quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

COMPARTILHANDO EXPERIÊNCIAS


CARREIRA PROFISSIONAL

Uma carreira profissional tem 4 fases. Para quem quiser avaliar se está à frente ou atrás da fase em que deveria estar, aqui vão elas:


A primeira fase vai dos 18 aos 25 anos: é a fase do aprendizado.

Durante esse período, um jovem tem a impressão de que ganha menos do que deveria estar ganhando, e que recebe menos oportunidades do que deveria receber. É verdade. Na fase do aprendizado, a diferença entre o que o jovem ganha e o que deveria estar ganhando, é o que ele paga para aprender.

A segunda fase vai dos 26 aos 34 anos: é a fase da coragem.

O profissional já aprendeu todas as coisas básicas essenciais e sai procurando opções. Ou na empresa ou fora dela. Essa é a fase das grandes mudanças: de empresa, de cidade, de país ou de galáxia. Logo, um jovem de 26 anos, que ainda está procurando uma vaga de estagiário, já ficou para trás. Ele está na fase do aprendizado quando deveria estar na fase da coragem.

A terceira fase vai dos 35 aos 45 anos: é a fase da colheita.

Nesses 10 anos, ocorrem as promoções para cargos melhores e o salário dá um belo salto. Como medida, o salário de alguém com 40 anos deveria ser, no mínimo, 10 vezes maior do que era aos 20 anos.

Dos 46 anos em diante, vem a fase da inércia.

O funil das boas oportunidades fica mais estreito. E poucos passarão por ele. Quem tem mais de 46 anos, evidentemente acredita que tem a mesma energia que tinha aos 25, além de ter mais experiência. É verdade, mas o mercado de trabalho é meio cruel e não reconhece isso. Na fase da inércia, começa a busca pela estabilidade.

Por isso, quando um profissional pergunta: "o que está acontecendo comigo?", a resposta quase sempre é: você deixou uma fase da carreira passar sem aproveitar. Para recuperar o tempo perdido, você terá que saltar uma fase inteira. Não é fácil, mas é possível.

Na vida profissional, nada é impossível. Só vai ficando complicado na medida em que o tempo passa.


Max Gehringer.

ENTENDENDO O QUE SE PASSA NO MUNDO...

O Fórum Econômico Mundial (FEM) é uma reunião anual entre executivos-chefe das corporações mais ricas do mundo, alguns líderes políticos nacionais (presidentes, primeiros ministros e outros) e intelectuais e jornalistas seletos - em torno de 2.000 pessoas no total - que geralmente acontece em Davos, Suíça. O FEM foi fundado em 1971 por Klaus Schwab, um professor de negócios da Suíça, e ajudou a financiar a Fundação Schwab para o Empreendedorismo Social.

O FEM, promovido por essa fundação, tem status de consultor da ONU e é considerado o representante das ideologias dos países desenvolvidos.


Contrapondo-se a essa posição ideológica e a essa entidade, o Fórum Social Mundial é organizado por diversas ONGs. Nele predomina a ideologia de esquerda (socialista),que prega a luta contra a globalização econômica e contra a disseminação do neoliberalismo.

As últimas cimeiras do Fórum Económico Mundial foram marcadas por manifestações contrárias, em Davos e arredores.

O que é o Fórum Social Mundial? O FSM é um espaço de debate democrático de idéias, aprofundamento da reflexão, formulação de propostas, troca de experiências e articulação de movimentos sociais, redes, ONGs e outras organizações da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo. Após o primeiro encontro mundial, realizado em 2001, se configurou como um processo mundial permanente de busca e construção de alternativas às políticas neoliberais. Esta definição está na Carta de Princípios, principal documento do FSM.

O Fórum Social Mundial se caracteriza também pela pluralidade e pela diversidade, tendo um caráter não confessional, não governamental e não partidário. Ele se propõe a facilitar a articulação, de forma descentralizada e em rede, de entidades e movimentos engajados em ações concretas, do nível local ao internacional, pela construção de um outro mundo, mas não pretende ser uma instância representativa da sociedade civil mundial. O Fórum Social Mundial não é uma entidade nem uma organização.

Este ano o Fórum Social Mundial se realiza em Belém do Pará de 27 de janeiro a 1º de fevereiro de 2009. Informações clique aqui (página oficial)


IMAGEM É TUDO !

