Estas pessoas são vítimas de toda sorte de preconceitos, exclusão social e na sua grande maioria de analfabetos e miseravéis. Graças a Deus que a Igreja não esquece os esquecidos pelo mundo. Muito me alegrou ver a figura de um Padre jovem, anônimo que desempenha um trabalho tão importante. Ainda bem que na nossa Igreja os padres celebridades ainda são minoria.
Luiz Teixeira
O Pe. Wállace do Carmo Zanon, diretor executivo nacional da Pastoral dos Nômades e membro do Centro de Referência de Direitos dos Povos Ciganos, ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, está visitando a Arquidiocese de Natal, nesta semana. A finalidade da visita éi facilitar o diálogo entre ciganos e o governo e sensibilizar a Igreja Católica para a implantação da Pastoral dos Nômades. “Senti uma boa receptividade por parte da Arquidiocese de Natal, através da Pastoral da Criança, do parte de alguns padres e do próprio Arcebispo, Dom Matias”, comentou o Pe. Wállace, que trabalha com ciganos há 17 anos. “Espero que esta visita tenha contribuído para despertar o interesse da Igreja em organizar, futuramente, a Pastoral dos Nômades”, completou.
A Pastoral tem a missão de ser presença da Igreja junto ao povo cigano, ensinando-o a rezar, catequizando-o e contribuindo na formação cidadã. “Se todo mundo os rejeita, a Igreja está aqui, dizendo que os ama”, diz o padre, lembrando uma frase do Papa Paulo VI. Atualmente, no Brasil, existe cerca de 800 mil ciganos. “Apesar desse número considerado alto, o cigano é invisível aos olhos do Estado, da sociedade civil e até da Igreja”, lembra o Pe. Wállace.
As pessoas interessadas em conhecer mais sobre o trabalho da Igreja Católica junto ao povo cigano, podem entrar em contato com o Centro de Referência, que tem sede em Brasília, pelo telefone: (61) 3039-9426.
www.pastoraldosnomades.org.br




