quinta-feira, 14 de julho de 2011

Catequese oferece curso de iniciação

Boa oportunidade para os coordenadores da catequese de nossa capela ! Vamos participar ! A comunidade agradece.

 
O Setor Catequese, da Arquidiocese de Natal, realizará o terceiro Módulo do Curso sobre Processo de Iniciação Cristã, dia 23, das 8 às 16 horas, no Centro Pastoral Dom Nivaldo Monte. O módulo é destinado aos coordenadores da Catequese de Eucaristia, de Crisma e de Batismo. O curso terá a assessoria da Irmã Lúcia Imaculada, da Congregação Nossa Senhora de Belém, do Rio de Janeiro.

Segundo o assistente eclesiástico da coordenação, Diác. Edmar de Araújo Conrado, a paróquia deve inscrever o coordenador de cada setor catequético. Haverá cobrança de uma taxa de R$ 5,00 por pessoa, destinada às despesas com material. O coordenador deverá arcar com as despesas do almoço.



Mãe terra mutilada



São muitos os mutilados que perambulam pela face da terra. E o são cada vez em maior número e nas mais variadas dimensões. Solitários, órfãos, perdidos – de um lado para outro em busca de migalhas de trabalho e pão. Mutilados no corpo, na mente e na alma; mutilados na integridade familiar, cultural ou cidadã; mutilados nos direitos elementares, na participação política ou na dignidade humana. Mutilados desde a infância, adolescência ou juventude, em plena força de sua vida adulta ou no outono ressequido da existência. Em grande parte dos casos, impossibilitados de arcar com o ônus da própria sobrevivência, menos ainda da família.

Não são santos nem inocentes, apenas vítimas indefesas das turbulências abruptas e imprevisíveis da história. Banidos de um modelo político e econômico que, a um só tempo, concentra e marginaliza, agrega e segrega. Um sistema baseado na velocidade e voracidade da produção, mercantilização e consumo. E que cria uma porção de filhos robustos e saudáveis ao lado de uma imensidão de excluídos, o luxo de mãos dadas com o lixo, a abundância e o desperdício coexistindo com a miséria e a fome. Ou então filhos "incluídos perversamente” (JS Martins) no ritmo enlouquecido da técnica e do progresso, onde o crescimento tem o primado sobre a distribuição da renda e da riqueza. O motor do lucro e da acumulação de capital faz "crescer o bolo sem dividi-lo” e, ao mesmo tempo, dissemina em sua massa o fermento nocivo de numerosas enfermidades. A panacéia de um PIB (Produto Interno Bruto) sempre em ascendência, ainda que seja em milésimos ou centésimos, ignora a necessidade da partilha para um corpo social saudável. "O desenvolvimento é o novo nome da paz”, dizia o Papa Paulo VI, ainda em 1967, na Populorum Progressio, ciente de que não basta inchar o busto de uns poucos, deixando o restante do organismo inflamado de bactérias e enfermiço de chagas incuráveis. Daí a mutilada multidão dos sem: sem terra nem teto, sem escola nem saúde, sem trabalho nem lazer... Não raro mutilados em seus próprios sonhos e esperanças. Abatidos e curvados pelo peso de um passado marcado pela pobreza e de um futuro nublado pela incerteza.

O modelo neoliberal vigente, entretanto, mutila também a própria terra, a fonte primordial da vida em todas as suas formas, o berço da biodiversidade. Retira de nosso planeta a função milenar de perpetuar o ciclo da vida, através da idéia de "na natureza nada se perde e nada se cria, tudo se transforma” (Lavoisier). A ganância de produzir, vender e consumir, a médio e longo prazo, priva a mãe terra de seu direito mais genuíno: gerar e nutrir seus numerosos filhos. Em lugar do carinho, da amamentação e do cuidado, ela se vê forçada a abandoná-los e eliminá-los, através da poluição do ar e das águas, da devastação e desertificação do solo, do aquecimento global e do desequilíbrio dos vários ecossistemas. Sofre a mãe e sofrem os filhos, especialmente os mais vulneráveis e fragilizadops. A primeira pelo leite contaminado, pois a água é o sangue/seiva/leite deste gigantesco organismo planetário; ou outros, por se alimentarem de uma matriz progressivamente doentia e estéril.

Pe. Alfredo J. Gonçalves
Assessor das Pastorais Sociais.

PARABÉNS AMERICANOS !

Hoje o América F.C aniversaria, completa 96 anos de uma história de sucesso.  O América de Natal !

O clube norte-riograndense melhor rankeado em nível nacional. O clube potiguar de maior projeção.  O clube campeão do nordeste. O único clube potiguar a participar de um torneio internacional do calendário oficial da FIFA. O melhor dos "Américas". O clube que por duas vezes esteve na elite do futebol penta campeão mundial. O alvirubro que orgulha a terra dos potiguares !

Parabéns América ! O nosso estado agradece aos céus por sua existência !




O mecão sempre fazendo história !



terça-feira, 12 de julho de 2011

Meu filho, você não merece nada

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade. 

Eliane Brum - Jornalista, escritora e documentarista.


DROGAS !

Na segunda-feira (11/07/2011) não se falava outra coisa na tevê ou na internet: O programa do Faustão que entrevistou o ex-jogador e comentarista de futebol,  Valter Casagrande Júnior e sua luta contra as drogas. Vale a pena assistir e ver o quanto a droga é deletéria na vida de uma pessoa.

Na entrevista se constata a alegria de ver que alguém pode, com ajuda de famíliares e amigos, combater com sucesso a dependência das drogas. O triste é saber também que aquela ajuda não prescindi de apoio médica, hospitalar e de suporte psicológico e psiquiátrico adequados para a libertação da dependência. Ele, jogador famoso, rico, funcionário de uma grande empresa , teve todo o suporte e ajuda necessária. E os filhos pobres deste país viciado em drogas (maconha, crack, cocaina etc.) ? Como ficam? Não se libertam ! Só um milagre!  E o que fazemos para mudar esta realidade?

