terça-feira, 25 de novembro de 2008

ACREDITE SE QUISER !

Será real?

Propaganda inteligente

Uma árvore de idosos

Quadro sinistro

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

FAZER RENASCER O NATAL


Neste Natal, não quero essa pavorosa troca de produtos entre mãos que não se abrem em solidariedade, compaixão e carinho despudorado. Quero o Menino solto no mais íntimo de mim mesmo, semeando ternura em todos os canteiros em que as pedras sufocam as flores.

Neste Natal, não me interessam as oscilações dos índices financeiros, as promessas viciadas dos políticos, os cartões impressos a granel, cheios de colorido e vazios de originalidade. Quero as evocações mais ternas: o cheiro do café coado de manhã por minha avó, o som do sino da matriz, o rádio Philco exalando sabonete Eucalol enquanto a babá me via brincar no quintal.

Não quero as amarguras familiares que se guardam como poeira nas dobras da alma, as invejas que me alienam de mim mesmo, as ambições que me tornam tristes como as galinhas, que têm asas e não voam. Quero os joelhos dobrados no átrio da igreja, a cabeça curvada ao Transcendente, a perplexidade de José diante da gravidez inusitada de Maria.

Neste Natal, não viajarei para longe de mim mesmo, à procura de uma terra na qual eu próprio me sinta estrangeiro, falando um idioma cujo significado me escapa. Mergulharei no mais profundo de minha subjetividade, lá onde as palavras se calam e a voz de Deus se faz ouvir como apelo e desafio.

Neste Natal, não entupirei o meu verão de castanhas e nozes, panetones e carnes gordas. Nem deixarei o que me resta de sensatez resvalar pelo gargalo de uma bebida destilada. Porei sobre a mesa Deus fatiado em pão, a entornar de vinho cálices alados, e convidarei à festa os famintos de bem-aventuranças.

É insuportável a fissura desencadeada pelas festas de fim de ano. O consumo compulsório de produtos, o apetite compulsivo de comilanças, a máscara da alegria estampada no rosto para encobrir o bolso furado, a corrida aos espaços de lazer, as estradas engarrafadas, as filas intermináveis nos supermercados, os sinos de papel envoltos nas fitas vermelhas dos shopping centers, aquela mesma musiquinha marota, tudo satura o espírito.

Seria esse anticlima um castigo divino à nossa reverência pagã à figura de Papai Noel?
Natal é pouco verso e muito reverso. Em pleno trópico, nosso mimetismo enfeita de neve de algodão a árvore de luzinhas intermitentes. O estômago devora castanhas, nozes, avelãs e amêndoas, quando a saúde pede saladas e legumes.

Já que o espírito arde de sede daquela Água Viva do poço de Jacó (João 4), afoga-se o corpo em álcool e gorduras. A gula de Deus busca, em vão, saciar-se no ato de empanturrar-se à mesa.

Talvez seja no Natal que nossas carências ficam mais expostas. Damos presentes sem nos dar, recebemos sem acolher, brindamos sem perdoar, abraçamos sem afeto, damos à mercadoria um valor que nem sempre reconhecemos nas pessoas. No íntimo, estamos inclinados à simplicidade da manjedoura. O mal-estar decorre do fato de nos sentirmos mais próximos dos salões de Herodes.

Mudemos nós e o Natal. Abaixo Papai Noel, viva o Menino Jesus! Em vez de presentes, presença - junto à família, aos que sofrem, aos enfermos, aos soropositivos, aos presos, às famílias das vítimas de crimes, às crianças de rua, aos dependentes de droga, aos (d)eficientes físicos e mentais, aos excluídos.

Façamos da ceia cesta a quem padece fome e do abraço, laço de solidariedade a quem clama por justiça. Instalemos o presépio no próprio coração e deixemos germinar Aquele que se fez pão e vinho para que todos tenham vida com fartura e alegria. Abandonemos a um canto a árvore morta coberta de lantejoulas e plantemos no fundo da alma uma oração que sacie nossa fome de transcendência. Deixemo-nos, como Maria, engravidar pelo Espírito de Deus. Então, algo de misteriosamente novo haverá de nascer em nossas vidas.

Frei Betto

Inscrições para bolsas do ProUni 2009 estão abertas


Estão abertas desde esta segunda-feira (24) as inscrições para o ProUni, programa de bolsas de ensino superior do governo federal. As inscrições serão feitas apenas online, pela página do MEC (Ministério da Educação).

O prazo para pedir o benefício se encerra às 21h de 12 de dezembro.

Há bolsas integrais e de 50% da mensalidade. O benefício vale para estudantes que ainda não estão matriculados na instituição em que pretendem estudar.

Podem se candidatar às bolsas integrais, é preciso ter renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio (R$ 622,15 em valores de hoje). As parciais destinam-se àqueles com renda familiar, por pessoa, de até três salários mínimos (R$ 1.245).

Para participar do programa, é necessário ter nota superior a 45 no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2008 - prova objetiva e redação.

