quarta-feira, 4 de março de 2009

EVANGELHO DO DIA

Ano B - Dia: 04/03/2009


O maior milagre é perceber Deus no dia-a-dia
Lc 11,29-32

Quando a multidão se ajuntou em volta de Jesus, ele começou a falar e disse o seguinte: - Como as pessoas de hoje são más! Pedem um milagre como sinal de aprovação de Deus, mas nenhum sinal lhes será dado, a não ser o milagre de Jonas. Assim como o profeta Jonas foi um sinal para os moradores da cidade de Nínive, assim também o Filho do Homem será um sinal para a gente de hoje. No Dia do Juízo a rainha de Sabá vai se levantar e acusar vocês, pois ela veio de muito longe para ouvir os sábios ensinamentos de Salomão. E eu afirmo que o que está aqui é mais importante do que Salomão. No Dia do Juízo o povo de Nínive vai se levantar e acusar vocês porque, quando ouviram a mensagem de Jonas, eles se arrependeram dos seus pecados. E eu afirmo que o que está aqui é mais importante do que Jonas.

Comentário do Evangelho
Jesus descarta sinais de poder

Acolhendo as multidões, Jesus dirige-lhes sua palavra de ensino, mencionando "esta geração" que "busca um sinal". A expressão "geração perversa" inspira-se em Dt 32,5 (cf. Os 1,2b). Refere-se àqueles que, em nome da tradição e da Lei, rejeitavam Jesus. No Primeiro Testamento, são numerosos os sinais espantosos de Javé para o povo que se considerava eleito. Eram sinais de poder de destruição sobre aqueles tidos como inimigos por este povo. Jesus descarta qualquer sinal de poder. Referindo-se à tradição de Jonas, que com sua pregação converteu a cidade de Nínive, e à sabedoria de Salomão, exaltada no Primeiro Testamento, embora dúbia, Jesus oferece como sinais da ação divina a sabedoria de seu próprio ensinamento e a conversão dos corações a partir da manifestação de seu amor misericordioso. Esta narrativa, dirigida às comunidades, remove toda expectativa de encontrar sinais espetaculares em Jesus. Basta a suavidade de sua palavra e de seu amor

terça-feira, 3 de março de 2009

ARCO ÍRIS


Na liturgia de domingo, Pe. Thiago, nosso pároco, fazia a metáfora do arco-íris falando de suas sete cores e como ela, simbolicamente, representava os vários segmentos, vertentes de nossa Igreja que a despeito de suas diferenças, convergem para o mesmo objetivo: Viver como Jesus Cristo.

Em nossa experiência de Grupo Luz do Mundo (19 anos) também temos as nossas vertentes, grupos e pessoas que pensam diferentes, mas nada que abale a nossa amizade, união e o propósito de viver o evangelho e nosso carisma. É neste espírito democrático, sem ter medo de se deparar com o diferente, que publicamos o artigo do blog IGREJA UNA quem tem um posicionamento diferente do nosso, quanto a importância da Campanha da Fraternidade na quaresma. Não sei se o autor deste artigo se enquadra com o exemplo do arco-íris, de toda forma os leitores são livres para fazerem as suas considerações...

Por que eu tenho problemas com
a Campanha da Fraternidade 2009?


Todos os anos o Santo Padre envia ao mundo uma mensagem de ânimo espiritual para o tempo da Quaresma, conforme seu dever primeiro de confirmar seus irmãos na fé. Para o ano de 2009 o Papa Bento XVI nos recomenda o jejum, “capaz de impedir o pecado, de reprimir os desejos do «velho Adão», e de abrir no coração do crente o caminho para Deus”.

Enquanto o Bispo de Roma, como sucessor de Pedro, confirma universalmente os católicos na fé, o bispo local, sucessor dos Apóstolos, deve confirmar de maneira particular o rebanho que lhe foi confiado, nunca desviando daquele caminho percorrido pela Igreja universal. A comunhão espiritual entre o bispo local e o Bispo de Roma, penhor da unidade visível da Igreja, é o sinal mais evidente da universalidade da Igreja, por isso é dever urgente do bispo estar sempre atento para que essa comunhão não se enfraqueça.

Infelizmente, “hoje os bispos e as conferências episcopais estão freqüentemente envolvidos em tudo, desde emergências sanitárias à crise econômica, mas não se envolvem com o ensino da doutrina e com a transmissão da fé. Adquiriram uma visão puramente horizontal e se esqueceram da vertical” (Cf. Bispo Bernard Fellay, FSSPX, in WDTPRS blog).

