sexta-feira, 20 de maio de 2011

VISITA À SANTA RITA DE CÁSSIA


O Grupo Luz do Mundo da Capela São Marcos promove Romaria a Santa Rita de Cássia em Santa Cruz/RN, no próximo domingo (22-05-2011). No próximo domingo estará acontecendo o encerramento da festa da Padroeira de Santa Cruz.

O ônibus sairá da Igreja Matriz da Paróquia Santa Maria Mãe às 6h e tem horário previsto para retornar às 16h. O ônibus dispõe de ar-condicionado, serviço de bordo e sorteiro de brindes proporcionando uma viagem mais agradável.

Mais informações, procurar Claudia Kardinale na Secretária Paroquial nos telefones 3615-2886 ou 8831-5163.

Fonte: Jornal SEMEANDO - Paróquia Santa Maria Mãe

POLÊMICA: O USO DA LINGUA PORTUGUESA


- Pois, ironicamente, esse livro se chama ‘Por uma vida melhor’. Se fosse apenas uma polêmica linguística, tudo bem, mas faz parte do currículo de quase meio milhão de alunos. E é abonado pelo Ministério da Educação. Na moda do politicamente correto, defende o endosso ao falar errado para evitar o preconceito linguístico.  Aboliu-se o mérito e agora se aprova a frase errada para não constranger.
(Alexandre Garcia - jornalista) 

A isso o professor Sérgio Nogueira apareceu como convidado. Mas antes, de modo espontâneo, o apresentador lhe levantou a bola:

- Isso (esse livro) é o início do fim da gramática?

Ao que pontificou o mestre:

- O fim da gramática já vem sendo feito há um bom tempo por essa nova linha do ensino, na chamada linguística moderna, em que o certo e o errado é abandonado… vocês pagariam pra uma escola em que seu filho vai continuar falando a língua que ele não precisa, que pode aprender sozinho?

Ao que aterrorizou melhor o apresentador:

- A língua é um traço de união nacional. Ela estaria ameaçada?

No que concordou o brilhante professor:

- Neste caso, sim, porque é diferente você respeitar as variantes regionais, as variantes sociais,e não conhecer uma língua geral, uma língua padrão. Por sinal, é nosso trabalho constante na Rede Globo, que é conseguir essa linguagem, como no caso do Bom Dia, que atinge o Sul e o Norte, Leste e Oeste. Hoje o gaúcho da fronteira se comunica com o sertanejo.

“Graças ao ótimo trabalho de lingüística da Rede Globo”, nem precisou o mestre completar. Que coisa… As letras de um artigo não enrubescem de vergonha. Nem cabe, na medida deste espaço, mostrar o serviço danoso que as telenovelas da Globo têm feito contra a riqueza da fala nacional. Mas cabem 2 ou 3 coisas sobre o livro condenado.

Ele, o maldito que rompe a unidade e pureza da língua, não prestigia o “falar errado”, nem ensina a fala errada. Em um capítulo, em apenas um, o malvado chama a atenção para formas à margem da norma culta. Mas alerta que as falas têm o seu lugar, adequação diferente, em momentos solenes, na escrita ou dentro de casa. Escândalo.

O que deveria ser saudado em um livro que não humilha os falantes mais pobres, porque não os desqualifica, mas antes, como uma ressalva, lembra que “a sua fala não é errada, ela possui um valor. Apenas tomem cuidado, porque em determinadas ocasiões essa variante faz da pessoa alguém menor”, virou uma prova da mais alta incompetência do MEC. É como se não houvesse estudos científicos da língua nas universidades, é como se os frutos dessa pesquisa não pudessem voltar a quem de direito.

Em toda a mídia, falaram entre naftalinas ou com o mais simples cheiro de mofo. Contra o livro se levantou uma guerra, um embate político e ideológico que faz a gente lembrar a difamação sofrida por Darwin, com um rabo até hoje porque teria dito que o homem descende do macaco. Ou como lhe perguntou um conservador no século XIX: “o senhor vem de um símio por parte de pai ou de mãe?”. Ou como afirmam os conservadores destes dias: “Aboliu-se o mérito e agora aprova-se a frase errada. Livro aprovado pelo MEC é uma inversão de valores”. Pois o governo agora ensina que nós vai tá bão.

