domingo, 6 de setembro de 2009

EVANGELHO DO DIA

Ano B - Dia: 06/09/2009



"Abra-se!"

Leitura Orante



Mc 7,31-37

Jesus saiu da região que fica perto da cidade de Tiro, passou por Sidom e pela região das Dez Cidades e chegou ao lago da Galiléia. Algumas pessoas trouxeram um homem que era surdo e quase não podia falar e pediram a Jesus que pusesse a mão sobre ele. Jesus o tirou do meio da multidão e pôs os dedos nos ouvidos dele. Em seguida cuspiu e colocou um pouco da saliva na língua do homem. Depois olhou para o céu, deu um suspiro profundo e disse ao homem:
- "Efatá!" (Isto quer dizer: "Abra-se!")
E naquele momento os ouvidos do homem se abriram, a sua língua se soltou, e ele começou a falar sem dificuldade. Jesus ordenou a todos que não contassem para ninguém o que tinha acontecido; porém, quanto mais ele ordenava, mais eles falavam do que havia acontecido. E todas as pessoas que o ouviam ficavam muito admiradas e diziam:
- Tudo o que faz ele faz bem; ele até mesmo faz com que os surdos ouçam e os mudos falem!


Comentário do Evangelho

Efatá! Abre-te!

Jesus estivera em contato com as populações da região de Tiro e Sidônia, tradicionalmente repudiadas pelo judaísmo. Agora atravessa a região da Decápole, em contato com a população gentílica, com a presença de gregos e romanos. Jesus, em seu ministério, abole a distinção entre povos impuros, os gentios, e povos puros, os judeus. Neste texto, Jesus cura um homem surdo que mal podia falar. Marcos detalha os gestos bem concretos de Jesus: dedos nos ouvidos, cuspir e tocar a língua com a saliva, e o suspiro ao falar "Efatá!". Dentre os evangelistas, apenas Marcos, por duas vezes, menciona a aplicação direta da saliva por Jesus na cura tanto de um surdo tartamudo, nesta narrativa, como de um cego. O evangelista João mencionará a cura de um cego pela aplicação de lama feita com saliva. Estes gestosrealçam a presença física de Deus entre nós, em Jesus.A surdez e a dificuldade em falar exprimem a inibição das pessoas sujeitas a um poder opressor. Jesus, comunicando-se com elas, remove esta inibição. Aqueles gentios que tiveram a experiência de Jesus enchem-se de admiração e passam a anunciar o que contemplaram. Com esta narrativa, Marcos destaca os gentios como missionários em seu próprio território, de maneira semelhante ao possesso geraseno libertado por Jesus. É a ação missionária em andamento entre os próprios gentios, na adesão a Jesus que veio para libertar e comunicar vida a todos os povos. As histórias de cura, envolvendo as multidões de excluídos, carentes e adoentados, são a expressão da atenção especial de Jesus para com estes pobres, em vista de restaurar-lhes a vida que é característica do Reino de Deus. A proclamação final, "faz os surdos ouvirem e os mudos falarem", indica o cumprimento da profecia atribuída a Isaías aos exilados da Babilônia; porém, agora, não restrita àquele povo que se julgava eleito, mas a todos os povos da terra sem discriminações. Jesus vem libertar as maiorias empobrecidas subjugadas pelas minorias que detêm o poder, resgatando a dignidade e a vida neste mundo.

Fonte: paulinas.com

sábado, 5 de setembro de 2009

Resultado da promoção


Quem sou eu Chaguinha?

Muito fácil pessoal!!!

Este quadro vem para nos divertir e nos aproximar da infância dos nossos amigos, então para que se torne bem animado formulamos perguntas para ficar ainda mais participativo.

Portanto pode comemorar Chaguinha o super prêmio é seu!



5 de Setembro, Dia da Amazônia


Dia 5 de setembro é o dia da Amazônia - uma data que, há um bom tempo, não inspira comemorações. Ao contrário: a devastação crescente na região é a bandeira dos ambientalistas. Não é para menos. Um estudo do Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia e do Centro de Pesquisas Woods Hole, dos EUA, indica que a área devastada já é de 40 mil km2, o dobro do que foi divulgado no início deste ano pelo Instituto de Pesquisas Espaciais, o Inpe. O novo número baseia-se em estudos de campo, realizados por pesquisadores das duas entidades.

Fonte: galileu.globo.com

Serial killer ambiental

Planeta que chora

Reflito sobre a vida
sobre o mundo rotativo
do universo exuberante
da beleza do ser pensante
do mundo mágico criativo
É o solo, é a existência roída
de um planeta que chora, exaurido.
De uma fumaça de gás cumprimido
De um berço que faz sentido.
De uma paisagem destruida
que teimo em desfrutar
a reta um ponto vai ficar
o fim, o começo a externar
O espaço a gritar
O ambiente somente?
A água ?
A selva?
O mar ?
E nós humanos ?
O planeta chora
A inteligência ignora?
Onde iremos morar?
Sem terra, sem piso, sem ar
sem fogo, sem água, sem mar?
Por que a poluição ?
O farelo da destruição
O lixo cultural ?
O rio é um esgoto
O mar está morto
O ar é aborto
de quem quer abortar,
assim, volto ao pó
não tem reciclagem
é uma viagem,
mas viajo só?

