sexta-feira, 15 de julho de 2011

REPORTAGEM BRILHANTE DE UMA DESGRAÇA QUE NOS ASSOLA !

 
Marco Carvalho
Repórter

Brincadeiras, sorrisos e sinais. Descontração, piadas e bom-humor. Se não fosse pelas algemas que prendiam Jonatan Cleiton de Carvalho à cadeira da delegacia, ninguém desconfiaria que ele acabara de atirar e ferir gravemente um homem durante um velório na Cidade da Esperança.

O “brinquedo”: uma pistola calibre 380. O jovem viciado em crack detido no final da manhã de ontem é o retrato da banalização do crime na cidade.

Sem se preocupar com as consequências do atos, sem temer represálias, sem se importar com mais nada, Jonatan sorria em cada fala. Detalhava o crime que cometera há pouco e citava o nome dos comparsas e dos inimigos. O olhar nervoso não parava abastecido pelo “barato” da droga. “Vou contar né, já tô preso mesmo” (sic).

Acordou com os primeiros flashes em sua direção. Dormia nos bancos da delegacia de plantão da zona sul quando a reportagem chegou. O primeiro sinal em direção ao fotógrafo foi de “legal”. Ao contrário do que se podia esperar, respondia a tudo de forma calma, tranquila e clara. Repetia, se necessário.

De calça jeans clara, camisa polo branca e em dois tons de verde e chinelos vermelhos, ele contou a motivação para a prática da tentativa de homicídio. “Eu devia R$ 500 a um cara por causa de dívida de crack.

Por causa disso, ele já tinha tentado me matar três vezes durante esta semana e não acertou nenhum tiro. Hoje de manhã, soube que ele tinha ido no velório e chamei um amigo pra ir lá matar ele. Fui a pé mesmo. Acertei três tiros no peito, mas o desgraçado não morreu”.

Para continuar lendo, clique aqui.
 
Fonte: Tribuna do Norte


quinta-feira, 14 de julho de 2011


 "Só existe amigo porque há amiga e só existe amiga porque há amigo, por isso, o meu melhor amigo é minha amiga que me tem como amigo."


Há muito busco encontrar um amigo de verdade, e decorrido mais de quarenta anos de vida desvendo que só consegui encontrar amiga. Verdadeiras amigas. Amigo, porém, sempre me deixaram em dívidas suas ações.

Se amigo já era uma coisa rara, agora, é que parece cada vez impossível. Costumo dizer que na vida o máximo que se pode ter é co-léguas e olha lá!

Orgulho-me de ouvir meu pai dizer que teve (não tem mais) muitos amigos que outrora os escolhia para ser padrinho de seus filhos. Muitos compadres meu pai conquistou. Compadres pobres, compadres ricos, compadres vizinhos, compadres amigos. Quão bela época fora essa que mesmo não tendo vivido sinto admiração e até saudades. Pode!?

Não falo do amigo pai, do amigo irmão, do amigo filho, do amigo próximo. Falo do amigo sem nenhum laço de família. Daquele amigo do acaso que surge faz o bem e de repente desaparece misteriosamente e deixa aquela saudade profunda com uma sensação de que não se consegue discernir se foi sonho ou realidade. Aí, é que é amigo! Não exigi nada em troca.

Acredito no amigo que partiu; no amigo distante que, de quando em vez, se recebe uma carta repleta de surpresa falando da sua saudade e do seu sucesso. Infelizmente, hoje, sequer escreve mais cartas. Hoje, quase tudo se resolve através de um telefonema; escreve-se e-mail; conversa-se pela Internet. Tudo agora é virtual e até mesmo os próprios amigos. Talvez, uma forma concreta para se conquistar um amigo diferentemente daquela outra época.

O amigo próximo é quase sempre um problema ou um solucionador de problema. Afinal, amigo é para isso? Há aquele que passa a vida inteira se lastimando no intento de sensibilizar o amigo para salvar-lhe da desgraça. Há aquele que vive de aparência possuindo o que não pode e quando acha que pode, conta com um grande amigo apenas para dá solução a seus problemas contraídos, geralmente, com irresponsabilidade. Há o amigo desempregado que não se cansa de narrar a sua desgraça como se ele fosse o único a ficar desempregado aos quarenta e cinco anos de idade.

