segunda-feira, 6 de abril de 2009

COMPARTILHANDO EXPERIÊNCIAS

Já ouço há muito tempo: "O cachorro balança o rabo para o seu dono, porque quer comida". "Reze a Deus para que você tenha ojeriza dos bajuladores". "O verdadeiro amigo é aquele que lhe fale a verdade". De fato, como nos é cômodo ouvir apenas o que gostamos. Falar apenas o que o outro (amigo) adora ouvir. Acho que o texto abaixo de Max Gehringer nos ajuda a refletir sobre isto.

Uma dica de amigo: Vc não "perderá" mais do que trinta segundos para ler o texto abaixo. Além do mais, o que se pode fazer de interessante em trinta segundos?


Um choque de sinceridade

Hoje é primeiro de abril, dia da mentira. De todas as datas que celebramos anualmente, formais ou informais, oficiais ou não, o dia da mentira é a mais obscura. Não há registros claros de como tudo começou, nem quando e nem onde. Há, naturalmente, várias teorias conflitantes sobre a origem do dia da mentira. Mas fazendo jus à data, não há como provar que uma delas seja a verdadeira.

Por outro lado, não existe o dia da verdade, o que é uma pena. Seria o dia em que cada pessoa poderia chegar a seu local de trabalho e dizer exatamente o que pensa, sem ser punida pela sinceridade. No dia da verdade, o chefe faria a avaliação de desempenho de uma funcionária, de maneira bem diferente do que costuma fazer.

Diria o chefe:
- Samanta, essas avaliações são um desperdício de tempo, mas a empresa me obriga a fazê-las.

- Chefe, responderia Samanta, eu acredito que avaliações funcionam quando são feitas por alguém competente, o que não é o seu caso.

- Como sempre, Samanta, você tem alguma coisa inteligente para dizer, e isso faz com que eu me sinta inseguro, além de me irritar profundamente.

- Obrigado por compartilhar isso comigo, chefe. De hoje em diante, farei o possível para irritá-lo cada vez mais.

- Muito bem, Samanta. Seu desempenho foi excelente, o que me deixa apavorado. Preciso encontrar alguma coisa para fazer com que você se sinta pior do que realmente é.

- Humm, que tal cooperação, chefe? Porque eu detesto cooperar com alguém insensível e mal-educado como o senhor. Embora, eu viva fazendo de conta que respeito a hierarquia.

- Ótima sugestão, Samanta. Como é que eu não pensei nisso?

- É que pensar nunca foi o seu forte, chefe.

- Certo, Samanta. Agora, assine aqui e me dê licença porque preciso fingir que estou trabalhando.

- Qualquer coisa, chefe, estarei ali na minha mesa, admirando a sua falta de capacidade.

- Maravilhoso, Samanta. Mas não esqueça: o dia da verdade é só hoje. A partir de amanhã, voltamos à velha rotina de guardar a verdade para nós mesmos.

- Por falar nisso, chefe, amanhã vou fazer uma entrevista em outra empresa. E dar a desculpa que me atrasei porque tive um problema pessoal.

- Só se você chegar depois das dez, Samanta, porque amanhã vou dormir até tarde e dizer a meu diretor que fui visitar um cliente.


Max Gehringer

EVANGELHO DO DIA

Ano B - Dia: 06/04/2009



Jesus em Betânia
Jo 12,1-11

Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi ao povoado de Betânia, onde morava Lázaro, a quem ele tinha ressuscitado. Prepararam ali um jantar para Jesus. Marta ajudava a servir, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. Então Maria pegou um frasco cheio de um perfume muito caro, feito de nardo puro. Ela derramou o perfume nos pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e toda a casa ficou perfumada. Mas Judas Iscariotes, o discípulo que ia trair Jesus, disse:
- Este perfume vale mais de trezentas moedas de prata. Por que não foi vendido, e o dinheiro, dado aos pobres?
Judas disse isso, não porque tivesse pena dos pobres, mas porque era ladrão. Ele tomava conta da bolsa de dinheiro e costumava tirar do que punham nela.
Então Jesus respondeu:
- Deixe Maria em paz! Que ela guarde isso para o dia do meu sepultamento. Os pobres estarão sempre com vocês, mas eu não estarei sempre com vocês.
O plano para matar Lázaro
Muitas pessoas ficaram sabendo que Jesus estava em Betânia. Então foram até lá não só por causa dele, mas também para ver Lázaro, o homem que Jesus tinha ressuscitado. Então os chefes dos sacerdotes resolveram matar Lázaro também; pois, por causa dele, muitos judeus estavam abandonando os seus líderes e crendo em Jesus