Fonte: blog livro digital
Por: Luiz Domingos de Luna


EVANGELHO DO DIA

Ano B - Dia: 05/09/2009



Jesus e o sábado

Leitura Orante



Lc 6,1-5

Num sábado, Jesus estava atravessando uma plantação de trigo. Os seus discípulos começaram a colher e a debulhar espigas, e a comer os grãos de trigo. Então alguns fariseus perguntaram:
- Por que é que vocês estão fazendo uma coisa que a nossa Lei proíbe fazer no sábado?
Jesus respondeu:
- Vocês não leram o que Davi fez, quando ele e os seus companheiros estavam com fome? Ele entrou na casa de Deus, pegou os pães oferecidos a Deus, comeu e deu também aos seus companheiros. No entanto é contra a nossa Lei alguém comer desses pães; somente os sacerdotes têm o direito de fazer isso.
E Jesus terminou, dizendo:
- O Filho do Homem tem autoridade sobre o sábado.


Comentário do Evangelho

Jesus é o Senhor do sábado

Um dos aspectos relevantes nos Evangelhos é o registro dos conflitos entre os chefes religiosos de Israel e Jesus. O episódio de hoje está incluído no conjunto de conflitos que surgem a partir da prática de Jesus: infração
das regras de pureza, da exclusividade do perdão dos pecados pelos sacerdotes do templo, do jejum e convívio social, da observância sabática, e ainda a crítica à sinagoga e ao templo. Em troco à censura que lhe é feita pelos fariseus, Jesus interroga-os sobre um episódio relacionado a Davi, o qual era tido como o vulto de maior reverência na tradição de Israel. Não comeram, Davi e seus companheiros, quando tinham fome, os pães da oferenda na casa de Deus, que era reservado exclusivamente aos sacerdotes? A necessidade está acima da Lei. E Jesus ("O
Filho do Homem", semitismo para designar o humano em sua plenitude), superior a Davi, é Senhor do sábado. O legalismo é na realidade um instrumento de alienação e opressão. Jesus vem para libertar e fazer desabrochar a
vida. As leis de organização social e religiosa só têm validade se forem elaboradas para favorecer a vida.

Fonte: paulinas.com

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Famílias que amam de verdade


Que o amor de vocês seja sem hipocrisia,
detestem o mal e apeguem-se ao bem.
O amor seja fraterno.
Sejam carinhosos uns com os outros.
Rivalizem-se na mútua estima,
nada de preguiça.
Sejam fervorosos em espírito.
Sirvam ao Senhor.
Sejam alegres na esperança,
pacientes na hora difícil
e perseverantes na oração.
Sejam solidários com os outros em suas necessidades
e melhorem cada dia na prática da hospitalidade.

Não se deixem levar pela mania de grandeza.
Sejam simples e modestos.
Vivam em harmonia uns com os outros.
Não paguem o mal com o mal.
Preocupem-se em fazer o bem a todo mundo.
Não se vinguem.
Nem façam justiça com as próprias mãos.
Deixem Deus cuidar disso.
Dêem de beber e comer.
E visitem até seus inimigos.
Vençam o mal com o bem.
No que depender de vocês,
vivam em harmonia e em paz com todo mundo
e com a natureza!

Paulo aos romanos 12, 9-21


Padre Zezinho

Do livro: Orar e pensar como família

Gritar é preciso !


O Dia de Pátria vem agora associado ao Grito dos Excluídos. Isto acontece desde 1995, quando esta iniciativa foi realizada pela primeira vez, sem nenhuma pretensão de criar contradição. Parecia se limitar ao contexto daquele ano, em que a Igreja Católica tinha promovido a Campanha da Fraternidade sobre Os Excluídos.

Mas a iniciativa repercutiu tanto, que logo despertou a idéia de ser colocada na agenda de cada ano, como gesto simbólico e aglutinador das demandas políticas postuladas pela cidadania no contexto da celebração da Independência do Brasil.

Não é difícil perceber agora, quando o Grito já está na décima quinta edição, as razões de sua aceitação e inclusão na agenda do Dia da Pátria. Dá para perceber uma confluência de intuições, que deram consistência ao Grito dos Excluídos.

Em primeiro lugar, a semelhança histórica com o folclore oficial do “Grito do Ipiranga”, que vem associado a esta data. Se um “grito” despertou o Brasil para a sua independência, fica evidente que ainda existem razões para continuar gritando, para despertar a nação para causas importantes que estão em jogo!

Outra intuição acertada foi associar, deste o início, a realização do Grito dos Excluídos com a Romaria dos Trabalhadores. É muito salutar vincular a independência do país com a causa do trabalho, com todas as implicações que esta associação coloca para a nação.

Outra providência que veio dar consistência e garantir apoio estratégico à realização anual do Grito dos Excluídos, foi o fato de ele ter sido assumido oficialmente pela assembléia da CNBB, ainda em 1996, como parte integrante do seu plano de pastoral. A partir daí, o Grito passou a fazer parte da agenda pastoral da CNBB, mesmo deixando em aberto a maneira de ser realizado em cada diocese.


(continua...)


Dom Luiz Demétrio Valentini