terça-feira, 18 de janeiro de 2011

É DE ESTRANHAR !


Realmente parece que tudo foi dito, falado e mostrado neste caso da tragédia no sudeste do país, sobretudo, na região serrana do Rio de Janeiro. Já sentimos uma certa saturação por tantas imagens e histórias de  sofrimento e mortes nos últimos dias.

O que não podemos é deixar que esta saturação nos impeça de ajudar a tantos irmãos brasileiros que sofrem. Vejo com estranheza, espero estar muito enganado, que a nossa Arquidiocese de Natal/RN até agora nada fez, organizou ou se pronunciou, no sentido de mobilizar as paroquias a ajudarem aos inúmeros filhos de Deus que sofrem com as fortes chuvas do Rio, principalmente.

O chamamento aos cristãos católicos para se solidarizarem com as vítimas estão no site da CNBB, onde se vê  parceria com as Cáritas Brasileiras com a Campanha “SOS Sudeste”. Se alguém dizer: "Estamos muito longe do ocorrido", informo que a Arquidiocese de Olinda e Recife aderiu a campanha de ajuda as as vítimas das chuvas no interior do Rio de Janeiro. O que nós cristãos católicos potiguares estamos esperando ?

 Podemos começar igual campanha pela nossa Paróquia Santa Maria Mãe ! Com a palavra os nossos parócos e Diáconos !

Enquanto isso, louvavel iniciativa foi dada pelos Bombeiros do Rio Grande do Norte que patrocina a Campanha de Arrecadação de Donativos para as vítimas do desastre ambiental ocorrido no Rio.

Os interessados em doarem alimentos, roupas, brinquedos, produtos de higiene, entre outros artigos, devem procurar a sede do Quartel do Comando Geral do Corpo de Bombeiros, situado na Avenida Prudente de Morais, 2410, Barro Vermelho, em Natal, para realizar a doação.

Mais informações pelo 3232-6871 ou 8839-8518 (Tenente Couceiro) ou com o soldado Daniel (9481-6548 / 8803-6715)

Para doações em dinheiro:

ARQUIDIOCESE S.O.S. RIO
Banco do Brasil
Agência 3612-9
Conta Corrente: 10.2011-0

Campanha “SOS Sudeste” (CNBB e Cáritas Brasileira)
Caixa Econômica Federal (CEF)
Agência 1041 – OP. 003
Conta Corrente 1490-8
ou
Banco do Brasil
Agência 3475-4
Conta Corrente 32.000-5.

Luiz Teixeira

IMAGEM É TUDO !

O menino Bruno Rodrigues Bento, de 11 anos, é voluntário no abrigo e tem a função de dar carinho aos cachorros que perderam os donos na enchente.

Grupo de voluntários cria abrigo para cães e gatos abandonados na tragédia no RJ

VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO - Folha de São Paulo


A placa na rua Caramuru, no bairro de Meudon, periferia de Teresópolis (região serrana do Rio), dá a direção para o abrigo, mas o latido e o uivo da matilha são o sinal de que naquele galpão o alojamento é outro. 

Comovidos com o abandono de cães e gatos, 40 voluntários de cidades vizinhas e do Rio se reuniram para resgatar animais cujos donos morreram na chuva ou estão instalados em abrigos, onde os bichos não podem entrar.  


Sobre os grandes ideais.

O meu coração vai ao encontro daquele coração que neste momento se sente abandonado, sozinho, sem esperança, sem vida. A minha palavra segue na direção daquele coração que sofre.

Junto-me àqueles que sentem uma dor do passado. A dor de uma perda. A dor de uma rejeição. A dor de um fracasso. A dor de uma injustiça. A dor de uma ausência.

Coloco todo o meu amor em cada palavra, pois o amor tem o poder de curar. Lembro-me com saudade da infância, quando a gente, brincando, caía e se machucava. Todos tínhamos a mesma reação: voltar correndo na direção da mãe. E quantas vezes a mamãe dizia: “Vem cá, vou dar um beijinho e vai sarar. Pronto, já passou. Pode voltar a brincar”.

Até hoje eu me pergunto sobre o poder que havia naquelas palavras. Como num passe de mágica a dor ia embora e a gente voltava a brincar alegremente.