Comentário do Evangelho

Uma ceia de ação de graças

João narra em seu Evangelho duas ceias na última semana do ministério de Jesus: uma, seis dias antes da Páscoa dos judeus, em Betânia, e outra na véspera desta Páscoa, em Jerusalém, quando Jesus lava os pés dos discípulos.
A ceia em Betânia, na casa de Lázaro, ressuscitado, de Marta e Maria, dá continuidade à ceia seguinte. É uma ceia de ação de graças a Jesus pelo dom da vida. A casa é o lugar da comunidade do ressuscitado; é a casa do Pai (14,2). Em lugar do cheiro da morte, a casa inteira enche-se do aroma de perfume. O perfume de Maria é o símbolo da vida e do amor da comunidade. É um amor que não tem preço e estará sempre voltado para os pobres. As comunidades de Jesus estabelecem-se no espaço do humano, e não no espaço oficial do sagrado.


Fonte: paulinas.com

Domingo de ramos


O Domingo de Ramos abre por excelência a Semana Santa. Relembramos e celebramos a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, poucos dias antes de sofrer a Paixão, Morte e Ressurreição. Este domingo é chamado assim porque o povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão onde Jesus passava montado num jumento. Com folhas de palmeiras nas mãos, o povo o aclamava “Rei dos Judeus”, “Hosana ao Filho de Davi”, “Salve o Messias”... E assim, Jesus entra triunfante em Jerusalém despertando nos sacerdotes e mestres da lei muita inveja, desconfiança, medo de perder o poder. Começa então uma trama para condenar Jesus à morte e morte de cruz.

O povo o aclama cheio de alegria e esperança, pois Jesus como o profeta de Nazaré da Galiléia, o Messias, o Libertador, certamente para eles, iria libertá-los da escravidão política e econômica imposta cruelmente pelos romanos naquela época e, religiosa que massacrava a todos com rigores excessivos e absurdos.

Mas, essa mesma multidão, poucos dias depois, manipulada pelas autoridades religiosas, o acusaria de impostor, de blasfemador, de falso messias. E incitada pelos sacerdotes e mestres da lei, exigiria de Pôncio Pilatos, governador romano da província, que o condenasse à morte.

Por isso, na celebração do Domingo de Ramos, proclamamos dois evangelhos: o primeiro, que narra a entrada festiva de Jesus em Jerusalém fortemente aclamado pelo povo; depois o Evangelho da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, onde são relatados os acontecimentos do julgamento de Cristo. Julgamento injusto com testemunhas compradas e com o firme propósito de condená-lo à morte. Antes porém, da sua condenação, Jesus passa por humilhações, cusparadas, bofetadas, é chicoteado impiedosamente por chicotes romanos que produziam no supliciado, profundos cortes com grande perda de sangue. Só depois de tudo isso que, com palavras é impossível descrever o que Jesus passou por amor a nós, é que Ele foi condenado à morte, pregado numa cruz.

O Domingo de Ramos pode ser chamado também de “Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor”, nele, a liturgia nos relembra e nos convida a celebrar esses acontecimentos da vida de Jesus que se entregou ao Pai como Vítima Perfeita e sem mancha para nos salvar da escravidão do pecado e da morte. Crer nos acontecimentos da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, é crer no mistério central da nossa fé, é crer na vida que vence a morte, é vencer o mal, é também ressuscitar com Cristo e, com Ele Vivo e Vitorioso viver eternamente. É proclamar, como nos diz São Paulo: ‘“Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai’ (Fl 2, 11).