Ponte Newton Navarro - NATAL/RN
O trecho mais alto tem 60 metros que permite uma visão belíssima da cidade espacial

EVANGELHO DO DIA

Ano B - Dia: 29/01/2009

A luz

Mc 4,21-25

Jesus continuou: - Por acaso alguém acende uma lamparina para colocá-la debaixo de um cesto ou de uma cama? Claro que não! Para iluminar bem, ela deve ser colocada no lugar próprio. Pois tudo o que está escondido será descoberto, e tudo o que está em segredo será conhecido. Se vocês têm ouvidos para ouvir, então ouçam. Disse também: - Cuidado com o que vocês ouvem! Deus usará para julgar vocês a mesma regra que vocês usarem para julgar os outros. E com mais dureza ainda! Quem tem receberá mais; mas quem não tem, até o pouco que tem será tirado dele.

Comentário do Evangelho

A lâmpada

No Evangelho de Marcos, ao contrário de Mateus e principalmente de João, não encontramos longas falas de ensinamento de Jesus. Ele ensina pela sua prática. É no capítulo 4 que vemos maior concentração de tais falas. No texto de hoje, temos duas delas, introduzidas por "dizia-lhes", que são encontradas no longo discurso do Sermão da Montanha, em Mateus. A lâmpada é para iluminar a todos. As coisas escondidas devem tornar-se públicas. Tanto o que está oculto pela hipocrisia como as doutrinas apropriadas pelos doutores da Lei serão revelados. A revelação de Jesus é de fácil compreensão para todos que têm um coração aberto e acolhedor, iluminando-os pela Verdade. As sentenças conclusivas, de difícil entendimento, dão margem a inúmeras interpretações. A alusão à "medida" remete à questão do julgamento pessoal; e a alusão ao "ter" é um dito realista da sociedade injusta que exclui cada vez mais os pobres. Aqui teria o sentido da disposição à acolhida da Palavra (a este "será dado"), questionando o judaísmo que se fechou (a este "será tirado").

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

EVANGELHO DO DIA

Ano B - Dia: 28/01/2009



O semeador

Mc 4,1-20

Jesus começou a ensinar outra vez na beira do lago da Galiléia. A multidão que se ajuntou em volta dele era tão grande, que ele entrou e sentou-se num barco perto da praia, onde o povo estava. Jesus usava parábolas para ensinar muitas coisas. Ele dizia:
- Escutem! Certo homem saiu para semear. E, quando estava espalhando as sementes, algumas caíram na beira do caminho, e os passarinhos comeram tudo. Outra parte das sementes caiu num lugar onde havia muitas pedras e pouca terra. As sementes brotaram logo porque a terra não era funda. Mas, quando o sol apareceu, queimou as plantas, e elas secaram porque não tinham raízes. Outras sementes caíram no meio de espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas. Por isso nada produziram. Mas as sementes que caíram em terra boa brotaram, cresceram e produziram na base de trinta, sessenta e até cem grãos por um.
E Jesus terminou, dizendo:
- Se vocês têm ouvidos para ouvir, então ouçam.
Quando a multidão foi embora, as pessoas que ficaram ali começaram, junto com os doze discípulos, a fazer perguntas a Jesus sobre parábolas.
Jesus disse a eles:
- A vocês Deus mostra o segredo do seu Reino. Mas para os que estão fora do Reino tudo é ensinado por meio de parábolas, para que olhem e não enxerguem nada e para que escutem e não entendam; se não, eles voltariam para Deus, e ele os perdoaria.
Então Jesus perguntou:
- Se vocês não entendem essa parábola, como vão entender as outras?
E continuou:
- O semeador semeia a mensagem de Deus. Algumas pessoas que a ouvem são como as sementes que caíram na beira do caminho. Logo que ouvem, Satanás vem e tira a mensagem que foi semeada no coração delas. Outras pessoas são como as sementes que foram semeadas onde havia muitas pedras. Quando ouvem a mensagem, elas a aceitam logo com alegria; mas depois de pouco tempo essas pessoas abandonam a mensagem porque ela não criou raízes nelas. E, quando por causa da mensagem chegam os sofrimentos e as perseguições, elas logo abandonam a sua fé. Ainda outras são parecidas com as sementes que foram semeadas no meio dos espinhos. Elas ouvem a mensagem, mas, quando aparecem as preocupações deste mundo, a ilusão das riquezas e outras ambições, estas coisas sufocam a mensagem, e ela não produz frutos. E existem aquelas pessoas que são como as sementes que foram semeadas em terra boa. Elas ouvem, e aceitam a mensagem, e produzem uma grande colheita: umas, trinta; outras, sessenta; e ainda outras, cem vezes mais do que foi semeado.


Comentário do Evangelho

Jesus explica a parábola do semeador

Neste denso texto, Marcos apresenta-nos a "parábola do semeador" associada a uma interpretação alegórica, que é o significado das várias imagens usadas na parábola. O fio condutor da narrativa parabólica é a seqüência de palavras que são repetidas diversas vezes: "ensinar", "escutar", "entender" e "ouvir". O núcleo da parábola é o "dar frutos", o que quer dizer "pôr em prática a palavra ouvida". Somos convidados à escuta e à acolhida da Palavra de Jesus, produzindo abundantes frutos.