No entanto, a palmatória que se levanta nem precisava ir tão longe: na própria imprensa se cometem todos os dias autênticas aberrações na ortografia, na sintaxe e no sentido das palavras. Há um novo léxico de novo-rico. Os apresentadores de telejornais falam récorde, em lugar de recorde, e nessa pronúncia nem são ingleses nem brasileiros. Os nomes franceses procuram ser pronunciados à francesa, e a comédia resultante disso é constrangedora. Não faz muito, criou-se um deus nos acuda porque Dilma virou presidentA. Não, ensinaram os doutos que não leem dicionários, ela é presidentE. (Muito contra a nossa vontade, queriam dizer.)

Por que nunca levantaram a voz contra Manuel Bandeira?

“A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil”

Por que não impediram jamais a divulgação de versos tão sacrílegos? Ah, Manuel Bandeira dominava a língua culta. Quem domina, pode. Quem não domina, se pode, para não falar rima menos pura.

por Urariano Mota - escritor

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A HEROÍNA, PROFESSORA AMANDA GURGEL

O BLOG GLM aumenta o coro e reverencia a potiguar Amanda Gurgel, professora, mulher de coragem e fibra que, de maneira inteligente e profética, denunciou o descaso com a educação em nosso estado e país. Ela hoje foi alvo de matéria na grande imprensa nacional e seu desabafo no youtube já foi visto por milhares de internautas.

Cidadãos e profissionais com a Professora Amanda Gurgel, nos enchem de esperança de um país melhor !


A professora do Rio Grande do Norte Amanda Gurgel virou heroína. Em audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado, ela criticou a situação de penúria da Educação, sobretudo, o salário aviltante dos nossos professores.  Interessante é ver a cara dos nossos deputados ! Só faltou a Governadora...



Entrevista da Professora Amanda Gurgel realizada hoje (19/09/2011)





CANTAR E REZAR !

IMAGEM É TUDO !

O anjo, digo, catequista Flávio

INFLAÇÃO

Quem assiste os telejornais, além das notícias de sempre sobre violência, políticos corruptos, futebol..., se surprende com a avalanche de reportagens sobre a inflação. Preocupação salutar, pois inflação é uma doença do capital que deve ser controlada pelas autoridades e pelo povo. Uma geração inteira, principalmente de jovens, não sabem o que é inflação, tampouco, têm noção do que é viver numa economia de 30% ao mês de inflação, por exemplo, como tínhamos no final da década de oitenta, início dos anos noventa.

Postamos abaixo, para os desavisados, o que significa inflação. Leiam a vontade e consumam com muita moderação para o bem do planeta e de nossa economia


 
 


A inflação é o aumento persistente e generalizado no valor dos preços onde esse aumento é contínuo. Quando a inflação chega a zero dizemos que houve uma estabilidade nos preços.


A inflação pode ser dividida em:

Inflação de Demanda
É quando há excesso de demanda agregada em relação à produção disponível. As chances da inflação da demanda acontecer aumenta quando a economia produz próximo do emprego de recursos.
Para a inflação de demanda ser combatida, é necessário que a política econômica se baseie em instrumentos que provoquem a redução da procura agregada.

Inflação de Custos
É associada à inflação de oferta. O nível da demanda permanece e os custos aumentam. Com o aumento dos custos ocorre uma retração da produção fazendo com que os preços de mercado também sofram aumento. As causas mais comuns da inflação de custos são: os aumentos salariais faz com que o custo unitário de um bem ou serviço aumente, o aumento do custo de matéria-prima que provoca um super aumento nos custos da produção fazendo com que o custo final do bem ou serviço aumente e por fim, a estrutura de mercado que algumas empresas aumentam seus lucros acima da elevação dos custos de produção.

Indices de Inflação
A inflação possui vários índices entre eles o IGP (Índice Geral de Preços), IPA (Índice de Preços no Atacado), INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), INCC (Índice Nacional do Custo da Construção), CUB (Custo Unitário Básico).