Luiz Massarote

domingo, 5 de abril de 2009

EVANGELHO DO DIA

Ano B - Dia: 05/04/2009



Domingo de Ramos e da Paixão e Morte de Jesus
Mc 14,1-15,47

O plano para matar Jesus

Faltavam dois dias para a Festa da Páscoa e a Festa dos Pães sem Fermento. Os chefes dos sacerdotes e os mestres da Lei procuravam um jeito de prender Jesus em segredo e matá-lo. Eles diziam:
- Não vamos fazer isso durante a festa, para não haver uma revolta no meio do povo.
Jesus em Betânia
Jesus estava no povoado de Betânia, sentado à mesa na casa de Simão, o Leproso. Então uma mulher chegou com um frasco feito de alabastro, cheio de perfume de nardo puro, muito caro. Ela quebrou o gargalo do frasco e derramou o perfume na cabeça de Jesus. Alguns que estavam ali ficaram zangados e disseram uns aos outros:
- Que desperdício! Esse perfume poderia ter sido vendido por mais de trezentas moedas de prata, que poderiam ser dadas aos pobres.
Eles criticavam a mulher com dureza, mas Jesus disse:
- Deixem esta mulher em paz! Por que é que vocês a estão aborrecendo? Ela fez para mim uma coisa muito boa. Pois os pobres estarão sempre com vocês, e, em qualquer ocasião que vocês quiserem, poderão ajudá-los. Mas eu não estarei sempre com vocês. Ela fez tudo o que pôde, pois antes da minha morte veio perfumar o meu corpo para o meu sepultamento. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: em qualquer lugar do mundo onde o evangelho for anunciado, será contado o que ela fez, e ela será lembrada.
Judas trai Jesus
Judas Iscariotes, que era um dos doze discípulos, foi falar com os chefes dos sacerdotes para combinar como entregaria Jesus a eles. Quando ouviram o que ele disse, eles ficaram muito contentes e prometeram dar dinheiro a ele. Assim Judas começou a procurar uma oportunidade para entregar Jesus.
Jesus comemora a Páscoa
No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, em que os judeus matavam carneirinhos para comemorarem a Páscoa, os discípulos perguntaram a Jesus:
- Onde é que o senhor quer que a gente prepare o jantar da Páscoa para o senhor?
Então Jesus enviou dois discípulos com a seguinte ordem:
- Vão até a cidade. Lá irá se encontrar com vocês um homem que estará carregando um pote de água. Vão atrás desse homem e digam ao dono da casa em que ele entrar que o Mestre manda perguntar: "Onde fica a sala em que eu e os meus discípulos vamos comer o jantar da Páscoa?" Então ele mostrará a vocês no andar de cima uma sala grande, mobiliada e arrumada para o jantar. Preparem ali tudo para nós.
Os dois discípulos foram até a cidade e encontraram tudo como Jesus tinha dito.


sábado, 4 de abril de 2009

Ano B - Dia: 04/04/2009



O plano para matar Jesus

Jo 11,45-56

Muitas pessoas que tinham ido visitar Maria viram o que Jesus tinha feito e creram nele. Mas algumas pessoas voltaram e contaram aos fariseus o que ele havia feito. Então os fariseus e os chefes dos sacerdotes se reuniram com o Conselho Superior e disseram:
- O que é que nós vamos fazer? Esse homem está fazendo muitos milagres! Se deixarmos que ele continue fazendo essas coisas, todos vão crer nele. Aí as autoridades romanas agirão contra nós e destruirão o Templo e o nosso país.
Então Caifás, que naquele ano era o Grande Sacerdote, disse:
- Vocês não sabem nada! Será que não entendem que para vocês é melhor que morra apenas um homem pelo povo do que deixar que o país todo seja destruído?
Naquele momento Caifás não estava falando por si mesmo. Mas, como ele era o Grande Sacerdote naquele ano, estava profetizando que Jesus ia morrer pela nação. E não somente pela nação, mas também para reunir em um só corpo todos os filhos de Deus que estão espalhados por toda parte.
Então, daquele dia em diante, os líderes judeus fizeram planos para matar Jesus. Por isso ele já não andava publicamente na Judéia, mas foi para uma região perto do deserto, a uma cidade chamada Efraim, e ficou ali com os seus discípulos.
Faltava pouco tempo para a Festa da Páscoa. Muitos judeus foram a Jerusalém antes da festa para tomar parte na cerimônia de purificação. Eles procuravam Jesus e, no pátio do Templo, perguntavam uns aos outros:
- O que é que vocês acham? Será que ele vem à festa?