Busco o amigo que diz siga meu exemplo: não contraia dívida apenas pelo afã do ter isso ou aquilo, simplesmente, porque o ditador de regras lhe incutiu na cabeça que possuísse algo além daquilo que não se pode ter, negando-se do que se pode ser com poder. O amigo que diz: ajude o estranho mostrando-lhe o caminho de nunca cair em desgraça. Ensine-o a não contrair dívidas, mostre-lhe viver as coisas reais de que se pode viver sem cartão de créditos, sem cheque especial, sem carro principalmente do ano, sem roupa da moda, sem perfume francês, sem apartamento na zona sul, sem casa na beira da praia, sem ir a shopping center...

O amigo não é o que lhe tira do sufoco, mas o que lhe orienta como sequer entrar nele. O amigo é o que aparece do nada e não pede nada em troca; não é o que está sempre presente sabendo que pode livrá-lo da desgraça é o que age misteriosamente sem que se saiba para não acostumá-lo de estar sempre por perto.

Só existe amigo porque há amiga e só existe amiga porque há amigo, por isso, o meu melhor amigo é minha amiga que me tem como amigo. Acredito que amigo existe apenas nessa condição. Porém não acredito ter amigo, mas que poucos podem dizer que tem amigo, pois minha amizade limita-se às mulheres que revelam geralmente seus segredos para mim e não me pedem nada em troca, ao contrário, me doam até o que já possuo em excesso e me contenho apenas com as suas amizades.


M. C. GARCIA - poeta e filósofo -e-mail: garciamc2001@hotmail.com
 

Catequese oferece curso de iniciação

Boa oportunidade para os coordenadores da catequese de nossa capela ! Vamos participar ! A comunidade agradece.

 
O Setor Catequese, da Arquidiocese de Natal, realizará o terceiro Módulo do Curso sobre Processo de Iniciação Cristã, dia 23, das 8 às 16 horas, no Centro Pastoral Dom Nivaldo Monte. O módulo é destinado aos coordenadores da Catequese de Eucaristia, de Crisma e de Batismo. O curso terá a assessoria da Irmã Lúcia Imaculada, da Congregação Nossa Senhora de Belém, do Rio de Janeiro.

Segundo o assistente eclesiástico da coordenação, Diác. Edmar de Araújo Conrado, a paróquia deve inscrever o coordenador de cada setor catequético. Haverá cobrança de uma taxa de R$ 5,00 por pessoa, destinada às despesas com material. O coordenador deverá arcar com as despesas do almoço.



Mãe terra mutilada



São muitos os mutilados que perambulam pela face da terra. E o são cada vez em maior número e nas mais variadas dimensões. Solitários, órfãos, perdidos – de um lado para outro em busca de migalhas de trabalho e pão. Mutilados no corpo, na mente e na alma; mutilados na integridade familiar, cultural ou cidadã; mutilados nos direitos elementares, na participação política ou na dignidade humana. Mutilados desde a infância, adolescência ou juventude, em plena força de sua vida adulta ou no outono ressequido da existência. Em grande parte dos casos, impossibilitados de arcar com o ônus da própria sobrevivência, menos ainda da família.

Não são santos nem inocentes, apenas vítimas indefesas das turbulências abruptas e imprevisíveis da história. Banidos de um modelo político e econômico que, a um só tempo, concentra e marginaliza, agrega e segrega. Um sistema baseado na velocidade e voracidade da produção, mercantilização e consumo. E que cria uma porção de filhos robustos e saudáveis ao lado de uma imensidão de excluídos, o luxo de mãos dadas com o lixo, a abundância e o desperdício coexistindo com a miséria e a fome. Ou então filhos "incluídos perversamente” (JS Martins) no ritmo enlouquecido da técnica e do progresso, onde o crescimento tem o primado sobre a distribuição da renda e da riqueza. O motor do lucro e da acumulação de capital faz "crescer o bolo sem dividi-lo” e, ao mesmo tempo, dissemina em sua massa o fermento nocivo de numerosas enfermidades. A panacéia de um PIB (Produto Interno Bruto) sempre em ascendência, ainda que seja em milésimos ou centésimos, ignora a necessidade da partilha para um corpo social saudável. "O desenvolvimento é o novo nome da paz”, dizia o Papa Paulo VI, ainda em 1967, na Populorum Progressio, ciente de que não basta inchar o busto de uns poucos, deixando o restante do organismo inflamado de bactérias e enfermiço de chagas incuráveis. Daí a mutilada multidão dos sem: sem terra nem teto, sem escola nem saúde, sem trabalho nem lazer... Não raro mutilados em seus próprios sonhos e esperanças. Abatidos e curvados pelo peso de um passado marcado pela pobreza e de um futuro nublado pela incerteza.

