quinta-feira, 6 de novembro de 2008

SERÃO REALMENTE OS FINS DOS TEMPOS?

*M. C. Garcia


Sabe-se que o mundo no qual vivemos desde milhões e milhões de anos que as coisas não são as mesmas coisas de sempre. Percebe-se que há um dinamismo extraordinário em tudo que vemos, vivemos ou fazemos. Vejamos o processo dinâmico que é a própria vida. Eu era criança hoje não sou mais. Vejamos o processo dinâmico que é a nossa cidade, o nosso bairro, a nossa rua. Na minha época não havia água encanada nem luz elétrica e rua calçada, nem se pensar. Por exemplo, costumo dizer que nasci em Natal, no bairro de Igapó, porém, há quarenta e sete anos atrás, esse outro lado do Rio, como costumam dizer, pertencia a São Gonçalo do Amarante (percebam que não sou quão senil assim). A nossa querida Zona Norte, para mim, era o meu lugar de aventuras onde ia para mata (capoeira) tirar ubaia, mangaba, guabiraba rasteira ou guabiraba de pau, ingá, maracujá-mochila e outras coisas mais, tudo isso frutos nativos, que talvez, só nessa crônica a(o) gentil leitor(a) esteja tendo a oportunidade de saber que aqui também, um dia, já foi um verdadeiro éden. Éden este em que o meu avô e tantos outros moradores viviam da plantação de roçados onde colhiam feijão, milho, melancia, mandioca, quiabo, maxixe, macaxeira, pipino, para suas sobrevivências. Faziam farinhada e deliciosos beijus, tapiocas e bolo de mandioca. Quem há de imaginar que onde é hoje a CAERN, no Panatis II, já foi o campo de futebol mais famoso deste lado do rio, onde se deram as disputas mais acirradas entre times famosos daquela época como Igapó F. C. e América F. C. Que a fazenda de Sr. Agnaldo é onde hoje se encontram o Hipócrates e a FAL e que onde é hoje o Nordestão era a fazenda de Sr. Nelton Bacurau. O interessante em tudo isso é que os antigos moradores de Igapó e da Redinha ainda costumam dizer que estão indo para Natal, quando vão à feira do Alecrim ou ou à Cidade Alta. Não adiantou a ponte metálica de Igapó ser trocada pela de cimento, nem tampouco, a imponente ponte Newton Navarro ser construída e o povo continuará indo a Natal. Aí sim, para essa gente são realmente os fins dos tempos.

Na realidade, estamos nos fins dos tempos e o século XXI tem nos mostrado isso explicitamente de forma extraordinariamente bela, ainda para iniciar este século vimos no Brasil a aprovação da nossa Constituição quão esperada e foi a maior festa democrática que já vivemos até então; vimos a queda do muro de Berlim, o esfacelamento da União Soviética; vemos a ascensão da China mesclada de um capitalismo-socialista; vimos um operário na Europa ser eleito presidente da sua nação; vimos um Papa quebrar toda a lógica de rei ao sair pelo mundo em nome da paz levando tiro e perdoando o agressor; vimos um país da América do Sul eleger para presidência uma mulher; vimos no Brasil outro operário ser eleito presidente e depois ser reeleito, agora vemos, pela primeira vez, na história da humanidade, o USA eleger um americano que tem parte da família na África para comandar a nação mais rica do mundo, que também já foi o primeiro senador a ser eleito.

E para se consumar os fins dos tempos realmente, o Brasil terá que se tornar uma potência, pois tem condições para isso, diante a grande crise econômica que está a incomodar o império americano nortista, ou seja, em ter que eleger no próximo pleito para a presidência uma mulher e, aqui em Natal, quem sabe, um filósofo para a Câmara Municipal. Assim sendo, estaremos realmente nos fins dos tempos RUINS, dos tempos das TEMPESTADES para vivermos o começo dos tempos BONS, dos tempos da BONANÇA. Os tempos dos arranha-céus, do shopping center, dos espaços de cultura, das bibliotecas, das lan house, do anime, do cosplay, do saneamento básico, do trabalho para todos, da solidariedade entre cristãos e não-cristãos e, acima de tudo, da consciência política aqui, desse outro lado de Natal, a nossa verdadeira NOVA NATAL e não simplesmente Zona Norte com a conotação de município, como alguns ainda insistem para que não aconteça os fins dos tempos...