Passei a acreditar que a palavra nascida de um coração que ama pode ser o bálsamo que acalma e alivia a dor. Com a mesma ternura que eu ouvia aquelas palavras na infância, hoje quero lhe dizer: “Pronto, já passou. Volte à vida”.

Talvez você tenha perdido muito tempo com lamentações, tido muitas noites maldormidas atormentado pelas suas preocupações e amedrontado pelos seus fantasmas interiores.

Hoje é o dia de voltar à vida. Despedir-se de tantas culpas do passado. Todo mundo erra, e quem não errou que atire a primeira pedra, como já disse Jesus. Comece a dar o primeiro passo: perdoe a si mesmo. Não importa o tamanho da sua culpa, dos seus erros, há um amor maior que tudo, capaz de invadir seu coração e devolver-lhe a vida. Dar o perdão a si mesmo é se dar o direito de sorrir novamente. E é preciso paz interior para poder sorrir de verdade.

Deixe de lado o pessimismo. Abandone todo pensamento de derrota. Não consuma mais os seus dias com sentimentos mesquinhos. Busque grandes ideais. Inspire-se no poema de dom Helder Câmara: “Gosto de pássaros que se enamoram das estrelas e caem de cansaço em busca delas. Nada de ideais ao alcance das mãos”.

Em outras palavras, nada de coisas fáceis. Busque na vida coisas que valham a pena. Gaste as suas palavras com conversas que edifiquem, com diálogos que construam. Não perca nenhum dia da sua vida com mesquinharias.

Busque fazer o bem a cada momento. Faça com muito amor o que tem de ser feito. Doe o melhor de si aos outros. Não pense pequeno. Não viva fazendo críticas. Não viva julgando os que estão mais próximos de você.

Estenda a sua mão. Faça o seu trabalho com amor e dedicação. Não dê ouvidos às más notícias. Espalhe informações positivas. Fale boas palavras. E jamais, em momento algum, se canse de conjugar, diariamente, em todos os modos e pessoas, o verbo amar. 

Fonte: Trecho retirado do livro “A vida é feita de escolhas”, de Dalcides Biscalquin

GANHADORES DO 1º FESTIVAL DE PRÊMIOS DA PARÓQUIA SANTA MARIA MÃE

1º PRÊMIO: 1 TV de 14 " > Francisca de almeida / Canhoto: 000351

2º PRÊMIO: 1 BICICLETA > Maria Conceição / Canhoto: 000346

3º PRÊMIO: 1 CAFETEIRA > Rana Gabrielle / Canhoto: 000347

4º PRÊMIO: 1 APARELHO DE DVD > Joaquim Barbosa / Canhoto: 002239

5º PRÊMIO: 1 MICRO SISTEM > Robério Cardoso / Canhoto: 003219

6º PRÊMIO: 1 JOGO DE CAMA > "Luzilde Dutra" / Canhoto: 002614

7º PRÊMIO: 1 FAQUEIRO > Antonio Caitano / Canhoto: 003261

8º PRÊMIO: 1 FERRO ELÉTRICO > Juliana Ricardo / Canhoto: 002281

9º PRÊMIO: 1 APARELHO DVD > Jailton Fernandes / Canhoto: 002312

10º PRÊMIO: 1 MICROONDAS > Neto e Neide / Canhoto: 000618

Parabéns a todos os ganhadores e a todos que de uma forma direta ou indreta colaboraram com a realização deste Festival de Prêmios.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O preço de não escutar a natureza

O cataclisma ambiental, social e humano que se abateu sobre as três cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, na segunda semana de janeiro, com centenas de mortos, destruição de regiões inteiras e um incomensurável sofrimento dos que perderam familiares, casas e todos os haveres tem como causa mais imediata as chuvas torrenciais, próprias do verão, a configuração geofísica das montanhas, com pouca capa de solo sobre o qual cresce exuberante floresta subtropical, assentada sobre imensas rochas lisas que por causa da infiltração das águas e o peso da vegetação provocam frequentemente deslizamentos fatais.

Culpam-se pessoas que ocuparam áreas de risco, incriminam-se políticos corruptos que destribuíram terrenos perigosos a pobres, critica-se o poder público que se mostrou leniente e não fez obras de prevenção, por não serem visíveis e não angariarem votos. Nisso tudo há muita verdade. Mas nisso não reside a causa principal desta tragédia avassaladora.

