anos: pensei que se regulasse uma máquina fotográfica de modo a que ela disparasse automaticamente numa habitação em que não houvesse quaisquer presenças humanas, conseguiria apanhar as coisas desprevenidas, e desta maneira ficar a conhecer o aspecto real que têm. Esqueci-me de que as coisas são mais espertas do que parecem e não se deixam enganar com essa facilidade: elas sabem muito bem que no interior de cada máquina fotográfica há um olho humano escondido… Além disso, ainda que o aparelho, por astúcia, tivesse podido captar a imagem frontal de uma coisa, sempre o outro lado dela ficaria fora do alcance do sistema óptico, mecânico, químico ou digital do registo fotográfico. Aquele lado oculto para onde, no derradeiro instante, ironicamente, a coisa fotografada teria feito passar a sua face secreta, essa irmã gémea da escuridão. Quando numa habitação imersa em total obscuridade acendemos uma luz, a escuridão desaparece. Então não é raro perguntar-nos: “Para onde foi ela?” E a resposta só pode ser uma: “Não foi para nenhum lugar, a escuridão é simplesmente o outro lado da luz, a sua face secreta”. Foi pena que não mo tivessem dito antes, quando eu era criança. Hoje saberia tudo sobre a escuridão e a luz, sobre a luz e a escuridão.

José Saramago - prêmio nobel de literatura