*M. C. Garcia é poeta e filósofo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

VIVA A DEMOCRACIA !

EU TENHO UM SONHO
Discurso de Martin Luther King (28/08/1963)

Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.

Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.

Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado.

"Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto.

Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos,

De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!"

E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro.

E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire.

Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York.

Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania.

Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado.

Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia.

Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia.

Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee.

Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.

Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade.

E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:

"Livre afinal, livre afinal.

Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal."


Leia um resumo da vida de Martin Luther King

LITURGIA


Uma das mais dúvidas mais comuns refere-se ao que rezar durante a apresentação da hóstia consagrada e do cálice após a narrativa da instituição eucarística.


Quero, em primeiro lugar, esclarecer que não sou dono da Liturgia, essa é um dom preciosismo do Espírito Santo à Igreja de Cristo.


Na oração eucarística toda intervenção espontânea, devocional é inoportuna e proibida. A Igreja é muito ciosa dela. Há algumas intervenções da assembléia que são previstas, em especial, uma das mais importantes é aquela logo após a narrativa da instituição. Nesse caso temos três intervenções com as fórmulas previstas.


Não convêm introduzir na Santa Missa, mormente na oração eucarística, elementos devocionais, mesmo os relacionados à eucaristia. Importa estarmos ouvindo atentamente, com o coração, o memorial, a recordação de todos os benefícios divinos a toda humanidade e a seu Povo Santo. É a história da Salvação, é o Testamento da Aliança que é narrado, e há de ser ouvido com todo cuidado, para que não se perca uma única palavra.


Este não é o momento de se rezar jaculatórias com a assembléia, introduzir devoções pessoais, é Cristo e sua esposa, a Igreja, seu Corpo, que se dirige ao Pai de infinita bondade. No instante da apresentação do Corpo do Senhor e do Cálice com o seu Preciosismo Sangue o que fazer?


Será importante participar, olhando, tudo o que se passa no altar. É o Mistério Pascal que estamos celebrando na força da fé, pela atuação do Espírito Santo sobre as oblatas, somos chamados a fazer a experiência fundante de nossa Vida Cristã: 1- Somos levados, misteriosamente, aos pés da Cruz de nosso Redentor para contemplar o Traspassado, que “elevado da terra”, nos atraiu a Si e, com o coração agradecido, reconhecemos o Infinito Amor do Pai que nos deu seu Filho Único; 2- Somos transportados até o sepulcro vazio e encontrando o Ressuscitado, temos a certeza de que o amor venceu a morte; 3- Celebramos o Mistério Pascal para, imbuídos de sua força, reproduzir em nossa vida, a vida do Senhor, viver na fraternidade, aprender que Missa é Missão e, Eucaristia, Fração do Pão, Comunhão.


Penso ser oportuno apresentar um pequeno texto de Jesús Castellano na sua obra Liturgia e Vida Espiritual: “Contemplar a Eucaristia não é fixar o olhar no pão e no cálice, mas também se deixar maravilhar pela fragilidade dos sinais e pela plenitude da realidade salvífica que contém, ouvindo, concentrados na Eucaristia, todas as palavras da revelação que dão sentido a esse mistério do pão partido e do vinho derramado no cálice, mistério pascal do corpo e sangue gloriosos do Senhor, no qual toda a história da salvação se concentra e se oferece, como toda se concentra e se oferece em Cristo crucificado e ressuscitado que nele próprio torna-se presente.


Mas, diante de tanta beleza celebrada, que fórmula vou rezar? – Na apresentação da Hóstia consagrada nenhuma. A profunda admiração deixa-nos boquiabertos e, o silêncio torna-se adoração. Após a consagração, sim, a Igreja convida a assembléia a se manifestar mediante uma aclamação do Mistério da Fé. Aqui convêm recordar o que foi escrito no Guia Litúrgico – Pastoral, editado pela CNBB: “Ao menos nos domingos e nos dias festivos, cante-se em tom de exaltação a aclamação memorial. Esta aclamação nunca pode ser substituída ou seguida por cantos e expressões devocionais (“Bendito, louvado seja”; “Deus está aqui”; “Eu te adoro, hóstia divina”; “Graças e louvores se dêem a todo momento” etc.).


