segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

OBAMA É O PRIMEIRO PRESIDENTE DIGITAL


Algumas pessoas no domingo passado (25-01-2008), logo após a missa, precisamente na sacristia de nossa Igreja de São Marcos, tiveram a oportunidade de bater um papo e aproveitar da sabedoria e inteligência do nosso pároco (Pe. Thiago) que nos silencia com sua maneira lúcida e equilibrada de tratar de tantos asssuntos importantes desta vida.

Dentre alguns assuntos abordados, Barak Obama também foi mencionado. E o nosso pároco , além de enaltecer que o político americano é carismático, inteligente e parece saber o que quer, ele nos falava que o Presidente americano foi eleito pelos jovens, pela geração internet que ele soube competentemente atingir. Parabéns Pe. Thiago que "acertou na mosca" e, para ilustrar o que ele disse, transcrevemos matéria elucidativa da FOLHA sobre o tema.


Pioneiro no estudo da "geração digital" vê ascensão de grupo de influência que não aceitará governo tradicional e será incomumente exigente

ESTA ELEIÇÃO marcou o nascimento de "uma força política irresistível", acredita o autor do clássico "Growing Up Digital -The Rise of the Net Generation". Essa força vai dominar e transformar o meio político nos EUA, prevê o estudioso canadense. "Em 2015, quando todos eles tiverem idade suficiente para votar, comporão um terço do eleitorado", calcula.

SÉRGIO DÁVILA
DE WASHINGTON

Em 1996, quando a internet engatinhava, o canadense Don Tapscott detectou um fenômeno. Era o que ele chama de "Geração Digital", pessoas nascidas a partir da segunda metade da década de 80, para quem os avanços tecnológicos são realidade, não conquista. "Pela primeira vez, os jovens, e não seus pais, são as autoridades numa inovação central da sociedade." Pois essa geração chegou ao poder na última terça, com a posse de Barack Obama, defende o autor, acadêmico e empresário, em entrevista por e-mail à Folha. Mas os jovens fizeram mais do que apenas votar no democrata, segundo Tapscott. "Eles entraram para a política, mas no seu tipo de militância política", disse. Ela envolve militância via site de relacionamento social Facebook, noticiário via site de pequenas mensagens Twitter -e uma cobrança maior e mais imediata.

FOLHA - O que é "crescer digital"?

DON TAPSCOTT - Os jovens de hoje são a primeira geração a amadurecer na era digital. Essas crianças foram banhadas em bits. Diferentemente de seus pais, elas não temem as novas tecnologias, pois não são tecnologia para eles, mas realidade. Eu os chamo de Geração Net. Sua chegada está causando um salto geracional -eles estão superando os pais na corrida pela informação. Pela primeira vez, os jovens, e não seus pais, são as autoridades numa inovação central da sociedade. Essa geração está tomando os locais de trabalho, o mercado e cada nicho da sociedade, no mundo todo. Está trazendo sua força demográfica, seus conhecimentos de mídia, seu poder de compra, seus novos modelos de colaboração e de paternidade, empreendedorismo e poder político. Eles são "multitarefeiros", realizam várias atividades ao mesmo tempo. Para eles, e-mail é antiguidade. Eles usam telefone para mandar textos, navegar na internet, achar o caminho, tirar fotos e fazer vídeo -e colaborar. Eles entram no Facebook sempre que podem, inclusive no trabalho. Mensagem instantânea e Skype estão sempre abertos, como pano de fundo de seus computadores. O adulto típico de meia-idade de hoje cresceu assistindo a cerca de 22 horas de TV por semana. Mas só assistia. Quando a Geração Net vê TV, trata-a como música ambiente, enquanto busca informação, joga games e conversa com os amigos on-line. Os "digitais" representam um desafio para todas as instituições. Para o governo, são desafio como consumidores dos serviços mas também como cidadãos que querem se envolver no processo democrático. Como consumidores, são muito mais exigentes que seus pais e estão acostumados a um serviço personalizado e rápido. Como empregados, seu instinto contraria práticas tradicionais do ambiente de trabalho.

FOLHA - O sr. disse que o cérebro deles se "conecta" de outra forma.

TAPSCOTT - Pesquisas mostram que o cérebro pode mudar ao longo da vida, estimulado pelo ambiente. Os cérebros das crianças podem mudar em um grau muito maior do que os dos adultos, mas esses também podem mudar -e mudam. Há muita controvérsia ainda, mas os primeiros indícios sugerem que a exposição constante a estímulos de tecnologias digitais, como games, pode mudar o cérebro e a maneira como ele percebe as coisas, torná-lo mais atento e acelerar seu processamento de informação visual. Não só jogadores de game são mais atentos visualmente como têm habilidade espacial mais desenvolvida, o que pode ser útil para arquitetos, engenheiros e cirurgiões. Além disso, vejo que em média o "digital" é mais rápido para mudar de tarefa do que eu e mais rápido para achar o que procura na internet. Embora esse tipo de pesquisa esteja engatinhando ainda, e não seja conclusiva, há indícios cada vez maiores. Os "digitais" parecem incrivelmente flexíveis, adaptáveis e habilidosos ao lidar com diversos meios de informação.

