terça-feira, 10 de março de 2009

EVANGELHO DO DIA

Ano B - Dia: 10/03/2009
Jesus Mestre e os mestres da Lei e os fariseus

Mt 23,1-12

Então Jesus falou à multidão e aos seus discípulos. Ele disse: - Os mestres da Lei e os fariseus têm autoridade para explicar a Lei de Moisés. Por isso vocês devem obedecer e seguir tudo o que eles dizem. Porém não imitem as suas ações, pois eles não fazem o que ensinam. Amarram fardos pesados e os põem nas costas dos outros, mas eles mesmos não os ajudam, nem ao menos com um dedo, a carregar esses fardos. Tudo o que eles fazem é para serem vistos pelos outros. Vejam como são grandes os trechos das Escrituras Sagradas que eles copiam e amarram na testa e nos braços! E olhem os pingentes grandes das suas capas! Eles preferem os melhores lugares nos banquetes e os lugares de honra nas sinagogas. Gostam de ser cumprimentados com respeito nas praças e de ser chamados de "mestre". Porém vocês não devem ser chamados de "mestre", pois todos vocês são membros de uma mesma família e têm somente um Mestre. E aqui na terra não chamem ninguém de pai porque vocês têm somente um Pai, que está no céu. Vocês não devem também ser chamados de "líderes" porque vocês têm um líder, o Messias. Entre vocês, o mais importante é aquele que serve os outros. Quem se engrandece será humilhado, mas quem se humilha será engrandecido

Comentário do Evangelho
Igualdade e justiça para todos

Mateus, no capítulo 23 de seu Evangelho, apresenta uma contundente denúncia contra os escribas e fariseus, erminando com a lamentação sobre Jerusalém, como sendo a cidade que mata os profetas e apedreja os enviados de Deus (cf. Mt 23,37). O evangelista adapta para suas comunidades, na década de 80, sentenças proferidas por Jesus em seu ministério, denunciando o sistema opressor das sinagogas e do templo. Naquela década, o conflito com os fariseus era mais profundo e Mateus queria persuadir suas comunidades a se diferenciarem da prática deles. Na comunidade deve haver igualdade, sem disputa de poder e sem opressão. A prática característica do discípulo autêntico é o serviço, com humildade e alegria

GRUPO LUZ DO MUNDO

GLM em seus 19 anos

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2009


No último sábado (7) o GLM iniciou os seus trabalhos na CF 2009 em nossa Paróquia. Naquela noite foi realizado um momento de reflexão sobre o tema "Fraternidade e Segurança Pública" sob a ótica do VER, JULGAR E AGIR, método proposto pela CNBB.

Foi uma noite abençoada e de participação da Comunidade com a presença de mais de sessenta pessoas. Parabéns ao Grupo Luz do Mundo e colaboradores que realizaram aquela obra.


Luiz Teixeira - animador

Roberto Cunha - animador

Nednaldo - animador


Júnior e Ítalo
Interpretaram A PAZ de Gilberto Gil e CORAÇÃO CIVIL de Milton nascimento.

Feliz aniversários


"Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos"

Muitas realizações para nossos amigos Elidiane e Marcelo, que Deus os conserve por muitos anos em nossa comunidade e grupo, que seus sonhos se transformem em realidade hoje e sempre.


FELICIDADES AMIGOS

segunda-feira, 9 de março de 2009

EVANGELHO DO DIA

Ano B - Dia: 09/03/2009

Tenham misericórdia
Lc 6,36-38
Tenham misericórdia dos outros, assim como o Pai de vocês tem misericórdia de vocês. - Não julguem os outros, e Deus não julgará vocês. Não condenem os outros, e Deus não condenará vocês. Perdoem os outros, e Deus perdoará vocês. Dêem aos outros, e Deus dará a vocês. Ele será generoso, e as bênçãos que ele lhes dará serão tantas, que vocês não poderão segurá-las nas suas mãos. A mesma medida que vocês usarem para medir os outros Deus usará para medir vocês.