QUEM SOU EU?

Sou uma integrante do Grupo Luz do Mundo há muito tempo. Sou muito inteligente, canto, danço, trabalho muito em prol do Reino de Deus e adoro viajar, principalmente com pessoas especiais.

Não gosto de falar de minha vida pessoal, mas, para este brincadeira, abro uma exceção. Estou vivendo um momento maravilhoso, pois estou muito apaixonada. Fui flexada pelo cupido !!!

Quem sou eu? Parece que o prêmio é muito bom. Participem!


LITURGIA


AMÉM


Amém é uma palavra de origem hebraica que passou para o uso dos cristãos em suas preces. Sua tradução mais comum na língua portuguesa é: assim seja.


Entre os inúmeros “Améns” encontrados na Liturgia, há um muito especial na Celebração Eucarística: a solene aclamação que encerra a Oração Eucarística. É sobre esse que queremos fazer algumas considerações. No passado recente não era incomum a assembléia rezar junto, e muitas vezes a convite do celebrante toda doxologia[1], resultando numa aclamação acanhada, sem entusiasmo algum. Hoje, graças a Deus, ao conhecimento mais profundo do Concílio Vaticano II e ao crescente interesse dos padres e fiéis pela Sagrada Liturgia, quase sempre a assembléia tem cantado só o Amém. Uns poucos insistem em cantar ou rezar toda a doxologia.


Teçamos algumas considerações.


A Oração Eucarística é uma narrativa orante e orante narrativa que faz memória, repleta de agradecimento, das intervenções do Pai na nossa História, por Cristo no Espírito Santo. A história da Aliança é apresentada e se perpetua com o “Amém” de toda assembléia que sobe ao Pai por meio de Cristo (2 Cor 1,20). Na oração eucarística o celebrante recorda com profundo agradecimento ao Pai que em Jesus Cristo se atualiza por meio do Espírito Santo: a salvação. Temos o coração agradecido ao recordarmos as maravilhas que Deus fez por nós. A conseqüência é que da gratidão vamos ao louvor, à adoração, à ousadia de pedir atualização de benefícios.


Vejamos como alguns Santos Padres da Igreja se referiam a esse “Amém”.


“Em seguida, levantamo-nos todos juntos e elevamos nossas preces. Depois de terminadas, como já dissemos, oferece-se pão, vinho e água, e o presidente, conforme suas forças, faz igualmente subir a Deus suas preces e ações de graças e todo povo exclama, dizendo:”Amém”. (S. Justino; Apologia I, 67, tradução Paulus).


S. Jerônimo recordava-se, lá em Belém, que o Amém nas basílicas romanas, brilhava como relâmpago (Cf. PL 26, 355).


Santo Agostinho poderia ser chamado o teólogo do Amém, a palavra, segundo ele, mais importante da Missa. No seu Sermão 211 afirma que no céu daremos continuidade às grandes aclamações litúrgicas: “cantaremos Amém e Aleluia”. Para ele o Amém que encerra a Prece Eucarística é como uma assinatura que se apõe, por exemplo, a um testamento: “vosso Amém é vossa assinatura” (Sermão, 48; 272, etc). Em sua diocese de Hipona, tal era a convicção dos fiéis que as colunas do templo tremiam ao rezá-lo.


A Instrução Geral do Missal Romano, no número 147, afirma:


“O Sacerdote inicia a Oração eucarística. Conforme rubrica, ele escolhe uma das Orações Eucarísticas do Missal Romano, ou aprovadas pela Santa Sé. A oração eucarística, por sua natureza, exige que somente o sacerdote, em virtude de sua ordenação, a profira. O povo, por sua vez, se associe ao Sacerdote na fé e em silêncio e por intervenções previstas no decurso da Oração Eucarística, que são as respostas no diálogo do Prefácio, o Santo, a aclamação após a consagração, e a aclamação “Amém”, após a doxologia final, bem como outras aclamações aprovadas pela Conferência dos bispos e reconhecidas pela Santa Sé”.


E, ainda, número 151: “No fim da oração eucarística, o sacerdote, tomando a patena com a hóstia e o cálice, ou elevando ambos juntos, profere sozinho a doxologia: Por Cristo. Ao término, o povo aclama “Amém”. E no número 236:“A doxologia por meio da oração eucarística é proferida somente pelo sacerdote celebrante principal e, se preferir, junto com os demais concelebrantes, não porém, pelos fiéis”.