FOLHA - Nesse sentido, podemos chamar Barack Obama de primeiro presidente digital? Quais as implicações da eleição dele nessa geração?

TAPSCOTT - Sim, acho que Obama é o primeiro presidente digital. O aumento do voto jovem foi crucial para seu sucesso. Mas os jovens fizeram mais do que apenas votar em Obama. Eles entraram para a política, mas no seu tipo de militância política. Usam Facebook para compartilhar informação, levantar dinheiro e organizar comícios num ritmo fenomenal. Usam YouTube, que ainda estava em sua infância em 2004, para alcançar milhões de eleitores via vídeo e música. Suas mensagens no Twitter transformaram o ciclo noticioso. Esta eleição marca o nascimento de uma força política irresistível que vai dominar e transformar os EUA. Em 2015, quando todos eles tiverem idade para votar, serão um terço do eleitorado. Têm na ponta dos dedos a internet, a ferramenta mais poderosa para informar, organizar e mobilizar. Além disso, sabem usá-la efetivamente, ao tomar a iniciativa e se comunicar diretamente entre eles para organizar atividades, em vez de esperar passivamente por notícias eleitorais vindas dos QGs de campanha. Essa faixa etária de público não aceitará um tipo de governo tradicional e será excepcionalmente exigente. Vai querer se envolver no ato de governar, ao contribuir com ideias antes que as decisões sejam tomadas. Também vai insistir na integridade dos políticos eleitos; se esses disserem uma coisa e fizerem outra, eles usarão suas ferramentas digitais para checar e espalhar o que descobrirem.

FOLHA - O sr. acha que economias emergentes como o Brasil têm chance de acompanhar as inovações digitais de economias avançadas? Ou há um "vácuo digital"?

TAPSCOTT - Países em desenvolvimento podem não acompanhar as inovações no mesmo ritmo, mas certamente conseguirão reduzir o vácuo. A economia digital oferece uma oportunidade sem precedentes para a criatividade e o empreendedorismo para pequenos e médios negócios. A acessibilidade crescente de ferramentas exigidas para colaborar, criar valor e competir permite que as pessoas participem na inovação e na criação de riquezas em todos os setores. Novas infraestruturas de negócios de baixo custo -da telefonia via internet à terceirização global de plataformas- permitem a pequenas empresas criar produtos, acessar mercados e satisfazer consumidores de modos que só grandes corporações conseguiam antes. Países em desenvolvimento precisam entender as mudanças no setor privado global e desenvolver estratégias para negócios de todos os tamanhos para aproveitar as chances.

FOLHA - Como a atual situação econômica afeta o que o sr. chama de "wikinomics" [veja quadro]? Esse tipo de atividade pode ajudar no combate à crise financeira?

TAPSCOTT - A colaboração no setor de serviços financeiros é fundamental para superarmos a atual crise. A indústria precisa de um novo modelo operacional, construído nos quatro princípios da "wikinomics": transparência, cooperação, compartilhamento de propriedade intelectual e ação global. Isso é factível e disponível num mundo digital. Chamemos de Gerenciamento de Risco 2.0.




Forte apoio da juventude americana foi fator decisivo para vitória de Obama



domingo, 25 de janeiro de 2009

Feliz aniversário


Amigo,

Que Deus te abençoe e te faça um homem melhor, te dê forças para guiar o seu rebanho a cada dia de sua jornada a frente deste grupo, somos felizes por ter um coordenador tão prestativo e super responsável em nosso meio. O Luz do mundo canta um super hino de muitas realizações para você.


..." Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão! ..."


( Machado de Assis )
P.S. Fotos do niver de Luiz no link de crisma.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

HUMOR !


BYE BYE, BUSH


O rapaz chega no portão da Casa Branca e diz ao guarda:

- Por favor, eu gostaria de falar com o presidente Bush.

O guarda, perplexo, responde:

- O presidente Bush não mora mais aqui.

No dia seguinte, ele volta. Chega perto do guarda e:

- Eu gostaria de falar com o presidente Bush.

- O presidente Bush não mora mais aqui.

No terceiro dia consecutivo, o rapaz diz para o mesmo guarda:

- Eu gostaria de falar com o presidente Bush.

O guarda, já sem paciência, quebra todo o protocolo:

- Meu senhor, de que planeta o sr. veio?! O BUSH NÃO MORA MAIS AQUI!!!

- Eu sei, eu sei. Mas é que é muito bom ouvir isso!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

RESULTADO DA PROMOÇÃO !

Já disse uma leitora de nosso blog: "Quem sou eu" está cada vez mais difícil". Realmente há de se concordar. A última promoção não teve ganhadores e, portanto, está acumulado o prêmio para a próxima promoção.

Você não sabe quem estava por trás da cachoeira de Foz do Iguaçu? É ou não é um verdadeiro peixe de Areia Branca!




