sábado, 28 de março de 2009

EVANGELHO DO DIA

Ano B - Dia: 28/03/2009



Messias ou Profeta? O povo se divide
Jo 7,40-53

Muitas pessoas que ouviram essas palavras afirmavam:
- De fato, este homem é o Profeta!
Outros diziam:
- Ele é o Messias!
E ainda outras pessoas perguntavam:
- Mas será que o Messias virá da Galiléia? As Escrituras Sagradas dizem que o Messias será descendente de Davi e vai nascer em Belém, onde Davi morou.
Então o povo se dividiu por causa dele. Alguns queriam prender Jesus, mas ninguém fez isso.
Os líderes judeus não crêem
Os guardas voltaram para o lugar onde estavam os chefes dos sacerdotes e os fariseus, e eles perguntaram:
- Por que vocês não trouxeram aquele homem?
Eles responderam:
- Nunca ninguém falou como ele!
Então os fariseus disseram aos guardas:
- Será que vocês também foram enganados? Por acaso alguma autoridade ou algum fariseu creu nele? Essa gente que não conhece a Lei está amaldiçoada por Deus.
Mas Nicodemos, que era um deles e que certa ocasião havia falado com Jesus, disse:
- De acordo com a nossa Lei não podemos condenar um homem sem ouvi-lo primeiro e descobrir o que ele fez.
- Por acaso você também é da Galiléia? - perguntaram eles. - Estude as Escrituras Sagradas e verá que da Galiléia nunca surgiu nenhum profeta.
Messias ou Profeta? O povo se divide
Muitas pessoas que ouviram essas palavras afirmavam:
- De fato, este homem é o Profeta!
Outros diziam:
- Ele é o Messias!
E ainda outras pessoas perguntavam:
- Mas será que o Messias virá da Galiléia? As Escrituras Sagradas dizem que o Messias será descendente de Davi e vai nascer em Belém, onde Davi morou.
Então o povo se dividiu por causa dele. Alguns queriam prender Jesus, mas ninguém fez isso.
Os líderes judeus não crêem
Os guardas voltaram para o lugar onde estavam os chefes dos sacerdotes e os fariseus, e eles perguntaram:
- Por que vocês não trouxeram aquele homem?
Eles responderam:
- Nunca ninguém falou como ele!
Então os fariseus disseram aos guardas:
- Será que vocês também foram enganados? Por acaso alguma autoridade ou algum fariseu creu nele? Essa gente que não conhece a Lei está amaldiçoada por Deus.
Mas Nicodemos, que era um deles e que certa ocasião havia falado com Jesus, disse:
- De acordo com a nossa Lei não podemos condenar um homem sem ouvi-lo primeiro e descobrir o que ele fez.
- Por acaso você também é da Galiléia? - perguntaram eles. - Estude as Escrituras Sagradas e verá que da Galiléia nunca surgiu nenhum profeta.

LEITURA ORANTE

Preparo-me para a Leitura Orante rezando:
Vem Santo Espírito, amor do Pai e do Filho.
Toca a minha mente, a minha vontade, o meu coração.
Abre-me à coragem da verdade.
Dá-me a força para deixar-me tocar
e renovar profundamente por Jesus, Palavra do Pai. Amém.

O Pecado da gula

Imagem de Destaque
A virtude oposta à gula é a temperança


Gula é comer além do necessário para se alimentar. Para alguns, o prazer de comer passou a ser um fim em si mesmo; esse é o erro. E se frustram quando a refeição não é “suculenta e variada”.

Escrevendo aos filipenses, São Paulo se refere àqueles cujo “deus é o ventre” (cf. Fil. 3,19), isto é, o alimento. Se a Igreja nos aponta a gula como um vício capital é porque ela gera outros males: preguiça, comodismo, paixões, doenças, etc... Podemos comer e beber com moderação e gosto, mas não podemos fazer da comida um meio só de prazer; isso desvirtua a alimentação.

Um corpo “pesado” debilita o espírito. Santo Agostinho dizia que temia não a impureza da comida, mas a do apetite. Ele escreve uma página sábia sobre isso: “Vós me ensinastes a ingerir os alimentos como se tratasse de remédios”. Santa Catarina de Sena dizia que o “estômago cheio prejudica a mente”. E Santo Ambrósio afirmava que: “Aquele que submete o seu próprio corpo e governa sua alma, sem se deixar submergir pelas paixões, é seu próprio senhor: pode ser chamado rei, porque é capaz de reger a sua própria pessoa”. E o líder pacifista indiano Gandhi afirmava que “a verdadeira felicidade é impossível sem verdadeira saúde, e a verdadeira saúde é impossível sem o rigoroso controle da gula. Todos os demais sentidos estarão, automaticamente, sujeitos ao controle quando a gula estiver sob controle”.