Essa visão puramente horizontal, isto é, voltada exclusivamente para as coisas da terra esquecendo-se das coisas verticais (coisas do céu) não é, absolutamente, compartilhada pela Igreja. É verdade que a Igreja é primeiramente voltada para a santificação dos seus membros, mostrando-lhes Jesus – Caminho, Verdade e Vida. Contudo, dimensão espiritual da missão da Igreja não subestima a sua missão terrena e ela “não deixa de preocupar-se ao mesmo tempo com as exigências da vida cotidiana dos homens, não só no que diz respeito ao sustento e às condições de vida, mas também no que se refere à prosperidade e à civilização em seus múltiplos aspectos, dentro do condicionalismo das várias épocas” (Cf. João XXIII, enci. Mater et Magistra, n°3).

Então, neste período de preparação para a Páscoa, somos impelidos para longe da Igreja universal através do movimento,já comum entre nós brasileiros, intitulado “Campanha da Fraternidade”.

Quero através deste texto apresentar, brevemente, minha objeção de consciência ao tema e ao lema da Campanha, bem como ao seu espírito e a sua letra. A objeção de consciência é, minimamente, negar-se a fazer algo que atenta contra a sua consciência de uma ou outra forma; um exemplo tangível seria o médico que se recusa a proceder com um aborto porque este ato contradiz a sua fé.

Objeção primeira: O tema e o lema

O tema da Campanha deste ano é “Fraternidade e Segurança Pública” e o seu lema seria a citação de um versículo do Profeta Isaias “A paz é fruto da justiça” (cf. Is 32, 17).
O tema se distancia demasiadamente da proposta do Romano Pontífice de redescoberta do jejum penitencial e, até mesmo, contradiz a mesma quando damos interpretações literais ao tema.

Apenas contemplando o tema da campanha não vemos qualquer referência didática ao período penitencial, ou seja, não é possível identificar o espírito da Quaresma e da penitência espiritual.

O tema “Fraternidade e Segurança Pública” é monolítico, voltado única e exclusivamente para a questão social e política, não se envolvendo com o ensino didático-catequético dos mistérios da nossa fé católica e com a preparação espiritual autêntica dos católicos brasileiros para a vivência da Páscoa.

Blogger Julie Maria disse...
Irmão, enquanto não escrevo algo sobre esta terrível campanha para o meu blog, envio o que comentei no blog do Jorge sobre tal tema:
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Fizemos (eu e meu irmão) há dois anos atrás um vídeo mostrando a aberraçãos da Campanha da Fraternidade (o tema era ecologia, mata, amazônia, etc) e enviamos para o Vaticano. É insuportável conviver no tempo sagrado da Quaresma com uma campanha que não tem nada a ver com ela. Simplesmente isso mostra uma brutalidade e uma insensibilidade com o sagrado e zero de catolicismo.

O que virou este tempo litúrgico para os católicos brasileiros?! Tempo de pensar em qualquer assunto menos naqueles que são centrais da quaresma!

Ontem, participei da Missa em Ouro Preto (interior de Rondônia) e tive que aguentar clip e video (total 30 minutos) no telão da Igreja sobre a tal segurança pública antes da Santa Missa. Um absurso. É uma palhaçada. Se o Papa soubesse o que é de fato esta nojeira não deixaria mais nenhuma deste campanhas acontecer.

Felipe disse...

Caro Danilo, parabéns pela explanação. Realmente é assustadora a "lex orandi" aqui no Brasil. Não expressa nada da "lex credendi", ou seja, nada católico. Começando pela negligência da reza do Ofício Divino com o povo (e quando não é substituído pelo OFÍCIO DIVINO DAS COMUNIDADES(OFC)- Teologia da libertação. Queria que você publicasse um artigo sobre a LITURGIA DAS HORAS.


Luiz Teixeira disse...

Boa noite Danilo:

No seu texto ("Problema de Consciência") não consegui entender o porquê dos nossos bispos (CNBB) estarem errados quanto atualizam a mensagem de Cristo: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo!
Não é construir o Reino de Deus promover a cultura da paz? Não é amar ao próximo refletir e promover gestos concretos de amor contra todas as formas de injustiça?
Desculpe-me, mas não consegui entender em sua eloqüência a verdade quando trata a CF como heresia e acho muito confortável em nome da sã doutrina nada fazer contra todos os nossos irmãos, filhos de Deus, que são vítimas da violência e de todas as outras formas de pecado que geram sofrimento.
Vamos nos abster de todas as formas de violência (jejum), ORAR a Deus para que sejamos capazes de construir um mundo de Paz através de ações concretas (ESMOLA), quando ai sim, poderemos ser verdadeiramente identificados como seguidores de Jesus Cristo.
Parabéns pelo espaço, muito obrigado e fiquem com Deus.