A causa principal deriva do modo como costumamos tratar a natureza. Ela é generosa para conosco pois nos oferece tudo o que precisamos para viver. Mas nós, em contrapartida, a consideramos como um objeto qualquer, entregue ao nosso bel-prazer, sem nenhum sentido de responsabilidade pela sua preservação nem lhe damos alguma retribuição. Ao contrário, tratamo-la com violência, depredamo-la, arrancando tudo o que podemos dela para nosso benefício. E ainda a transformamos numa imensa lixeira de nossos dejetos.

Pior ainda: nós não conhecemos sua natureza e sua história. Somos analfabetos e ignorantes da história que se realizou nos nossos lugares no percurso de milhares e milhares de anos. Não nos preocupamos em conhecer a flora e a fauna, as montanhas, os rios, as paisagens, as pessoas significativas que ai viveram, artistas, poetas, governantes, sábios e construtores.

Somos, em grande parte, ainda devedores do espírito científico moderno que identifica a realidade com seus aspectos meramente materiais e mecanicistas sem incluir nela, a vida, a consciência e a comunhão íntima com as coisas que os poetas, músicos e artistas nos evocam em suas magníficas obras. O universo e a natureza possuem história. Ela está sendo contada pelas estrelas, pela Terra, pelo afloramento e elevação das montanhas, pelos animais, pelas florestas e pelos rios. Nossa tarefa é saber escutar e interpretar as mensagens que eles nos mandam.

Os povos originários sabiam captar cada movimento das nuvens, o sentido dos ventos e sabiam quando vinham ou não trombas d’água. Chico Mendes com quem participei de longas penetrações na floresta amazônica do Acre sabia interpretar cada ruído da selva, ler sinais da passagem de onças nas folhas do chão e, com o ouvido colado ao chão, sabia a direção em que ia a manada de perigosos porcos selvagens. Nós desaprendemos tudo isso. Com o recurso das ciências lemos a história inscrita nas camadas de cada ser. Mas esse conhecimento não entrou nos currículos escolares nem se transformou em cultura geral. Antes, virou técnica para dominar a natureza e acumular.

No caso das cidades serranas: é natural que haja chuvas torrenciais no verão. Sempre podem ocorrer desmoronamentos de encostas. Sabemos que já se instalou o aquecimento global que torna os eventos extremos mais freqüentes e mais densos. Conhecemos os vales profundos e os riachos que correm neles. Mas não escutamos a mensagem que eles nos enviam que é: não construir casas nas encostas; não morar perto do rio e preservar zelosamente a mata ciliar. O rio possui dois leitos: um normal, menor, pelo qual fluem as águas correntes e outro maior que dá vazão às grandes águas das chuvas torrenciais. Nesta parte não se pode construir e morar.

Estamos pagando alto preço pelo nosso descaso e pela dizimação da mata atlântica que equilibrava o regime das chuvas. O que se impõe agora é escutar a natureza e fazer obras preventivas que respeitem o modo de ser de cada encosta, de cada vale e de cada rio.

Só controlamos a natureza na medida em que lhe obedecemos e soubermos escutar suas mensagens e ler seus sinais. Caso contrário teremos que contar com tragédias fatais evitáveis.

Leonardo Boff é filósofo/teólogo

PERIGO: VOCÊ PODE SER SEDUZIDO!






HOMILIA: Pe. FABRICIO




Pe. Fabricio
Foto: Carlos Eduardo


Nesta tarde a graça própria do evento e da própria Palavra é de nos deixarmos ser seduzidos por Ela [Palavra]. Hoje são muitas pessoas seduzidas pelas propagandas, mas hoje Deus nos convida a sermos seduzidos pela Palavra. Resumindo toda uma teologia da Palavra de Deus, a Palavra é a perfeita comunicação do Pai em Jesus, é tudo aquilo que o Pai queria dizer para mim e para você, pois Jesus é a Palavra. A Palavra é uma pessoa, quando o Pai sentiu o desejo de falar comigo e com você houve a encarnação.
 