CONCLUSÕES PRECIPITADAS II

Da nossa série: "'NÃO JULGUEIS COM A EMOÇÃO, MAS SEMPRE COM A RAZÃO !



UMA OUTRA VISÃO !


Muito se fala da crise financeira mundial e suas implicações. Também muito se fala que estas crises vêm e vão! Tudo faz parte da lógica do capital que de tempos em tempos precisa de uma crise para se fazer os ajustes necessários. Será? É sempre bom ter uma outra visão...


Tendência suicidária


Leio os principais comentaristas econômicos dos grandes jornais do Rio e de São Paulo. Aprendo muito deles porque venho de outro campo do saber. Mas na minha opinião, continuam seguindo a cartilha neoliberal que os dispensa de um pensamento mais crítico. Ainda manejam a interpretação clássica dos ciclos do capitalismo depois da abundância sem se dar conta da mudança substancial do estado da Terra, ocorrida nos últimos tempos. Por isso noto neles certa cegueira paradigmática. Comentam a crise irrompida no centro do sistema e assinalam o desmoronamento de suas teses mestras mas continuam com a crença ilusória de que o modelo que trouxe a desgraça pode ainda nos tirar dela. Esta miopia de visão lhes impede de considerar os limites da Terra que impõem limites ao projeto do capital. Tais limites foram ultrapassados em 30%. A Terra dá sinais claros de que não aguenta mais. Quer dizer, a sustentabilidade entrou num processo de crise global. Mais e mais cresce a convicção de que não basta fazer correções. Somos obrigados a trocar de rumo caso quisermos evitar o pior que é ir ao encontro de um colapso sistêmico.

O sistema em crise, digamos-lhe o nome - em termos de modo de produção é o capitalismo e de sua expressão politica é o neoliberalismo - responde fundamentalmente a estas questões: como ganhar mais com um mínimo de investimento, no menor tempo possível e aumentar ainda o poder? Ele supõe o domínio da natureza e a desconsideração das necessidades das gerações futuras. O desenvolvimento pretendido se mostrou insustentável porque lá onde se instalou, criou desigualdades sociais graves, devastou a natureza e consumiu seus recursos para além de sua capacidade de reposição. Na verdade, trata-se apenas de um crescimento material que se mede por benefícios econômicos e não de um desenvolvimento integral.

O grave é que a lógica deste sistema se contrapõe diretamente à lógica da vida. A primeira é linear, se rege pela competição, tende à uniformização tecnológica, à monocultura e à acumulação privada. A outra, a da vida, é complexa, incentiva a diversidade, as interdependências, as complementariedades e reforça a cooperação na busca do bem de todos. Este modelo também produz mas para servir à vida e não em exclusivo ao lucro, visando o equilíbrio com a natureza, a harmonia com a comunidade de vida e a inclusão de todos os seres humanos. Opta viver melhor com menos.

Paul Krugman, editorialista do New York Times, denunciou corajosamente (JB 20/12/08) que não há diferença básica entre os procedimentos de B. Madoff que lesou em 50 bilhões de dólares a muitas pessoas e instituições e aqueles dos especuladores de Wall Street que também enganaram a milhares de aplicadores e pulverizaram grandes fortunas. Conclui: “o que estamos vendo agora são consequências de um mundo que ficou louco”. Esta loucura é conjuntural ou sistémica? Penso que é sistêmica porque pertence à dinâmica mesma do capitalismo: para acumular mantém grande parte da humanidade em situação de escravos “pro tempore” e pôe em risco a base que o sustenta: a natureza com seus recursos e serviços.

Cabe à pergunta: não há uma pulsão suicidária inerente ao capitalismo, como projeto civilizatório, de explorar de forma ilimitada um planeta sabidamente limitado? É como se toda a humanidade fosse empurrada para dentro de uma correnteza violentíssima e não pudesse mais sair dela. Seguramente o destino seria a morte. Será que não é este o desígnio inscrito em nosso atual DNA civilizatório que se esboçou já há mais de dois milhões de anos quando surgiu o homo habilis, aquela espécie de humanos que, por primeiro, começou a usar o instrumento no afã de dominar a natureza, se potenciou com a revolução agrária no neolítico e culminou no atual estágio de vontade de completa dominação da natureza e da vida? A seguir este curso para onde iremos?

Como somos seres de inteligência e com imenso arsenal de meios de saber e de fazer, não é impossível que reorientemos nosso curso civilizatório e demos centralidade mais à vida que ao lucro, mais ao bem comum que à vantagem individual. Então nos salvaríamos in extremis e teríamos ainda um futuro discernível pela frente.

Leonardo Boff

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

THE DAY AFTER !

Repercussões na internet após o dia histórico de ontem, quando o primeiro negro americano assume o cargo mais importante do mundo...



Feijão e arroz para resolver a crise







NÃO TIRE CONCLUSÕES PRECIPITADAS !

Apresentaremos nos próximos dias uma série de vídeos que são uma verdadeira lição para aquelas pessoas que vivem tirando conclusões precipitadas nesta vida. Moral da história: Não julgueis antes de oferecer ao outro o direito de se defender...