Fonte: http://igrejauna.blogspot.com

EVANGELHO DO DIA

Ano B - Dia: 03/03/2009

Jesus ensina a orar
Mt 6,7-15

Nas suas orações, não fiquem repetindo o que vocês já disseram, como fazem os pagãos. Eles pensam que Deus os ouvirá porque fazem orações compridas. Não sejam como eles, pois, antes de vocês pedirem, o Pai de vocês já sabe o que vocês precisam. Portanto, orem assim: "Pai nosso, que estás no céu, que todos reconheçam que o teu nome é santo. Venha o teu Reino. Que a tua vontade seja feita aqui na terra como é feita no céu! Dá-nos hoje o alimento que precisamos. Perdoa as nossas ofensas como também nós perdoamos as pessoas que nos ofenderam. E não deixes que sejamos tentados, mas livra-nos do mal. [Pois teu é o Reino, o poder e a glória, para sempre. Amém!]" - Porque, se vocês perdoarem as pessoas que ofenderem vocês, o Pai de vocês, que está no céu, também perdoará vocês. Mas, se não perdoarem essas pessoas, o Pai de vocês também não perdoará as ofensas de vocês.


Comentário do Evangelho
Atitude filial diante de Deus

A quaresma é um tempo litúrgico no qual se realça a dimensão da conversão. A conversão signifi ca mudança de vida, descartando- se os valores sedutores da sociedade de mercado e consumo para assumir os valores de comunhão de vida com nossos irmãos, de modo especial os mais carentes e excluídos pela sociedade. Aceitar o convite de Jesus à conversão supõe a ousadia de lançarmo-nos, em oração, nos braços do Pai. A quaresma é, assim, um momento forte de oração. O centro da oração é a atitude fi lial diante de Deus Pai, o compromisso com a revelação de seu nome (sua própria pessoa), o engajamento com a instauração de seu Reino de partilha do pão e a docilidade à sua vontade. Tomando a iniciativa pessoal de perdoar, ousamos também pedir perdão. Mas, na fragilidade, necessitamos de ajuda para vencer as provações (tentações) e afastar o mal que seduz e nos ilude.

segunda-feira, 2 de março de 2009

GRUPÃO DE 01 DE MARÇO DE 2009




Desde quarta-feira de cinzas, nós cristãos católicos, começamos a nossa preparação para a Páscoa. Neste tempo quaresmal a Igreja nos convida a viver o jejum, a caridade e a esmola. Durante a quaresma, desde 1962, a Igreja Católica do Brasil realiza a Campanha da Fraternidade que neste ano o tema versa sobre a Fraternidade e a Segurança Pública - "A paz é Fruto da Justiça".

O Grupo Luz do Mundo há mais de dez anos vive este momento da quaresma com intensidade. No começo fazíamos as reuniões nas casas, como hoje também. No entanto, há pelo menos cinco anos o nosso trabalho de atender ao chamado da Igreja vem se expandindo e, além dos nossos momentos de formação interna, hoje procuramos contribuir com nossa Paróquia e nos dispomos a chamar a atenção da comunidade. Então realizamos Palestras voltadas à comunidade, Cinema na Comunidade , reflexão do tema em nosso site/blog e outros gestos concretos que simbolizam a nossa maneira de viver o Cristo, como também, o período quaresmal.

A nossa caminhada nesta CF começou neste final de semana onde percorremos todas as capelas de nossa paróquia (Panorama, Soledade, Igapó, Panatis I e Matriz) e como dizia o nosso pároco: "Este grupo está preocupado em divulgar o tema da campanha". De fato divulgamos, principalmente, o encontro de reflexão sobre o tema que se realizará no dia 07/03/2009 às 19h no Centro Pastoral.

Vivamos com alegria a quaresma, dando exemplo de comprometimento e procura do saber sobre as coisas importantes da vida. Que Deus nos abençõe nesta semana e que tudo dê certo em nossas atividades nesta CF 09.