A liturgia nos seduz mostrando o que faz essa palavra, que é viva, dinâmica, que movimenta, que vai contra toda a acomodação. Não é uma palavra que você lê e é informado, nela você é formado, você é conformado. A palavra de Deus é eficaz, produz frutos, ela é mais cortante que uma espada de dois gumes. Ela Penetra até dividir alma e espírito, articulações e medulas.
 
Deixe ser seduzido pela Palavra que provoca em nós essa revolução, que nos sustenta. Quando sairmos daqui a luta não será fácil, por isso precisamos nos alimentar da Palavra. A liturgia nos diz: “permaneçamos firmes na fé que professamos” (Hebreus 4,14b). Permaneçamos firmes! Não devemos ficar acomodados, mas devemos permanecer, que é um verbo, e verbo indica ação. A palavra nos convida a permanecermos firmes e não ficarmos em casa assistindo um programa atrás do outro. Não podemos ficar atolados em nossa vida.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

RAIVA EM CINZAS

O que é a raiva? A raiva é uma "caixinha de surpresa" que, muitas vezes guardamos no fundo do nosso coração para nós mesmos. Isto é, geralmente, de forma inconsciente, por sermos artificialmente vingativos e guardarmos rancor com facilidade. Aquele que não quiser ser surpreendido por si próprio com a tal "caixinha de surpresa" que procure eliminar de uma vez por todas a raiva que lhe aflige a vida, a alma. Porque a raiva que às vezes possuímos, nem sempre sabemos o que nela contém em sua essência. Sabemos apenas, para que fim a desejamos utilizar, mas desconhecemos por total os efeitos, os transtornos que ela pode nos causar à nossa própria existência. É a raiva um vírus criado pelo próprio sentimento humano - o laboratório do mal - o qual tenta corromper, a qualquer preço, a qualidade inata de sermos bons. Tal vírus, que corrói, que trucida, que mutila os sentidos do ser...

Se a raiva, um dia, chegar a sua vida - a pior das raivas. E ela quiser se apossar do seu coração e quiser fazer morada, não a deixe, a expulse abruptamente e jamais deixe que isso aconteça. Faça de tudo para se ver livre dela, e se isso vir a acontecer, a elimine por total de seu coração, da sua vida, pois toda e qualquer raiva, por menor que seja, é nociva à alma. É a raiva uma coisa desagradável e qualquer teor dela no coração é maléfico à alma e faz perder o que possuímos de mais belo e harmonioso em nossa vida - os nossos sentidos. Pois são estes que nos faz sentir bem, alegres e saudáveis e que nos faz com que vivamos harmoniosamente felizes.

Transforme a sua raiva em cinzas. Desabafe o seu ódio, o seu rancor e elimine, de uma vez por todas, o vírus que consome o seu coração, a sua alma e os seus sentidos. Para eliminar mesmo a sua raiva escreva tudo que sente do fundo de seu âmago; escreva sobre um papel, um pedaço qualquer de guardanapo, revista, jornal aproveitando o mínimo de espaço existente, mas escreva. Escreva preenchendo todos os espaços do papel e esvazie do seu íntimo toda a sua raiva. Escreva, escreva, escreva até não mais ter o que escrever, o que desabafar. Escrevendo tudo que sentir, mas tudo mesmo, sem deixar sequer vestígio algum e absolutamente nada. Até sentir-se totalmente aliviado, com a alma calma e a consciência tranquila; e a visão, a audição, a respiração, a pele, o olfato a se encontrarem em perfeita harmonia, fazendo assim o eu-profundo gozar da eterna paz que só o amor pode proporcionar. E, quando se sentir profundamente de que não há mais o que desabafar e as lacunas do papel já estiverem por completo preenchidas. Pegue de tudo que escreveu, que desabafou, mas de tudo mesmo, com muito cuidado para não se esquecer, nem de deixar pelo chão esquecido, sequer qualquer pedaço desses escritos e com o auxílio de um fósforo em chamas, se deleite, assistindo prazerosamente, sem rancor, sem ódio a sua raiva transformar-se absolutamente em cinzas e esvair-se numa nuvem de poeira ao vento e, assim, perder-se no infinito do esquecimento.....



 M. C. Garcia (Natal – RN)

22/09/94