A Comissão Litúrgica da CNBB, no Guia Litúrgico Pastoral, insiste:

“Não se enfraqueça a força do “Amém” final da oração eucarística pela recitação da doxologia, pois este “Amém” é a ratificação pela assembléia de toda ação de graças e súplica que o sacerdote dirige a Deus, em nome de todos, na oração eucarística”(pág.22).


O meu caro leitor já deve ter percebido que o solene “Amém” com que encerramos a Prece Eucarística não é um simples assentimento a uma narrativa, mas compromisso pessoal de ser Amém, plena associação e participação, na renovação da Nova e Eterna Aliança. Um belíssimo texto de Jean-Marie Roger Tillard faz a seguinte referência:


“Mas nesse Amém tem sua fonte todos os Améns espalhados pela vida cristã; e nele todos são reunidos pelo ministro e oferecidos ao Pai na Ação de Graças, levando consigo todos os solos humanos que eles semearam. O Amém que encerra a anáfora é assim o do Corpo de Cristo recebendo-se como corpo no louvor, na gratidão, na adoração e na confissão de Deus”. (EUCARISTIA – Enciclopédia da Eucaristia, Paulus, S. Paulo pág.553).


Amém é adesão à narrativa feita pelo celebrante, é apoio ao que foi rezado. Que ele seja prece com o coração, com a boca e com a vida. (Cf.Santo Agostinho; Comentário aos Salmos 149). Comecemos o nosso treino coral, aqui na terra, para nos associarmos ao coro celeste, cantando “Amém”.


[1] Doxologia (do grego ‘doxa’, isto é glória) é uma aclamação de louvor (hino de glorificação), muito comum na Sagrada Escritura e na Liturgia.


Dom Paulo Francisco Machado

AQUECIMENTO GLOBAL ! O QUE FIZEMOS COM ESTA OBRA DE DEUS !


Aquecimento durará mil anos, diz estudo Novas simulações indicam uma redução permanente de 10% das chuvas no Nordeste no inverno até depois do ano 3000.

Temperatura ficará alta mesmo se emissões caírem para zero, devido a perda lenta de calor pelo mar, diz líder de painel do clima.

O aquecimento global é irreversível e, mesmo se todas as emissões de gases-estufa fossem cortadas a zero, as temperaturas continuariam elevadas por mil anos, causando secas graves em regiões como o Nordeste do Brasil. A conclusão é de um estudo publicado hoje por uma das principais cientistas do IPCC, o painel do clima das Nações Unidas.

Escrevendo no periódico "PNAS", da Academia Nacional de Ciências dos EUA, a climatologista americana Susan Solomon e colegas afirmam que um aquecimento médio de 2C da superfície terrestre reduziria as chuvas no inverno em 10% no Nordeste brasileiro e no sul da África, e em 20% na bacia do Mediterrâneo e na Austrália. Esse efeito deve perdurar até depois do ano 3000.

"Para comparação, o "dust bowl" americano esteve associado com reduções médias de chuva de cerca de 10% em um período de 10 a 20 anos", afirmam os cientistas. O "dust bowl" foi uma grande seca que arrasou a agricultura das Pradarias dos Estados Unidos na década de 1930, agravando a crise econômica da época e a Grande Depressão.
O novo estudo usa modelos climáticos para aprofundar previsões feitas pelo IPCC em seu relatório sobre o estado das mudanças climáticas lançado em 2007. Solomon foi uma das coordenadoras do relatório.

Segundo o novo resultado, a mudança climática é "irreversível" por mil anos depois que as emissões cessam porque, apesar de o gás carbônico persistir por apenas um século na atmosfera, o oceano continua reemitindo calor por séculos.

"As pessoas imaginavam que, se nós parássemos de emitir dióxido de carbono, o clima voltaria ao normal em 100 ou 200 anos. Isso não é verdade", disse Solomon, em uma entrevista coletiva. "A mudança climática é lenta, mas irrefreável", afirmou a pesquisadora da Noaa (Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera).

As simulações de computador rodadas por Solomon e seus colegas também tentaram estimar o que aconteceria com o nível do mar no fim do século 21 e além. Aqui a divergência com os resultados cautelosos do IPCC é radical: para uma concentração de CO2 na atmosfera de 600 partes por milhão -hoje ela é de 385 partes por milhão-, os oceanos subiriam de 40 centímetros a 1 metro até 2100, continuando a subir depois disso, mesmo sem um grama a mais de gás carbônico na atmosfera após a estabilização. Isso só por expansão térmica, sem contar o efeito do degelo polar, ainda incerto.

Segundo os pesquisadores, a única conclusão possível é a óbvia: cortar mais e mais as emissões. "Taxas de desconto usadas em estimativas econômicas assumem que uma mitigação mais eficiente pode ocorrer em um mundo mais rico, mas ignoram a irreversibilidade mostrada aqui."


FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO, 27 de janeiro de 2009.