Comentário do Evangelho

Superação da morte pelo dom da vida

O episódio da ressurreição de Lázaro significa a superação da morte pelo dom da vida, que se revela eterna pela encarnação do Filho de Deus. João, em seu Evangelho, destaca a dimensão de eternidade já presente nesta vida terrena. A ressurreição é a permanência na vida eterna, que não é extinta pela morte temporal.
Ressuscitando Lázaro, Jesus suscita a reação do sinédrio, onde decidem matá-lo. A Páscoa dos judeus é a festa da morte dos egípcios e da vida do povo que se diz eleito. E será a ocasião da morte de Jesus e da preservação do sinédrio.
Porém, a Páscoa de Jesus é consagração de sua vida de amor e serviço, modelo e fonte de vida eterna para todos.


sexta-feira, 3 de abril de 2009

FELIZ ANIVERSÁRIO


Roberto, desejamos que tudo em sua vida possa florescer
como os ipês, que ao perceberem o final de suas existências desandam a florescer
para assim lançar suas sementes nos campos.

Que seus caminhos sejam suavizados, pelo brilho
do crepúsculo e do alvorecer de todos os seus dias.
Nós torcemos para que a sua estrada seja florida, regada de conquistas e vitórias.

Não tenha pressa em conseguir o sucesso,
porque ele vem passo a passo para que cada nova conquista,
seja motivo de infinitas alegrias.

Te desejar feliz aniversário
é uma incontável somas de anos
a serem acrescentados em sua vida,
seriam pouco diante do enorme bem que lhe ofertamos.

Parabéns pelo seu dia especial e que as benções
de Deus te glorifiquem e te faça uma pessoa
cada vez mais feliz.

Feliz aniversário!!!

(P.S. Todos estão convidados para irem a casa de Roberto hoje a noite).

CAMPANHA DA FRATERNIDADE

João Hélio Fernandes Vieites
(Rio de Janeiro, 18 de março de 2000 — Rio de Janeiro, 7 de fevereiro de 2007)



Quem não se lembra no caso do garotinho carioca João Hélio que foi vítima de um crime bárbaro há mais de dois anos (7 de fevereiro de 2007)? O garoto ficou conhecido em todo pais, após sua morte traumática, quando o carro em que ele estava com a mãe foi assaltado. Os assaltantes arrastaram o menino preso ao cinto de segurança pelo lado de fora do veículo.

Passado dois anos deste episódio, transcrevemos um artigo que nos remete a refletir sobre o papel do jornalismo público responsável que tem o dever de informar e contribuir com a cidadania. A CF 2009 denuncia o jornalismo "rasteiro" de apresentadores "policias" que incitam a violência e programas sensacionalistas que promovem a cultura da violência para ganharem sempre mais dinheiro.



A segunda morte de João

O problema dos grandes crimes que chamam a atenção da opinião pública é a exploração rasteira que se sucede a eles. Cria-se um movimento catártico que vende jornal , mas não aponta saídas; expõe as vísceras, mas não as causas; mostra o problema e não discute a solução.


Nessa cegueira ampla que o show exige, acaba toda a catarse confluindo para soluções simplistas e/ou falsas, como a questão da maioridade penal, um pequeno detalhe dentro de uma engrenagem muito mais ampla e letal.


A família é envolvida por esse show indecente, na vã esperança de que o sacrifício do filho não será em vão. Será sim. O único resultado palpável será aumentar a venda de jornais e a audiência das televisões. E permitir ao veículo se aproximar, se mostrar solidário a todos os telespectadores e leitores, vítimas potenciais do crime, ajudando a estimular sentimentos baixos de vingança, não a reflexão.

Tem-se um quadro amplo de criminalidade, com várias etapas entre a iniciação e a profissionalização do criminoso. Começa pelo ambiente em que a pessoa vive e na falta de oportunidades de uma vida dentro da economia formal.