Fonte: Economia Brasil Escola

"Nem oito, nem oitenta"

 

No ano de 2008 o Brasil vivia, pelo menos era o que mais se ouvia na mídia, o fantasma da inflação. Chegamos em 2011! Nova presidenta; escândalos, violência, aumento de juros e mais uma vez o medo da inflação. Peço licença aos meus leitores para revisitar o que escrevi há três anos sobre o tema... Como tudo passa rápido. Obrigado Senhor pelo dom da vida !




Quase tudo que ouço e leio nestas últimas semanas, com exceção da barbárie do Rio, tema para outra conversa, se remetem a um assunto: INFLAÇÃO. Não que eu queira discorrer sobre este assunto, até porque não sou capaz de tanto, deixo isso pra Marcelo Canário, Maninho, minha amiga Thelminha e, quem sabe, Daniel, matemático e especialista em orçamento. O que este tema me faz lembrar é o passado. Não que eu seja assim tão velho, mas sou da geração que conviveu com muitos problemas e a inflação era um dos piores dele.

As vezes me deparo com pessoas que dizem: "Este mundo está cada vez pior!". "O mundo está perdido". "Quanta violência!" "Antes a saúde era melhor! E a educação? "Os filhos respeitavam os pais!”. Tudo isto me deixa aflito, porque parece que não temos memória ou não sabemos nada de história.

Não penso assim. Acho que o mundo está difícil de se viver, tem seus problemas, a nossa geração tem os seus desafios, mas quanto coisa hoje está melhor. Quando ouço de meus pais que eles não tiveram a oportunidade de estudar; quando ouço que pessoas morriam, pois não tinham médico e hospital para atendê-los; que não havia saúde pública, aposentadoria, seguro desemprego. Escola para todos? E a situação das mulheres? Filho de governadora, políticos, padres e juízes presos! Nunca nesta vida.

Espera lá ! Não me critiquem dizendo que estou afirmando que tudo está a mil maravilhas... Pelo contrário, a nossa sociedade, nós cristãos temos muitos desafios que nos reclamam ações, que nos motivam a agir e transformar. A educação e a saúde pública ainda têm que melhorar muito! Quantos filhos de Deus excluídos e o planeta sendo destruído. No entanto, viver o pessimismo mórbido de que tudo está pior não nos faz bem, pois nos leva a uma depressão coletiva que nos faz, ai sim, se fechar para este mundo e nada fazer para melhorá-lo.

Muitas coisas estão piores, mas outras melhoraram e muito. Faça este exercício: Pense como era a sua vida, a sociedade e o seu país há dez anos atrás. Acho que a maioria constatará que, "no frigir dos ovos" as coisas melhoraram.

As coisas melhoram porque Deus permite e a obra nasce. Que nestes tempos de inflação saibamos agradecer a Deus por tudo de bom que a vida nos proporciona e que continuemos trabalhando para ter  o direito de ser feliz, fazer pessoas felizes e também sofrer.


Luiz Teixeira

QUANTA VIOLÊNCIA! PORQUE?

Notícias chocantes sobre atos violentos multiplicaram-se nas últimas semanas: é filho que degola os pais, jovem que chega ao bar, ferindo e matando porque alguém mexeu com a namorada, mulher que mata a filhinha do amante, motorista que lança o carro sobre ciclistas em passeata pela rua; são adolescentes que matam a coleguinha rival no primeiro amor... E os casos poderiam continuar, é só seguir os noticiários de cada dia.

Não se trata da violência da guerra, de grupos de extermínio ou do crime organizado: é violência comum, da vida privada, por motivos fúteis. E nem é porque há muita arma de fogo na mão do povo: um veículo, uma faca de cozinha e até um cadarço podem virar armas letais, quando a vontade é assassina! A ação das autoridades de segurança e os rigores da lei não assustam nem impedem os crimes; muita tensão nas relações sociais e motivos banais levam a perder a cabeça, a fazer justiça com as próprias mãos e a cometer as maiores violências contra o próximo. E corremos todos o risco de habituar-nos com notícias e imagens brutais, com a mesma indiferença sonolenta com que assistimos a cenas de um filme. A realidade funde-se com a ficção e mal caímos na conta de que, nesses casos, a morte e a dor são reais. Como explicar tanta violência no convívio social?
 