Comentário do Evangelho
Perdoando, partilhando, promovendo

A bela sentença inicial sobre a misericórdia de Deus é exclusiva de Lucas. Ela corresponde ao ensino original de Jesus. Mateus vai exprimi-la de maneira mais genérica: "Sede, portanto, perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito" (Mt 5,48). A grande perfeição do Pai, revelada em Jesus, é justamente a sua imensa misericórdia. As nossas atitudes positivas - confiar, perdoar e dar - são a fonte da felicidade partilhada. As propostas de Jesus para o Reino são ousadas: amor, até aos inimigos, misericórdia, confiança nos mais frágeis e partilha. Isto é possível em uma sociedade capitalista, de mercado, seletiva dos mais capacitados e excludente dos menos preparados, competitiva até a destruição do adversário, acumulativa às custas dos pobres? Esta sociedade gera multidões de excluídos. Contudo, entre estas multidões é semeado, germina e consolidase o Reino. Aí as comunidades vivem o amor misericordioso, mesmo enfrentando grandes difi culdades, carências, confl itos e traumas. Porém, o fermento do amor leveda a massa e sustenta a vida. É por este amor que se dá a comunhão de vida eterna com Deus. Perdoando, não condenando, partilhando, removendo as estruturas injustas que geram pobres e ricos, e promovendo a vida, descobrimos nossa vida em Deus, já neste mundo.

O CASO DA EXCOMUNHÃO PERNAMBUCANA

Como um caso de violência em família se transforma em celeuma em nível nacional, quiçá, internacional. A despeito do hediondo crime cometido contra uma criança de nove anos de idade, o Bispo de Recife e Olinda, Dom José Cardoso Sobrinho excomungou as pessoas que praticaram o aborto na menina de 9 anos de idade estuprada pelo padrasto. O ato do Bispo Católico aumentou ainda mais a dramaticidade e polêmica que envolve aquele caso.

Vozes se insurgiram a favor e contra a excomunhão dentro e fora da Igreja. Como já fora dito, este blog tem o compromisso do debate, do diálogo, do contraditório, de maneira que as pessoas sejam livres para tomarem as suas decisões.

Pesquisamos e publicamos, abaixo, duas maneiras de ver esta celeuma da excomunhão, bem como uma profícua reportagem que vê os dois lados envolvidos. Tirem as suas conclusões !

Sobre o aborto da menina de 9 anos

A Imprensa tem divulgado que o Sr. Arcebispo de Olinda e Recife, D. José Cardoso Sobrinho excomungou as pessoas que praticaram o aborto na menina de 9 anos de idade estuprada pelo padrasto. Na verdade, o Sr. Arcebispo não aplicou a pena de excomunhão aos que praticaram o aborto, ele apenas avisou que essas pessoas estavam excomungadas pelo “Código de Direito Canônico”, que prevê a excomunhão “latae sententiciae” (cânon 1398), ou seja, automática, para quem pratica o aborto ou colabora com a sua execução.

A Igreja não aceita o aborto em caso algum, nem mesmo em caso de estupro ou má formação congênita, porque o dom da vida só pode ser tirado por Deus. Apenas no caso de legitima defesa da vida, quando não há outra alternativa, pode-se tirar a vida do agressor injusto; nem de longe é o caso ocorrido com a menina. Jamais um feto pode ser taxado de agressor.


Os médicos poderiam ter tratado da menina com tudo o que a medicina tem de recursos, mas jamais matar as crianças. Se a criança no ventre da mãe vier a morrer por efeito secundário devido a um tratamento aplicado à mãe, nesse caso não há pecado, pois não se quis voluntariamente matar a criança.


Será que os médicos avaliaram se a menina poderia gerar os filhos e dá-los à luz, mesmo com o auxílio da cesariana? Sabemos que um feto pode sobreviver hoje fora do útero até com cerca de 400 gramas.


O aborto é uma violência inaudita que a Igreja considera um pecado gravíssimo, a ser punido com a pena máxima de excomunhão; brada justiça ao céu.


Um erro não justifica cometer outro; quem deveria ser punido é o estuprador e não as crianças gêmeas; o juiz deve punir o réu culpado e não as vitimas; dessa forma a Justiça age às avessas.


