Comentário do Evangelho
Prática do amor sem limites
No Primeiro Testamento é uma constante a imagem do "inimigo". O principal inimigo eram os povos vizinhos gentios. Havia também o inimigo pessoal, dentro do próprio povo de Israel. São inúmeros os salmos que pedem a Javé o mal para o inimigo, tanto no nível racial como no pessoal. O preceito do amor ao próximo limitava-se apenas à comunidade
racial. A proposta de Jesus é não só amar o inimigo, mas também orar por ele. A oração sincera, diante de Deus, é expressão do amor. Assim fica manifesto o convicto amor ao inimigo. Como argumento, é lembrada a bondade
irrestrita do Pai na natureza e, em oposição, o restrito amor de alguns grupos humanos. A alusão discriminatória aos publicanos, neste texto, causa certa estranheza, quando se considera que o autor deste Evangelho é o publicano Levi, ou Mateus, que seguiu Jesus. A exortação conclusiva é a busca da perfeição segundo o modelo do Pai perfeito.
Fonte: Paulinas.com