Também é requisito ter feito todo o ensino médio em escola pública ou, no caso de escola particular, na condição de bolsista integral. O programa é aberto a alunos que estejam concluindo ou já ter terminado o ensino médio.

Quem já fez um curso superior não pode receber bolsas do ProUni.

Inscrição

Ao efetuar sua inscrição, o candidato deverá escolher cinco opções de faculdade.

O critério de seleção será a nota no Enem.

A primeira chamada está prevista para 17 de dezembro de 2008. Os candidatos pré-selecionados deverão procurar as faculdades, entre 5 e 30 de janeiro, para apresentar a documentação exigida para a matrícula.

As instituições poderão, ainda, aplicar prova de vestibular para a aceitar a matrícula dos bolsistas. As provas deverão ser anunciadas com antecedência de 48 horas aos candidatos.

domingo, 23 de novembro de 2008

"EU TIVE FOME..."

Até poucos anos atrás, alguns colégios religiosos católicos tinham o costume de “medir” a fé e a prática dos alunos por meio de um formulário onde se anotava o número de missas de que tinham participado, o número de jaculatórias, pai-nossos, ave-marias, comunhões e confissões... Quanto maior o número, mais próximo de Deus se estava. Media-se assim a vida de fé e o seguimento de Jesus por um conjunto de práticas devocionais.

Ser cristão não é viver uma fé da boca para fora, viver somente de sinais externos ou internos que mostrem uma intimidade com Deus. Pelo batismo, somos chamados a viver a prática de Jesus, Deus encarnado e homem divino. Ele tem indissoluvelmente ligados sua vida, suas palavras e atos, sua morte e ressurreição. Ser cristão é viver como Jesus viveu, amar como Jesus amou... Os gestos externos ou internos, as orações e jaculatórias, tudo isso não é ponto de partida no relacionamento com Deus. É ponto de chegada!

Assim, o julgamento de nossa vida, de acordo com o plano de Deus, dar-se-á tendo como parâmetro o pobre. Como disse o papa Bento XVI, a opção preferencial pelos pobres é uma opção cristológica. Num mundo em que milhões de pessoas vivem no extremo da pobreza, em que a fome alcança imenso contingente de homens, mulheres e crianças, num mundo em que a migração desinstala os pobres de suas origens e os instala no preconceito de quem os rejeita, num mundo desses clama o grito de Jesus: “Eu tive fome e me destes de comer... Eu estava nu e me vestistes... Eu era estrangeiro e me acolhestes...” .

Não é fácil ser cristão – viver o batismo. É muito mais do que viver o intimismo de certas práticas religiosas. É arregaçar as mangas e partir para a construção de novo mundo, de nova sociedade, a civilização do amor. Aí estão leigos e leigas, “homens e mulheres da Igreja no coração do mundo e homens e mulheres do mundo no coração da Igreja” – como diz Aparecida: discípulos e missionários de Jesus Cristo.

Carlos Francisco Signorelli, Presidente do CNLB

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

VIVA NOSSA SENHORA !

Nossa Senhora da Apresentação
Padroeira da Arquidiocese e da cidade do Natal


A história

A história da Padroeira de Natal, Nossa Senhora da Apresentação, baseia-se na tradição oral.


Não um documento registrando a chegada da sua imagem às margens do rio Potengi. É importante salientar que, mesmo sem ter aqui uma imagem, Nossa Senhora da Apresentação é a Padroeira desde os primórdios da vida cristã da comunidade natalense. Em 1990, escremos, de Brasília, uma carta ao monsenhor Severino Bezerra, chanceler da Cúria e historiador da Arquidiocese de Natal, fazendo-lhe algumas indagações sobre o orago de Natal.


Na sua carta resposta, ele nos fez a seguinte revelação: "Em 29 de março de 1718, antes da chegada de Nossa Senhora da Apresentação, num inventário por morte de Joana de Barros, em Goianinha, entre as dívidas deixadas pela falecida está: esmola de 5.000 (cinco mil) réis à Nossa Senhora da Apresentação. Só 35 anos depois foi o encontro da imagem" (Carta datada de 20 de maio de 1900.


Corrobora esta revelação o que Frei Agostinho de Santa Maria escreveu num livro publicado, em Lisboa, em 1722, citado pelo historiador Luís da Câmara Cascudo: "Na capela-mor daquela matriz se colocou pouco depois um grande e famoso quadro de pintura, em que se vê o mesmo mistério da Senhora historiado... A sua festividade se lhe celebra em 21 de novembro, que é o dia em que a Senhora foi oferecida ao Senhor da Glória". (1980:122).

Conta a tradição que na manhã de 21 de novembro de 1753, pescadores encontraram na margem direita do Rio Potengi, na confrontação da Igreja do Rosário, um caixote que estava encalhado numa pedra. Quando abriram-no, encontraram uma imagem da mãe de Jesus com um menino no colo.