A virtude oposta à gula é a temperança: evitar todos os excessos no comer e no beber. Para destruir as raízes da gula é preciso submeter o corpo à mortificação. E esta haverá de ser sob a ação do Espírito Santo, nosso Santificador. São Paulo ensinou aos Gálatas e aos Romanos que somente o Espírito pode destruir em nós as paixões. “Conduzi-vos pelo Espírito Santo e não satisfareis o desejo da carne” (Gál. 5,16). “Se viverdes segundo a carne, morrereis, mas, se pelo Espírito fizerdes morrer as obras do corpo, vivereis” (Rom. 8,12). A ação poderosa do Espírito Santo, aliada à nossa vontade, vem em auxílio da nossa fraqueza e nos dá a graça de superar os vícios.

Como remédio contra a gula a Igreja propõe também o jejum; não como um valor em si mesmo, mas como um instrumento para dominar a paixão. Mas Santa Catarina de Sena ensina que “a mortificação deve ser feita de acordo com a necessidade e na exata medida das forças pessoais.” Visto que não se pode impor a todos a mesma mortificação como uma norma rígida, já que nem todos são iguais.

Não é possível querer levar uma vida pura sem sacrifício. O corpo foi nos dado para servir e não para gozar; o prazer egoísta passa e deixa gosto de morte; o sacrifício gera a vida. Não foi à toa que Cristo jejuou quarenta dias, no deserto da Judéia, antes de enfrentar as ciladas terríveis do Tentador, que queria afastá-Lo do caminho traçado por Deus para Ele seguir a fim de salvar a humanidade.


Felipe Aquino

sexta-feira, 27 de março de 2009

EVANGELHO DO DIA

Ano B - Dia: 27/03/2009



Queriam prender Jesus
Jo 7,1-2.10.25-30

Depois disso, Jesus começou a andar pela Galiléia; ele não queria andar pela Judéia, pois os líderes judeus dali estavam querendo matá-lo. Aconteceu que a festa dos judeus chamada Festa das Barracas estava perto. Depois que os seus irmãos foram à festa, Jesus também foi, mas fez isso em segredo e não publicamente. Algumas pessoas que moravam em Jerusalém perguntavam:
- Não é este o homem que estão querendo matar? Vejam! Ele está falando em público, e ninguém diz nada contra ele! Será que as autoridades sabem mesmo que ele é o Messias? No entanto, quando o Messias vier, ninguém saberá de onde ele é; e nós sabemos de onde este homem vem.
Quando estava ensinando no pátio do Templo, Jesus disse bem alto:
- Será que vocês me conhecem mesmo e sabem de onde eu sou? Eu não vim por minha própria conta. Aquele que me enviou é verdadeiro, porém vocês não o conhecem. Mas eu o conheço porque venho dele e fui mandado por ele.
Então quiseram prender Jesus, mas ninguém fez isso porque a sua hora ainda não tinha chegado.


LEITURA ORANTE
Preparo-me para a Leitura Orante, rezando:

Creio, meu Deus, que estou diante de Ti.
Que me vês e escutas as minhas orações.
Tu és tão grande e tão santo: eu te adoro.
Tu me deste tudo: eu te agradeço.
Foste tão ofendido por mim:
eu te peço perdão de todo o coração.
Tu és tão misericordioso: eu te peço todas as graças
que sabes serem necessárias para mim.

Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tende piedade de nós.

1. Leitura (Verdade)
- O que a Palavra diz?
De início, leio o Evangelho do dia em Jo 7,1-2.10.25-30.
Procuro compreendê-lo melhor. Jesus está no Templo e é a primeira vez que, segundo João, ele ensina. É um ensinamento novo, diferente. E pergunta se o conhecem mesmo. Se sabem de onde ele é.. Jesus lhes fala daquele que o enviou. A Boa-Notícia de Jesus causava impacto no povo pois comunicava "um novo ensinamento! Dado com autoridade! "Ele ensina como quem tem autoridade e não como os escribas e dos fariseus" (Mc 1,22). Qual a diferença? Os escribas, quando ensinavam, diziam as sentenças das autoridades da época. Jesus nunca citava doutores, mas ensinava com autoridade, ou seja, sua palavra vinha do coração para o coração do povo. Contra esta postura de Jesus, irritadas, as autoridades querem prendê-lo.