O ambiente é o entorno, com a facilidade com que crianças são abordadas por traficantes e criminosos em geral. Passa por esse blefe inventado por especialistas como André Urani de que houve melhora na renda familiar depois que as mães tiveram que sair de casa para complementar a renda insuficiente do pai, sem computar os efeitos dessa ausência sobre a estrutura familiar. Some-se a falta de valores, típico de uma sociedade fragmentada, sem projeto de nação, sem projeto de solidariedade, onde até spams abjetos – como o tal “Elite Privilegiada”, falsamente atribuída a mim – têm ampla aceitação junto a setores basbaques da opinião pública.

O entorno se completa com as condições das escolas. E aí é falta de gestão em todo seu espectro. É um quadro dantesco, mais ainda no Rio de Janeiro, nas favelas dominadas pelas milícias e pelo tráfico. Some-se a internacionalização do tráfico e do crime e se terá o mapa do inferno.


O entorno é isso. Já o futuro é cinza, e aí o motivo é falta de crescimento na veia.

Por outro lado, a falta de gestão e a politização da máquina pública levaram a uma corrupção desenfreada que pega parte das forças policiais em todo país. Pelas informações, de forma muito mais ampla no Rio de Janeiro. O crime se profissionaliza e tem um exército de mão de obra reserva quase infinito.

Aí essas campanhas abjetas simplificam tudo. O cidadão, encurralado por todo esse quadro complexo e, aparentemente, insolúvel, finalmente “identifica” o inimigo, aqueles ladrões de carro, que passam a ter cara, identidade e cor. Trocam toda a reflexão necessária sobre como enfrentar esse quadro dantesco, pelos sentimentos que vêm das partes baixas, das entranhas embrutecidas pelo show diário de violência que se vê nas ruas e nas TVs.


E, aí, é apenas aguardar a próxima tragédia para o menino João poder descansar em paz, enquanto o show continua.


No meio desse insensatez, a faixa solitária esticada no Maracanã é um respingo de bom senso: "De olho por olho, a cidade ficará cega".



Luis Nassif - Jornalista


EVANGELHO DO DIA

Ano B - Dia: 03/04/2009



Queriam prender Jesus

Jo 10,31-42

Então eles tornaram a pegar pedras para matar Jesus. E ele disse:
- Eu fiz diante de vocês muitas coisas boas que o Pai me mandou fazer. Por causa de qual delas vocês querem me matar?
Eles responderam:
- Não é por causa de nenhuma coisa boa que queremos matá-lo, mas porque, ao dizer isso, você está blasfemando contra Deus. Pois você, que é apenas um ser humano, está se fazendo de Deus.
Então Jesus afirmou:
- Na Lei de vocês está escrito que Deus disse: "Vocês são deuses." Sabemos que as Escrituras Sagradas sempre dizem a verdade, e sabemos que, de fato, Deus chamou de deuses aqueles que receberam a sua mensagem. Quanto a mim, o Pai me escolheu e me enviou ao mundo. Então por que vocês dizem que blasfemo contra Deus quando afirmo que sou Filho dele? Se não faço o que o meu Pai manda, não creiam em mim. Mas, se eu faço, e vocês não crêem em mim, então creiam pelo menos nas coisas que faço. E isso para que vocês fiquem sabendo de uma vez por todas que o Pai vive em mim e que eu vivo no Pai.
A essa altura tentaram novamente prendê-lo, mas Jesus escapou das mãos deles.
Ele voltou de novo para o lado leste do rio Jordão, foi para o lugar onde João Batista tinha batizado antes e ficou lá. E muita gente ia vê-lo, dizendo:
- João não fez nenhum milagre, mas tudo o que ele disse sobre Jesus é verdade.
E naquele lugar muita gente creu em Jesus.

Comentário do Evangelho

Os gentios acolhem Jesus

Este novo diálogo agressivo contra Jesus se dá durante sua quarta visita a Jerusalém, por ocasião da festa da Dedicação. Novamente os judeus querem matá-lo por apedrejamento. As elites do judaísmo, em sua sólida tradição, esperavam um messias de linhagem real, davídico, poderoso, qualificado como "Filho de Deus" (2Sm 7,14; Sl 2,7). O que não toleravam era um Filho de Deus humilde e pobre, libertador e vivificador do povo. A este, acusavam de blasfêmia e pretendiam apedrejar. Fica consumada a ruptura com os chefes do judaísmo. Entre os gentios, do outro lado do Jordão, na Peréia, para onde se dirige, Jesus é acolhido com fé.