CALENDÁRIO DE ATIVIDADES / CF 2009

GRUPO LUZ DO MUNDO

MARÇO
DIA / ATIVIDADES

01 GRUPÃO – Apresentação do tema CF 2009
07 CF 2009 – Palestra: Apresentação do tema CF 2009 em nível paroquial (sábado) no Centro Pastoral São Marcos
08 CF 2009 – Reuniões nas casas
14 CF 2009 – Cinema na Comunidade (sábado)
15 CF 2009 – Reuniões nas casas
21 CF 2009 - Palestra alusiva ao tema da CF 2009 (sábado)
22 CF 2009 – Reuniões nas casas
28 CF 2009 – Cinema na Comunidade (sábado) – a sessão realizar-se-á no km 8
29 CF 2009 – “GESTO CONCRETO alusivo a CF 2009


CONJUGADOR DE VERBOS!

Pessoal, com apenas dois toques você pode conjulgar 280.000 VERBOS.





EVANGELHO DO DIA

Ano B - Dia: 02/03/2009



No entardecer da vida, o juízo sobre o amor
Mt 25,31-46

Jesus terminou, dizendo: - Quando o Filho do Homem vier como Rei, com todos os anjos, ele se sentará no seu trono real. Todos os povos da terra se reunirão diante dele, e ele separará as pessoas umas das outras, assim como o pastor separa as ovelhas das cabras. Ele porá os bons à sua direita e os outros, à esquerda. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: "Venham, vocês que são abençoados pelo meu Pai! Venham e recebam o Reino que o meu Pai preparou para vocês desde a criação do mundo. Pois eu estava com fome, e vocês me deram comida; estava com sede, e me deram água. Era estrangeiro, e me receberam na sua casa. Estava sem roupa, e me vestiram; estava doente, e cuidaram de mim. Estava na cadeia, e foram me visitar." - Então os bons perguntarão: "Senhor, quando foi que o vimos com fome e lhe demos comida ou com sede e lhe demos água? Quando foi que vimos o senhor como estrangeiro e o recebemos na nossa casa ou sem roupa e o vestimos? Quando foi que vimos o senhor doente ou na cadeia e fomos visitá-lo?" - Aí o Rei responderá: "Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quando vocês fizeram isso ao mais humilde dos meus irmãos, foi a mim que fizeram." - Depois ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: "Afastem-se de mim, vocês que estão debaixo da maldição de Deus! Vão para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos! Pois eu estava com fome, e vocês não me deram comida; estava com sede, e não me deram água. Era estrangeiro, e não me receberam na sua casa; estava sem roupa, e não me vestiram. Estava doente e na cadeia, e vocês não cuidaram de mim." - Então eles perguntarão: "Senhor, quando foi que vimos o senhor com fome, ou com sede, ou como estrangeiro, ou sem roupa, ou doente, ou na cadeia e não o ajudamos?" - O Rei responderá: "Eu afirmo a vocês que isto é verdade: todas as vezes que vocês deixaram de ajudar uma destas pessoas mais humildes, foi a mim que deixaram de ajudar."

Comentário do Evangelho
Como se conquista o Reino de Deus

Este texto de Mateus é precioso pela clareza com que revela a realidade da presença do Reino de Deus já entre nós. O Filho do homem que já veio é Jesus, a partir de sua concepção. A nova vinda do Filho do homem se dá quando nos fazemos próximos e solidários de nossos irmãos, particularmente dos carentes e necessitados. É o acontecimento escatológico em andamento. Quando damos de comer a quem tem fome, de beber a quem tem sede, quando acolhemos os sem-teto, visitamos os doentes e os encarcerados, quando libertamos os oprimidos e promovemos a vida, com amor, realiza-se nosso encontro com Jesus, Filho de Deus, que nos comunica a vida divina e eterna.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

VIVER BEM !


VOCÊ TEM FOBIA OU É SÓ MEDROSO?


Por Adriana Bifulco

Você tem medo de escuro ou passa tremendamente mal só de ver a figura de uma barata na página de um livro? Então saiba então que as duas situações são bastante distintas.

De acordo com Rita Calegari, chefe do departamento de psicologia do Hospital São Camilo-Pompeia, na zona oeste da capital paulista, medo é uma reação de autopreservação. "Ele não deve ser combatido e eliminado. É desejável, saudável e importante para nossa sobrevivência", explica.

Existem, no entanto, aqueles que não têm medo. "Trata-se de um transtorno de humor, seus portadores são bipolares (têm duas polaridades: uma de depressão e outra de agitação psicomotora). A pessoa perde a noção do medo e do perigo", avisa Luiz Gonzaga Leite, chefe do departamento de psicologia do Hospital Santa Paula, em São Paulo, e doutor em psicologia pela PUC-SP.

Já a fobia, segundo Rita, é semelhante ao medo, mas nela existe um nível de ansiedade que interfere na vida cotidiana da pessoa. "Muitos que sofrem de fobia não a interpretam como doença, mas como falha do caráter e da personalidade. O fóbico reconhece que seu medo é excessivo, mas não consegue controlá-lo", enfatiza.