Dom Paulo Francisco Machado

terça-feira, 4 de novembro de 2008

"Cantada" não pode ser confundida com assédio sexual

O assédio sexual consiste numa negação ao direito fundamental da dignidade humana e boa-fé nas relações de trabalho. Porém, não se pode confundir o assédio com outras figuras, tais como: a cantada, um elogio e assim por diante.

A necessidade em ser feita esta separação é importante para se evitar a inflação da responsabilidade, seja ela civil como penal, já que muitas pessoas utilizam o Poder Judiciário como um instrumento de captação de recursos financeiros. É certo que não é fácil ser feita esta separação. Existem alguns recursos que podem ser utilizados para verificar a existência do assédio sexual, conforme demonstraremos neste breve artigo.

Para que fique caracterizado o assédio deve haver a presença de dois elementos comuns: práticas materialmente repreensíveis e práticas realizadas com o objetivo de obter benefício de natureza sexual.

Os elementos materialmente repreensíveis são os insultos e injúrias com conotação sexual, as palavras humilhantes, as ameaças verbais como: se você não dormir comigo, rua! As sanções disciplinares ou promoções com chantagem: se você dormir comigo será recompensada muito bem em seu salário.

As práticas com objetivo de obter benefícios de natureza sexual devem ser analisadas conforme a vontade do autor. Este deve ter a intenção de provocar ou incitar o desejo sexual da outra. Deve haver uma provocação com finalidade sexual.

Para que exista o assédio deve estar presente um elemento de autoridade, a influência do poder econômico e financeiro do assediador sobre a vítima na relação de trabalho.

A prova do fato não é nada fácil de ser produzida nesta matéria, por isso, ela pode ser buscada através de gravações, e-mails e testemunhas. Além da prova do fato, ainda deverá haver prova do dano físico, do dano psicológico sofrido pela vítima.

A vítima para se defender do assédio deve reagir rapidamente, não se calar, não sofrer, ela deve resistir ao assediador. Assim, ela pode evitar o assediador, ser fria e indiferente, se vestir de forma diferente para passar sem ser percebida, mentir se for necessário sobre sua vida pessoal para desencorajar o assediador e convencê-lo que é melhor ter somente uma relação profissional.

Embora estejamos tratando do assédio nas relações de trabalho é importante ser mencionado que ele não está presente somente nas relações de trabalho mais sempre quando alguém constranger outrem com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função. Exemplos? Relações entre professores e alunos, entre médicos e paciente, etc., onde estejam presentes as condições que caracterizam o assédio sexual.

Para finalizar, deve-se ter cuidado na apreciação do assédio moral para que ele não dependa do “gosto”, da apreciação individual e da visão sexual de cada indivíduo, ele deve ser visto de forma objetiva, os fatos devem ser identificados precisamente e daí provados, principalmente sob o ponto de vista penal, pois, se não ficar provado o assédio sexual, a suposta vítima poderá sofrer uma ação de indenização por danos morais por denunciação caluniosa.


por Robson Zanetti

Revista Consultor Jurídico.

CHARGES


Ique, para o JB.

COMO SE ELEGE UM PRESIDENTE NOS EUA ?

Em toda roda de conversa que se fala de eleições americanas uma coisa é unânime: pense em algo complicado são essas eleições na América do Norte. Eleição para escolha dos candidatos; votação dos delegados, colégios eleitorais etc.

Quem tiver coragem e vontade de aprender um pouco sobre as eleições americanas, vale a pena conferir alguns trechos de uma reportagem da "Folha de São Paulo" que detalha sobre como funciona o processo eleitoral americano:

O dia 4 de novembro será o momento principal da eleição presidencial nos EUA, mas não será o último passo. O presidente americano de 2009 a 2012 só será definido no dia 15 de dezembro, com a votação do chamado Colégio Eleitoral, e o anúncio oficial virá mais tarde ainda, em 6 de janeiro de 2009.