Deixemos aos estudiosos do comportamento humano a análise do fenômeno; desejo refletir sobre algo que me parece estar na base desses fenômenos. Os fatos denotam uma radical desconsideração pela dignidade da pessoa humana, pelos seus mais elementares direitos e pelos valores éticos que devem orientar as decisões na vida. O violento, ferindo ou matando uma pessoa, também legitima a violência, de modo implícito, também contra a si próprio, pois ela pode voltar-se contra o autor dessa ação. E, se isso não lhe importa, significa que ele não tem consideração pela sua dignidade pessoal nem amor pela própria vida. Ou tem a presunção de levar sempre a melhor, e aí estaríamos diante do estágio mais primitivo do desenvolvimento humano, em plena lei da selva. A violência é dos brutos e denota uma lamentável inconsciência diante da dignidade da pessoa, dos seus direitos fundamentais; é ausência de sensibilidade, ou desprezo pelos valores básicos da conduta.
 
Alguém logo apontará para a urgência de um rigor maior da lei e para a ação mais eficaz das autoridades que a representam e aplicam. Todos esperam, certamente, que os responsáveis cumpram seu dever e as leis sejam mais conhecidas e respeitadas; porém, não é por falta de leis que os crimes acontecem. E, se a grande garantia para a inibição do crime fosse a autoridade que representa a lei, estaríamos muito mal e não haveria policiais em número suficiente para vigiar todos os potenciais criminosos. A ausência da autoridade encarregada da aplicação lei não legitima o crime.
 
O alastrar-se da violência está sinalizando para uma desorientação cultural, onde há pouca adesão a referenciais éticos compartilhados, ou mesmo, a falta deles. Valores altamente apreciáveis, como a vida humana, a dignidade da pessoa, o bem comum, a justiça, a liberdade e a honestidade caem por terra quando outros “valores” lhes são sobrepostos, como a vantagem individual a qualquer custo, a satisfação das paixões cegas, como o ódio, a avareza, a luxúria, a vaidade egocêntrica... Princípios éticos tão elementares quanto essenciais, como “não faças aos outros o que não queres que te façam”, ou os da inviolabilidade da vida humana, do respeito pela pessoa, do senso da justiça e da responsabilidade compartilhada perdem cada vez mais seu espaço para algo que se poderia qualificar como “pragmatismo individualista sem princípios”. Se cada um elabora os referenciais para seu agir de acordo com os impulsos das paixões, as conveniências ou ganhos do momento, perdemos os referenciais comuns da conduta no convívio social.
 
Chegamos a isso por muitos fatores, mas alguns me parecem importantes. A conduta reta, ou o seu contrário, depende da educação; virtude e vício têm mestres e currículos próprios. Valores e princípios são ensinados e apreendidos; e a inteligência humana é capaz de reconhecê-los, de distinguir entre o que é bom e o que é mau. Por sua vez, a consciência pessoal e a vontade, quando bem esclarecidas e motivadas, inclinam-se para o bem e rejeitam o mal. A lei exterior, por si, é constritiva, porque vem acompanhada pela ameaça, não muito eficaz, do castigo e da pena. Eficácia maior da lei é garantida pela adesão interna e livre ao valor protegido por ela. É a lei moral inscrita no coração, da qual fala o filósofo Emanuel Kant. E já falava a Bíblia (cf Sl 37,31; Jr 31,33).
 
Creio que aqui há muito para se fazer. Sabemos que, atualmente, os tradicionais agentes de educação, como a família, a escola e as organizações religiosas, estão conseguindo fazer isso de maneira muito limitada e seu papel na educação é até dificultado, quando se dedicam a fazê-lo. Por outro lado, há uma progressiva desconstrução dos referenciais éticos da conduta pessoal e coletiva. E contribuem para a erosão dos valores e para a desorientação da ética no convívio social a exaltação dos “heróis bandidos” e do “valentão-mau-caráter”; a espetacularização da violência, o mau exemplo que vem do alto, a impunidade, que leva a crer que o crime compensa; e também a exploração econômica da corrupção dos costumes e a capitulação do poder constituído diante do crime organizado, que ganha muito dinheiro com o comércio letal da droga. O alastrar-se da violência gratuita é uma consequência natural.
 
 
Card. Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo – SP
Fonte: CNBB - Artigo publicado em O ESTADO DE SÃO PAULO, Ed. de 12.03.2011