Rita explica que a fobia envolve transtorno de ansiedade em algum nível. De acordo com a profissional, para tratar tanto esse mal quanto a Síndrome do Pânico são necessários medicamentos como antidepressivos e ansiolíticos. "A Síndrome do Pânico é um transtorno involuntário. O indivíduo tem um mal-estar súbito, que envolve taquicardia, sudorese, tremores, vertigens e sensação de desmaio. É um mal de difícil diagnóstico, pois até a pessoa chegar ao hospital, esses sintomas já passaram. Ela faz exames que não apontam nada. Essa síndrome provoca um grande impacto na rotina do paciente, pois ele não tem como prever quando vai acontecer".

Rita complementa que, tanto na Síndrome do Pânico quanto nos casos de fobia, o tratamento é feito com ansiolíticos e antidepressivos, além de terapia.

Perfil - Leite esclarece que as fobias atingem 10% da população. Na maioria das vezes, ele adverte, os fóbicos são inteligentes, responsáveis, sensíveis, com certa tendência a serem detalhistas e controladores. "Essas pessoas passaram, em algum momento de suas vidas, por alguma experiência de morte. São indivíduos metódicos, sistemáticos e controladores", diz Rita. "Eles têm ideia de controle através de rituais, gestos, tiques, não conseguem nomear o que estão sentindo. Eles criam rituais e acreditam que estão dominando a situação", acrescenta Leite.

De acordo com Rita, muitas vezes esses transtornos surgem diante de algum fato estressante que ocorre na vida do paciente. "Por isso é importante não desprezar sintomas, quanto antes o problema for diagnosticado, melhor.

As fobias mais comuns

1. Claustrofobia - mede de lugares fechados, como ambientes pouco ventilados, túneis, elevadores e até equipamentos de ressonância magnética e de tomografia;
2. Eritrofobia - medo de sangue;
3. Agorafobia - medo de lugares cheios de gente como shoppings centers, locais de shows, ruas de comércio e estádios;
4. Hidrofobia - medo de água, de entrar no mar e em piscinas;
5. Glossofobia - medo de falar para plateias;
6. Amaxofobia - medo de andar de carro;
7. Hipsiofobia - medo de altura;
8. Medo de animais domésticos, como gato e cachorro;
9. Medo de insetos ou animais peçonhentos;
10. Fobia social - É facilmente confundida com timidez. A pessoa tem medo de se expor, evita contato social e estar em evidência. Esses indivíduos têm dificuldade de envolvimento amoroso. Trata-se de uma timidez patológica;


EVANGELHO DO DIA

Ano B - Dia: 27/02/2009


Jesus e o jejum
Mt 9,14-15

Então os discípulos de João Batista chegaram perto de Jesus e perguntaram: - Por que é que nós e os fariseus jejuamos muitas vezes, mas os discípulos do senhor não jejuam? Jesus respondeu: - Vocês acham que os convidados de um casamento podem estar tristes enquanto o noivo está com eles? Claro que não! Mas chegará o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; então sim eles vão jejuar!


Comentário do Evangelho

Conversão é prática da justiça

Está em foco, nesta narrativa, a questão da observância religiosa do jejum, conforme os preceitos da Lei dos fariseus e sacerdotes do templo. O jejum, no Primeiro Testamento, tinha vários sentidos: sinal de luto e pesar, penitência de arrependimento, reforço da oração para mover a Deus. Os fariseus, com muita piedade, jejuavam duas vezes por semana, apresentando-se assim como intercessores pelo povo junto a Javé. Era uma forma de ostentar ares de piedade e conquistar louvores e submissão dos humildes. São aparências que encobrem a hipocrisia, descartada por Jesus. Jesus vem trazer alegria e felicidade, e não castigo e punição. A conversão que ele pede, diferentemente de fazer jejum e cobrir a cabeça com cinzas, é o desapego da riqueza, assumindo a prática da justiça, da fraternidade e da solidariedade, partilhando a vida e os bens com os famintos e excluídos, em uma comunhão de vida que alegra o coração. A convivência de Jesus é como uma festa de núpcias, na qual o noivo está presente, e não falta ao banquete. Os convidados são os discípulos, entre publicanos e pecadores. A imagem do noivo presente entre nós indica a realidade da encarnação do Filho de Deus. A alusão fi nal ao jejum, quando "o noivo lhes será tirado", parece ser um acréscimo tardio justifi cando a retomada do jejum após a morte de Jesus.