Prof. Felipe Aquino- Canção Nova






Excomunhão pode ser contestada na Justiça, diz promotor.

Brasil - Insanidade, crueldade ou princípios cristãos?

Católicas pelo Direito de Decidir manifesta-se sobre o caso da menina pernambucana de nove anos, grávida por estupro de seu próprio padrasto.


O que pode levar alguém a desejar obrigar uma criança, com risco de sua própria vida, a manter uma gravidez fruto de uma inominável violência? Rígidos princípios religiosos? Ou insanidade e crueldade? Estamos falando do caso ocorrido em Pernambuco da menina de nove anos que apresentou gravidez (de gêmeos!) como resultado de estupros seguidos que sofreu de seu padrasto, violência a que foi submetida desde os seis anos de idade.


A gestação foi interrompida no dia 04 de março último, às 10h da manhã, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde que permite abortamento em casos de gravidez de risco ou quando a gestante foi vítima de estupro, ainda que o aborto continue sendo crime no país. O caso da garota pernambucana se enquadrava nos dois casos, já que a gravidez de fetos gêmeos também colocava sua vida em risco, pois a menina pesa apenas 36 kg e mede 1,36 m. Por seu muito pequena, ela não tem estrutura física para suportar a gravidez de um feto, muito menos de dois. É de se imaginar, ainda, os danos psicológicos a que seria submetida se fosse obrigada a levar essa gravidez a termo.

Para nossa surpresa - e indignação!-, entretanto, houve uma intensa movimentação de militantes religiosos contra a interrupção dessa gravidez tão perigosa, sob todos os aspectos, para essa pequena criança de nove anos. Até mesmo ameaça de excomunhão houve! Sob o argumento da defesa da vida, essas pessoas não se importaram em nenhum momento nem com a violência já sofrida por ela, nem com a real possibilidade que havia de a menina perder a própria vida. Se essa criança - que tem existência real e concreta, com uma história de vida, relações pessoais, afetos, sentimentos e pensamentos, enfim -, se essa menina não merece ter sua vida protegida, trata-se de defender a vida de quem? De uma vida em potencial ou um conceito, uma abstração? Quem tem o direito de condenar à morte uma pessoa em nome de se defender uma possibilidade de vida que ainda não se concretizou e não tem existência própria e autônoma?


Pensamos que se configura como pura crueldade essa intransigente defesa de princípios abstratos e de valores absolutos que, quando confrontados com a realidade cotidiana, esvaziam-se de sentido e, principalmente, da compaixão cristã. Seria possível imaginarmos o que Jesus Cristo diria a essa menina? Seria ele intolerante, inflexível e cruel a ponto de dizer a ela que sua vida não tem valor? Ou ele a acolheria gentilmente, procuraria ouvir sua dor e a acalentaria em seu sofrimento? Será que ele defenderia que ela sofresse mais uma violência ou usaria sua voz para gritar contra os abusos que ela sofreu?


Felizmente, a menina pernambucana pôde, graças ao respeito a um direito democraticamente conquistado, diminuir os danos das inúmeras violências que sofreu e a gravidez foi interrompida. Assusta-nos, porém, saber que, ao contrário dessa menina, outras tantas vidas têm sido ceifadas em nome de princípios intransigentes, duros, violentos e nada amorosos. Assusta-nos o desprezo pela vida das mulheres. Assusta-nos que suas histórias sejam descartadas, que sua existência na Terra esteja valendo menos do que a crença autoritária de algumas poucas pessoas.


Para que a nossa democracia seja efetiva, as pessoas precisam ter o direito real de escolher. Por isso, defendemos que as políticas públicas de saúde reprodutiva e os direitos reprodutivos já conquistados sejam garantidos. Além disso, lutamos pela legalização do aborto, para que as mulheres que assim desejem, possam levar qualquer gravidez até o fim. Mas que as que não o desejam, não sejam obrigadas a arriscar suas vidas, ou mesmo morram, por se pautarem por valores éticos distintos.


São Paulo, 05 de março de 2009

Católicas pelo Direito de Decidir
http://www.catolicasonline.org.br/