2. Meditação(Caminho)
- O que a Palavra diz para mim?
Acolho o ensinamento novo de Jesus ou prefiro permanecer nos meus tradicionais conceitos? Posso admitir que pouco me interesso por conhecer melhor Jesus e aceitar a sua proposta? Ou prefiro deixar como está? Faço um exame de consciência..

3. Oração (Vida)
- O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Senhor, ilumina-me com a tua Palavra e mostra-me o Caminho a seguir.
Fortalece-me a partir do encontro pessoal com Jesus Cristo,
para viver como discípulo missionário a dinâmica do Reino de Deus.
Senhor Jesus, dá-me o mesmo vigor que inflamou o Apóstolo Paulo, e impulsiona-me, através de novos métodos, a sair de mim mesmo ao encontro dos irmãos.

4. Contemplação(Vida/ Missão)
- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Quero hoje viver com o olhar de Jesus e descobrir, a cada instante, a sua proposta nova para cada situação.

IMAGEM É TUDO

Capela de São Marcos

Centro pastoral São Marcos

fotos: Gercino jr

quinta-feira, 26 de março de 2009

EVANGELHO DO DIA

Ano B - Dia: 26/03/2009



Jesus fala com a autoridade do Pai
Jo 5,31-47

- Se eu dou testemunho a favor de mim mesmo, então o que digo não tem valor. Mas existe outro que testemunha a meu favor, e eu sei que o que ele diz a respeito de mim é verdade. Vocês mandaram fazer perguntas a João, e o testemunho que ele deu é verdadeiro. Eu não preciso que ninguém dê testemunho a meu favor, mas digo essas coisas para que vocês sejam salvos.
- João era como uma lamparina que estava acesa e brilhava, e por algum tempo vocês se alegraram com a luz dele. Mas eu tenho um testemunho a meu favor ainda mais forte do que o que João deu: são as coisas que eu faço, as quais o meu Pai me mandou fazer. Elas dão testemunho a favor de mim e provam que o Pai me enviou. Também o Pai, que me enviou, testemunha a meu favor. Vocês nunca ouviram a voz dele, nem viram o seu rosto. As palavras dele não estão no coração de vocês porque vocês não crêem naquele que ele enviou. Vocês estudam as Escrituras Sagradas porque pensam que vão encontrar nelas a vida eterna. E são elas mesmas que dão testemunho a meu favor. Mas vocês não querem vir para mim a fim de ter vida.
- Eu não procuro ser elogiado pelas pessoas. Quanto a vocês, eu os conheço e sei que não amam a Deus com sinceridade. Eu vim com a autoridade do meu Pai, e vocês não me recebem. Quando alguém vem com a sua própria autoridade, esse vocês recebem. Como é que vocês podem crer, se aceitam ser elogiados pelos outros e não tentam conseguir os elogios que somente o único Deus pode dar? Não pensem que sou eu que vou acusá-los diante do Pai; quem vai acusá-los é Moisés, que é aquele em quem vocês confiam. Se vocês acreditassem em Moisés, acreditariam também em mim, pois ele escreveu a meu respeito. Mas, se vocês não acreditam no que ele escreveu, como vão acreditar no que eu digo?


LEITURA ORANTE


Preparo-me para a Leitura Orante, rezando:
Espírito santificador, a ti consagro a minha vontade:
Ajuda-me a dizer sim ao Projeto de Deus para a minha vida.

1. Leitura (Verdade)
- O que a Palavra diz?
Leio com atenção o Evangelho de hoje: Jo 5,31-47.
Neste texto que li predomina a palavra testemunho. São três testemunhas:
1ª João Batista deu testemunho da verdade.
2ª O Pai dá testemunho de Jesus.
3ª As Sagradas Escrituras que dão testemunho de Jesus.
Essas três testemunhas a favor de Jesus foram recusadas pelas autoridades religiosas que utilizavam a religião e a Bíblia para manter seus privilégios e prestígio.