O modelo neoliberal vigente, entretanto, mutila também a própria terra, a fonte primordial da vida em todas as suas formas, o berço da biodiversidade. Retira de nosso planeta a função milenar de perpetuar o ciclo da vida, através da idéia de "na natureza nada se perde e nada se cria, tudo se transforma” (Lavoisier). A ganância de produzir, vender e consumir, a médio e longo prazo, priva a mãe terra de seu direito mais genuíno: gerar e nutrir seus numerosos filhos. Em lugar do carinho, da amamentação e do cuidado, ela se vê forçada a abandoná-los e eliminá-los, através da poluição do ar e das águas, da devastação e desertificação do solo, do aquecimento global e do desequilíbrio dos vários ecossistemas. Sofre a mãe e sofrem os filhos, especialmente os mais vulneráveis e fragilizadops. A primeira pelo leite contaminado, pois a água é o sangue/seiva/leite deste gigantesco organismo planetário; ou outros, por se alimentarem de uma matriz progressivamente doentia e estéril.

Pe. Alfredo J. Gonçalves
Assessor das Pastorais Sociais.

PARABÉNS AMERICANOS !

Hoje o América F.C aniversaria, completa 96 anos de uma história de sucesso.  O América de Natal !

O clube norte-riograndense melhor rankeado em nível nacional. O clube potiguar de maior projeção.  O clube campeão do nordeste. O único clube potiguar a participar de um torneio internacional do calendário oficial da FIFA. O melhor dos "Américas". O clube que por duas vezes esteve na elite do futebol penta campeão mundial. O alvirubro que orgulha a terra dos potiguares !

Parabéns América ! O nosso estado agradece aos céus por sua existência !




O mecão sempre fazendo história !



terça-feira, 12 de julho de 2011

Meu filho, você não merece nada

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade. 

Eliane Brum - Jornalista, escritora e documentarista.


DROGAS !

Na segunda-feira (11/07/2011) não se falava outra coisa na tevê ou na internet: O programa do Faustão que entrevistou o ex-jogador e comentarista de futebol,  Valter Casagrande Júnior e sua luta contra as drogas. Vale a pena assistir e ver o quanto a droga é deletéria na vida de uma pessoa.

Na entrevista se constata a alegria de ver que alguém pode, com ajuda de famíliares e amigos, combater com sucesso a dependência das drogas. O triste é saber também que aquela ajuda não prescindi de apoio médica, hospitalar e de suporte psicológico e psiquiátrico adequados para a libertação da dependência. Ele, jogador famoso, rico, funcionário de uma grande empresa , teve todo o suporte e ajuda necessária. E os filhos pobres deste país viciado em drogas (maconha, crack, cocaina etc.) ? Como ficam? Não se libertam ! Só um milagre!  E o que fazemos para mudar esta realidade?

No vídeo abaixo, o depoimento emocionado de um dos filhos de Casagrande.  Uma vítima deste câncer da sociedade que destrói a vida de um filho de Deus e de sua família.



A entrevista na íntegra, clique aqui


TEMPOS BONS DE QUANTO TÍNHAMOS TEMPO...

Desde o primeiro momento de nosso planejamento para esta quaresma, um sentimento sempre foi muito presente e tocou o nosso coração. Em uma CF que aborda como tema a Segurança Pública e a consequente violência que assola as nossas famílias e comunidade, não poderíamos deixar de falar sobre as DROGAS.

Graças a Deus e a nossa perseverança e fé, tudo deu certo e conseguimos trazer para nossa comunidade o Professor João Maria Mendonça de Moura, Presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes (CONEN) para falar sobre o tema DROGAS E SUA PREVENÇÃO, que fora realizado no último sábado (21/03/09). Foi uma noite muito feliz com a participação de mais de oitenta pessoas da comunidade que nos prestigiaram e sairam um pouco mais conscientes da problemática das drogas. Aprenderam também que a solução deste "câncer" só será possível com prevenção e conscientização das famílias.

Parabéns ao Grupo Luz do Mundo !!


Professor João Maria Mendonça de Moura, Presidente do (CONEN)