A referida imagem tinha uma mão estendida, aparentando sustentar alguma coisa. Logo, deduziram que fosse um rosário. Avisado sobre a novidade daquela descoberta, o vigário da Paróquia, Pe. Manoel Correia Gomes pressurroso, dirigiu-se ao local e, incontinenti, conduziu o vulto para a Matriz, ciente de que se tratava de um ícone de Nossa Senhora do Rosário. Entretanto, como 21 de novembro é, no calendário litúrgico da Igreja Católica, o dia em que se festeja a apresentação da Mãe de Jesus no Templo, deram à imagem que apareceu no Rio Potengi o nome de Nossa Senhora da Apresentação.


A esta altura, é oportuno lembrar que a Festa da Apresentação de Nossa Senhora no Templo foi instituída pela Igreja Católica no ano de 1571.


Registra-se ainda a tradição que, no caixote que trouxe a imagem de Nossa Senhora, estava escrito: "No ponto onde der este caixão não haverá nenhum perigo" .


De autoria do professor e historiador Itamar de Souza


EU ASSISTI O OCTO VOCI !

Simplesmente magnífico, brilhante, espetacular, fantástico, incredibel, na língua dos garotos de Liverpool, o show do grupo vocal OCTO VOCI, no show "Vestindo Beatles". Quem teve a oportunidade de vê-los e apreciar as suas vozes ganhou a noite de domingo (19/11/08).

Um show belíssimo de quatro rapazes e moças lindas, talentossíssimas e que vozes ! Um show inspirador, pois a música dos BEATLES, mesmo que não se ententa inteiramente, são daquelas obras de arte que invadem o nosso ser e nos faz viajar no que há de mais belo que o homem pode fazer e faz através da arte e da música. Um show daqueles que nos faz sonhar que a humanidade tem jeito e e que vale a pena sonhar.

Aquela noite ainda foi mais feliz para todos nós, pois uma das integrantes daquele grupo musical é a nossa amiga, irmã, ex-integrante do GLM e nossa colaboradora: KALENNE FONSECA. Kallene, parabéns pelo espetáculo, me orgulho em ser teu amigo.

Viva o OCTO VOCI, Viva os BEATLES !

Luiz Teixeira.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

PROSA E POESIA

Se aproxima o Natal, fim de ano, tempo de "maior reflexão" e preparação para um novo ano. Já sentindo o aproximar destes momentos, Antônio Carlos nos presenteia com as palavras de Mário Quintana, já lembrado neste blog, e alerta: "Eh... acho q precisamos ter cuidado, enquanto podemos."

A vida são deveres que nos trouxemos para fazer em casa

Quando se vê já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê, passaram-se 50 anos!
Agora, é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dada, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada inútil das horas…
Seguraria todos os meus amigos, que já não sei onde e como estão, e diria:
Vocês são extremamente importantes para mim.
Seguraria o meu amor, que está, há muito, à minha frente, e diria: Eu te amo.
Dessa forma, eu digo: não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter alguém ao seu lado, ou de fazer algo, por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será desse tempo que infelizmente não voltará"!

Mário Quintana




quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Ano A - Dia: 20/11/2008



Lc 19,11-28

Lc 19,41-44

Quando Jesus chegou perto de Jerusalém e viu a cidade, chorou com pena dela e disse:
- Ah! Jerusalém! Se hoje mesmo você soubesse o que é preciso para conseguir a paz! Mas agora você não pode ver isso. Pois chegarão os dias em que os inimigos vão cercá-la com rampas de ataque, e vão rodeá-la, e apertá-la de todos os lados. Eles destruirão completamente você e todos os seus moradores. Não ficará uma pedra em cima da outra, porque você não reconheceu o tempo em que Deus veio para salvá-la.


Comentário do Evangelho


Jesus em Jerusalém


Após uma caminhada de cerca de cento e trinta quilômetros, vindo de Cafarnáum, na Galiléia, Jesus com seus discípulos estão chegando em Jerusalém. Nas suas proximidades Jesus é recebido com imensa alegria pelo povo. Vendo a cidade, Jesus chora sobre ela. Jerusalém foi uma cidade tomada do povo jebuseu pelo rei Davi, e passou a ser um núcleo de concentração de poder e opressão, militar e religiosa. A partir de uma teologia elaborada na corte de Davi e seus descendentes, Jerusalém foi exaltada como cidade sagrada. Porém, já os profetas do Primeiro Testamento denunciavam o abuso de poder e a corrupção aí reinantes. O próprio Jesus caracteriza Jerusalém como cidade que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados (Lc 13,34). Jesus consagrara um longo período do seu ministério libertador e vivificante na Galiléia e nas regiões gentílicas vizinhas. Agora decide fazê-lo no próprio centro de poder da Judéia, mesmo sabendo que estava condenado pelos dirigentes do judaísmo.
Diante de uma história de prática da violência e da opressão que caracterizam Jerusalém, Jesus prenuncia o próprio fim desta cidade.