2. Meditação(Caminho)
- O que a Palavra diz para mim?
Como me coloco diante destas testemunhas? Acolho-as ou rejeito porque são exigentes suas propostas e prefiro os privilégios, a vida mais fácil, menos austera? Faço meu exame de consciência.

3. Oração (Vida)
- O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Faço agora minha oração com toda a Igreja do Brasil que vive a Campanha da Fraternidade:

Oração da CF 2009
Bom é louvar-vos, Senhor, nosso Deus,
que nos abrigais à sombra de vossas asas,
defendeis e protegeis a todos nós, vossa família,
como uma mãe, que cuida e guarda seus filhos
Nesse tempo em que nos chamais à conversão,
à esmola, ao jejum, à oração e à penitência,
pedimos perdão pela violência e pelo ódio
que geram medo e insegurança.
Senhor, que a vossa graça venha até nós
e transforme nosso coração.
Abençoai a vossa Igreja e o vosso povo,
para que a Campanha da Fraternidade
seja um forte instrumento de conversão.
Sejam criadas as condições necessárias
para que todos vivamos em segurança,
na paz e na justiça que desejais. Amém

4. Contemplação(Vida/ Missão)
- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Quero olhar o mundo, as pessoas, a vida com o olhar de Jesus, o coração de Jesus, seus gestos e palavras.

VISITA

Visita realizada dia 22/03/2009 na Casa de Idosos Jesus Misericordioso, em Nova Natal, pelo Ministério de Visitas


Kleiba admirando o tocador (rsrs) e cantor...



Aniversariante do dia

Hora do lanche


quarta-feira, 25 de março de 2009

Sempre vejo anunciados cursos de oratória...

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar.

Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma". Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.

Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma". Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.

Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.

Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, [...]. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas.). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem.

Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se eu falar logo a seguir, são duas as possibilidades. Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado". Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou". Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.

O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou". E assim vai a reunião. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.

Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras.

A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia e que de tão linda nos faz chorar.

Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.
Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.


Rubem Alves

EVANGELHO DO DIA

Ano B - Dia: 25/03/2009



Anunciação do Senhor

Lc 1,26-38

Quando Isabel estava no sexto mês de gravidez, Deus enviou o anjo Gabriel a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré. O anjo levava uma mensagem para uma virgem que tinha casamento contratado com um homem chamado José, descendente do rei Davi. Ela se chamava Maria. O anjo veio e disse:
- Que a paz esteja com você, Maria! Você é muito abençoada. O Senhor está com você.
Porém Maria, quando ouviu o que o anjo disse, ficou sem saber o que pensar. E, admirada, ficou pensando no que ele queria dizer. Então o anjo continuou:
- Não tenha medo, Maria! Deus está contente com você. Você ficará grávida, dará à luz um filho e porá nele o nome de Jesus. Ele será um grande homem e será chamado de Filho do Deus Altíssimo. Deus, o Senhor, vai fazê-lo rei, como foi o antepassado dele, o rei Davi. Ele será para sempre rei dos descendentes de Jacó, e o Reino dele nunca se acabará.
Então Maria disse para o anjo:
- Isso não é possível, pois eu sou virgem!
O anjo respondeu:
- O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Deus Altíssimo a envolverá com a sua sombra. Por isso o menino será chamado de santo e Filho de Deus. Fique sabendo que a sua parenta Isabel está grávida, mesmo sendo tão idosa. Diziam que ela não podia ter filhos, no entanto agora ela já está no sexto mês de gravidez. Porque para Deus nada é impossível.
Maria respondeu:
- Eu sou uma serva de Deus; que aconteça comigo o que o senhor acabou de me dizer!
E o anjo foi embora.


Comentário do Evangelho

O projeto de Deus é simples


Esta narrativa de Lucas, com a anunciação do anjo e a concepção do Filho de Deus no ventre de Maria, a partir do seu "Faça-se em mim segundo a tua palavra", realça o realismo da encarnação em plena corporeidade. Deus, ao fazer-se humano, torna-nos divinos. O acontecimento se dá em uma casa simples da desconhecida cidade de Nazaré, na periférica Galiléia. A protagonista é uma jovem e pobre adolescente. Estes são os grandes sinais de que o projeto de Deus é fazer-se presente no mundo de maneira simples e humilde, em comunicação e comunhão com os pequenos e marginalizados. São descartadas quaisquer aspirações de ostentação, grandeza e poder.