No vídeo abaixo, o depoimento emocionado de um dos filhos de Casagrande.  Uma vítima deste câncer da sociedade que destrói a vida de um filho de Deus e de sua família.



A entrevista na íntegra, clique aqui


TEMPOS BONS DE QUANTO TÍNHAMOS TEMPO...

Desde o primeiro momento de nosso planejamento para esta quaresma, um sentimento sempre foi muito presente e tocou o nosso coração. Em uma CF que aborda como tema a Segurança Pública e a consequente violência que assola as nossas famílias e comunidade, não poderíamos deixar de falar sobre as DROGAS.

Graças a Deus e a nossa perseverança e fé, tudo deu certo e conseguimos trazer para nossa comunidade o Professor João Maria Mendonça de Moura, Presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes (CONEN) para falar sobre o tema DROGAS E SUA PREVENÇÃO, que fora realizado no último sábado (21/03/09). Foi uma noite muito feliz com a participação de mais de oitenta pessoas da comunidade que nos prestigiaram e sairam um pouco mais conscientes da problemática das drogas. Aprenderam também que a solução deste "câncer" só será possível com prevenção e conscientização das famílias.

Parabéns ao Grupo Luz do Mundo !!


Professor João Maria Mendonça de Moura, Presidente do (CONEN)


AA comemora atuação no Estado


A Área de Alcoólicos Anônimos do Rio Grande do Norte - AA - comemora 36 anos de atuação no Estado, neste mês. Para marcar a data, promoverá uma palestra interativa com a presidente Nacional da Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil, Dra. Sandra Lúcia de Oliveira Rodrigues, dia 27 deste mês, ás 9 horas, no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede, da UFRN. O tema será “Alcoólicos Anônimos colaborando com os profissionais no tratamento do alcoolismo”. Após a palestra, os participantes poderão interagir, com perguntas e colocações.

Informações, fone 3221-2777 e pelo e-mail: aarn@aarn.org.br.

Christiane F. e eu


Eu tinha 12 anos. Alguém foi expulso da escola por fumar maconha. Maconha? Na minha casa essa palavra nunca tinha sido pronunciada. Mas o esclarecimento veio logo depois: minha professora de moral e cívica nos alertou sobre um caso de um garoto que fumou a tal coisa e engoliu um papagaio. Sim, isso mesmo, fumou maconha e engoliu um papagaio vivo. Essa imagem me apavorou. A vida toda tive medo de me meter com aquilo e engolir algum penoso. Mais tarde, li e reli a história de Christiane F., menina alemã que chafurdou nas drogas, fumou o baseado que o diabo enrolou, viciou-se em heroína e aos 13 anos se prostituía na estação Zoo em Berlim. Não satisfeita, assisti ao filme homônimo e fiquei ainda mais apavorada e com medo de acontecer o mesmo comigo, sem o glamour de Berlim, Niterói nem tem metrô. Nunca mais soube de minha amiga Christiane até o Google me contar que ela, ao contrário de sua companheira de loucura que morreu de overdose aos 14 anos, está viva, parou e voltou a se drogar uma dezena de vezes; ela, que na adolescência usou água da privada para dar mais um pico, milagrosamente, mantém seus lindos olhos azuis. Minha experiência com drogas é quase nula, não gosto da onda e minha grande aventura foi quando, totalmente desavisada, tomei um Chocomilk vitaminado com ácido dentro. Meus amigos resolveram fazer essa brincadeirinha comigo chefiados pelo meu namorado na época, que julgava que eu deveria “abrir minha cabeça”. Logo mudou de opinião depois que passei 12 horas falando sem parar e conversando loucuras com transeuntes desconhecidos. Definitivamente não tenho talento para “abrir minha cabeça”, meus porres são patéticos, com duas taças de vinho falo uma dúzia de besteiras, volto para casa e já estou curada.

Dito isso, sinto-me totalmente à vontade para apoiar a liberação das drogas. Não consigo enxergar a diferença entre maconha e cerveja, uísque e cocaína. Tudo isso é um problema imenso para os dependentes químicos e suas famílias. Tem gente que toma uma cervejinha e vai dormir na boa, tem gente que não consegue parar e destrói a vida por causa de uma bebida considerada leve que tem propaganda na televisão. Tem muito pai que enche a cara de vodca e fica desesperado porque o filho está fumando maconha. Não sei qual é a diferença. Visitei os cafés de Amsterdã, onde se pode fumar à vontade, claro que não gostei daquele fumacê, mas nada diferente dos bares do Baixo Gávea.

Pergunto-me qual profissão os traficantes escolheriam, caso acabassem com o tráfico. Dificilmente se tornariam exemplos de pais de família, mas será que não diminuiria a violência, começando pelas crianças seduzidas pela grana rápida do aviãozinho? As comunidades não teriam mais paz? A droga na mão do Estado não tiraria parte do poder dos bandidos? Por acaso as pessoas se drogam menos porque é proibido? Algum doidão tem medo de se arriscar porque pode ser preso? Entendo quem seja contra, é realmente um pouco assustador, mas não seria inteligente discutir um pouco mais sobre isso?

Drogas leves, pesadas, álcool, remédios e tudo que atrapalha a vida por adicção, por fim, é a mesma coisa. Problema de saúde pública. Taí Heleninha Roitman que não me deixa mentir.

Não acredito nas marchas contra a legalização, me parecem apenas uma demonstração de moral e cívica. Será que eles estão com medo da história do papagaio?

Márcia Cabrita - Atriz