Quando terminar a votação no dia 4, o que será conhecido é qual dos candidatos neste pleito –o democrata Barack Obama, 47, e o republicano John McCain, 72– terá conquistado a maior parte dos eleitores, em cada Estado. Esse resultado deverá nortear os votos de representantes da população no chamado Colégio Eleitoral.

No Colégio Eleitoral, cada uma das 51 unidades federativas do país possui um número de cadeiras. O total de representantes chega a 538. São eles que realmente escolherão o próximo presidente.

Para ser eleito, o candidato à Presidência precisará de 270 votos dentro do colégio. Cada representante é livre para votar em qualquer candidato porém, na prática, o que ocorre é que os representantes votam no candidato apontado pelo voto popular. Essa, inclusive, é a orientação dada a eles, em 48 Estados. São exceções apenas Maine (na região conhecida como Nova Inglaterra, no nordeste do país) e Nebraska (centro-norte).

Se houver empate no Colégio Eleitoral, a Câmara é que escolhe, por meio de uma votação por cédulas, o presidente. Nesse caso, cada Estado tem direito a apenas um voto, e existe um quorum mínimo necessário –um ou mais representantes de no mínimo dois terços dos Estados americanos. Se ainda assim não houver definição, a decisão vai para o Senado.

O vice-presidente será quem receber mais votos no Colégio Eleitoral; em caso de empate, o Senado é quem escolhe, em uma votação por cédulas, o vice.

O número de representantes a que cada unidade federativa tem direito, no Colégio Eleitoral, é igual ao número total de senadores e deputados que ela tem no Congresso. O número de deputados é estabelecido de forma proporcional à população local. No caso do Senado, cada Estado elege dois senadores.

O Estado da Califórnia –o mais populoso do país–, por exemplo, tem 36.457.549 habitantes, segundo dados do censo de 2006 realizado pelo U.S. Census Bureau (Escritório do Censo dos EUA); com isso, o Estado conta com 53 deputados na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) e dois senadores, em Washington. O total de eleitores que a Califórnia vai enviar ao colégio eleitoral, portanto, será 55.

Para o Distrito de Columbia, onde fica a capital, Washington, há uma representante na Câmara (Eleanor Holmes Norton) e dois senadores (Michael Brown e Paul Strauss), mas que não tem plenos direitos de voto. Mesmo assim, o distrito pode enviar três eleitores ao Colégio Eleitoral.

A forma de escolha do presidente é estabelecida na cláusula 3ª, seção 1 do artigo II da Constituição americana (o texto original recebeu a 12ª emenda, ratificada em 1804):

“Os eleitores irão se encontrar em seus respectivos Estados e votar, através de cédulas, para presidente e vice-presidente (…) Eles indicarão em suas cédulas a pessoa que será votada para presidente e, em uma cédula separada, quem será votado para vice-presidente (…) Eles farão listas distintas de todas as pessoas votadas para presidente e de todas as pessoas votadas para vice-presidente e do número de votos para cada uma, listas que serão assinadas e certificadas e transmitidas seladas (…) O presidente do Senado deverá, na presença do Senado e da Casa dos Representantes, abrir os certificados e os votos serão então contados. A pessoa com o maior número de votos para presidente deverá ser presidente, se tal número for a maioria do número total de votos de eleitores indicados.”

A Constituição americana também determina que nenhum senador ou deputado, nem pessoas detentoras de cargos de confiança no país, podem ser escolhidos como eleitores.


O NOSSO TEMPO

Uma das coisas mais chatas que ouço ou leio nos últimos anos é essa obsessão da mídia, da imprensa, das pessoas de modo geral por números, estatísticas etc. Quem nunca ouviu coisas do tipo: “O Brasil é o primeiro penta campeão do mundo”; “Fulano marcou o centésimo primeiro gol no campeonato potiguar”; “A mulher fruta é a primeira a colocar 2,5l de silicone nos seios”; “‘Sicrano é o primeiro homem na terra a comer quinhentas bananas em trinta minutos”; “O tal piloto é o mais jovem a perder um campeonato mundial”. Parem ! Por favor !

Ainda falta aquela frase de efeito: “Eu quero entrar para a história!” Frase dita pela americana fútil que é campeã em cirurgias plásticas. Não sei se é minha ojeriza por números a me influenciar nestas minhas considerações, mas não agüento mais tanta bobagem a ser alardeada como importante por trás dos números que seduzem.

No entanto, uma destas estatísticas nesta semana muito me chamaram atenção e dizem respeito à eleição que se avizinha nos Estados Unidos da America, pois O PRIMEIRO NEGRO DA HISTÓRIA PODE ASSUMIR A CASA BRANCA!

Chega a ser chata também, tamanha a cobertura nos telejornais , revistas etc., mas entendo que o momento é verdadeiramente histórico e único. Sempre tive uma antipatia ideológica contra os estadunidenses (confundindo povo com governo), povo este que me deixava enfurecido por serem tratados como americanos. Americanos! Todos somos americanos ou também não estamos no continente americano? Na minha andança pelo continente europeu, me causava inveja as pessoas se referirem aos Estados Unidos como “América”.

E quando estudávamos e descobríamos que os “Americanos” são os responsáveis pela exploração dos países pobres, principalmente os sul-americanos, patrocinaram a guerra do Vietnam, o apoio as ditaduras da America do sul, o embargo a Cuba, apoiaram o golpe e a morte de Allende, destroem o planeta e não querem assinar o tratado de Kioto, a invasão do Iraque, até se apropriarem do título de inventores do avião eles fizeram! Como odeio os americanos do norte! Na realidade fomos ensinados a ver o que há de pior dos “americanos”, de sua política imperialista, mas me questiono: E as coisas boas feitas por esta grande nação e potência mundial?

A verdade é que meu conceito dos americanos vai mudar e muito se hoje o Senador Barak Obama for eleito. Por ser brasileiro da terra de Pelé, o atleta do século, de Machado de Assis, um dos maiores escritores da literatura universal e negro, de Zumbi dos Palmares, de Cartola, do samba e da feijoada, me alegra saber que os americanos, da terra do KU KLUX KLAN, podem eleger o seu PRIMEIRO NEGRO PRESIDENTE.

De longe muito me agrada a figura do candidato democrata, não por ser negro, pois raça não credencia ninguém, mas pela sua história de luta, militância, origem, formação intelectual, carisma e propostas de mudanças significativas na política americana chefiada hoje por BUSH , o verdadeiro ser diabólico que promoveu o aumento do sofrimento, das guerras, da violência no mundo e da atual crise financeira mundial.

“Porque o samba nasceu lá na Bahia e se hoje ele é branco na poesia, ele é negro demais no coração”. A negritude de OBAMA simboliza a ascensão dos mais humildes e excluídos ao topo do poder e isto muito me fascina atualmente na história americana. Algo semelhante eu senti quando o torneiro mecânico e nordestino alcançou o posto mais importante da república. Posso estar sendo ingênuo e infantil, mas deixem-me sonhar, please !

Sim, gostaria de dizer a todos que sou o PRIMEIRO E ÚNICO FILHO HOMEM de Dona Lídia e seu Tião ! Também entrei pra história.


Luiz Teixeira.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

LANCHE DA MADRUGADA !

No sábado à noite estávamos a rezar e trabalhar para que tudo desse certo. E graças a Deus fomos brindados com uma noite de paz, alegria, confraternização e caridade. O nosso evento foi coroado de êxito e aproveitamos para parabenizar a todo Grupo Luz do Mundo em especial a Equipe de Eventos e Ação Social pela organização.

Desculpem a extensão da publicação, mas um acontecimento como aquele não há como não deixar de registrar todos os maravilhosos momentos que só o amor e a doação pode nos proporcionar nesta vida.

Que Deus nos dê fé e saúde para continuarmos a nossa caminhada !

O "briefing" antes da partida

Todos embarcando !!!

Olha o engarrafamento !

Primeira parada.

O primeiro agradecimento !

Calçada na Av. Mor Gouveia

Alecrim. A foto ficaria melhor se Antônio não tivesse atrapalhado (rs rs)

Ainda no Alecrim

Giginha e sua predileção pelos animais (Rodoviária Nova / Cachorrinha grávida)

Ponto final na praia do meio. A alegria do dever cumprido

Foto para ficar pra posteridade. Valeu pessoal !!!