quarta-feira, 16 de junho de 2010

O BRASILEIRO NÃO GANHA ESTA COPA

Pra frente Brasil ! Todos numa só corrente! O coração na chuteira em honra da pátria! Vamos rumo ao hexa campeonato mundial de futebol. Toda esta histeria começa hoje e muito gente chorará, seja qual for o resultado.

Para  torcedor de Copa, toda esta alegria, que beira a loucura de tietes, tudo é válido e a tristeza ou a alegria se vão na velocidade de um bom lateral que chega a linha de fundo. A competição é uma guerra de nações, de países, de povos que se enfrentam em nome de uma glória inglória.

Futebol é um esporte! Nada mais do que isso. Um espetáculo onde apreciamos e queremos ver o que há de melhor na arte de jogar futebol. Um equipe equilibrada, todas as peças funcionando harmoniosamente, jogadas de efeito, dribles, passes perfeitos, chutes, jogadores elegantes, atletas na concepção da palavra e, principalmente, GOL ! Muitos gols, bonitos gols, legítimos gols... Sim, uma equipe na Copa tem que ter craques.

Com a vitória,  a alegria tomará conta das praças, bares e famílias do pais.  Mas torço pelo espetáculo, como exigente espectador que sou. A festa só será bonita se os convidados se apresentarem com seus melhores trajes. Nesta apresentação de times, quero ver excelência,  atletas que me divertam, tal qual Garrinha a por os loiros na dança; tal qual seleção de 1982 que encantou os amantes do futebol; tal qual Zidane, mesmo que o  "chapéu" tenha sido dado num compatriota.

Não se vê, com raras exceções, no escrete brasileiro, os melhores jogadores. Os talentos não foram convocados pelo técnico Dunga. Selecionaram os brucutus, cabeças de bagre e trogloditas. Sendo estes jogadores, jogando como jogam, se o título vier, ele não dignificará as nossas tradições.

Qualé a graça de ficar em frente a uma tevê, se não há craques? Que sentido tem este espetáculo então? A pátria, a nação, o Brasil, dirão muitos. O meu patriotismo diz respeito as coisas importantes e vitais para o povo:  Comida, liberdade, saúde, educação etc.

Se vencermos este Mundial, será a copa da "batalha", "da guerra", do "sofrimento".  Somos um povo da alegria, da dança, da arte, da música, do gingado e do futebol bem jogado. Com este time que joga logo mais, perderemos a copa de todo jeito.

Luiz Teixeira.
 

Pessoas superficiais

         

Havia um rapaz extremamente superficial, à maneira da musa "Eco". Esta, segundo a mitologia grega, foi condenada a repetir tudo o que ouvia, porque superficial que era, não tinha idéias próprias. O sujeito em questão acreditava ser bafejado pela sorte. Era lindo e irresistível. Cativava! Charmoso e bonito, não precisaria cavar fundo em nada. Contava com a sorte e a sua, assim pensava ele, irresistível beleza. Acharia ouro na superfície, petróleo na superfície, diamantes na superfície. Por isso, cavava um pouco. Se não achasse ouro em pouco tempo, ele ia embora. Se não achasse diamantes na primeira semana, largava tudo. Tinha sorte. Acharia em outro lugar! Perseverar não era com ele. Estudar e especializar-se, menos ainda! Se não chegasse ao petróleo na primeira perfuração ia embora fazer outros buracos. 

Como seus buracos eram superficiais, nada encontrava. Um dia ficou tristíssimo, quando um amigo seu, aproveitando-se de um lugar abandonado por ele, cavou mais tempo, foi mais fundo e achou ouro. Começou a lamentar a própria sorte. - 

-Eu estive lá e como é que eu não achei? E disse o amigo: -Porque você não é paciente e não profundo, eu sou paciente e sou profundo. Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, encontraria o que buscava. Você apostou muito na sorte. Ignorou a virtude da perseverança.

Moral da estória: Pessoas superficiais desistem depressa demais. Deveriam buscar menos sorte e mais perseverança. Foi Jesus quem disse que quem perseverasse até o fim seria salvo ( Mt 24,13) Quem não descobriu o verbo perseverar, ainda não descobriu o verbo viver.

Evangelho do Dia

Ano C - Dia: 16/06/2010



Aparências e hipocrisia, não! 
Mt 6,1-6.16-18

- Tenham o cuidado de não praticarem os seus deveres religiosos em público a fim de serem vistos pelos outros. Se vocês agirem assim, não receberão nenhuma recompensa do Pai de vocês, que está no céu.

- Quando você der alguma coisa a uma pessoa necessitada, não fique contando o que fez, como os hipócritas fazem nas sinagogas e nas ruas. Eles fazem isso para serem elogiados pelos outros. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eles já receberam a sua recompensa. Mas você, quando ajudar alguma pessoa necessitada, faça isso de tal modo que nem mesmo o seu amigo mais íntimo fique sabendo do que você fez. Isso deve ficar em segredo; e o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa.

- Quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas para serem vistos pelos outros. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eles já receberam a sua recompensa. Mas você, quando orar, vá para o seu quarto, feche a porta e ore ao seu Pai, que não pode ser visto. E o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa.

- Quando vocês jejuarem, não façam uma cara triste como fazem os hipócritas, pois eles fazem isso para todos saberem que eles estão jejuando. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eles já receberam a sua recompensa. Mas você, quando jejuar, lave o rosto e penteie o cabelo para os outros não saberem que você está jejuando. E somente o seu Pai, que não pode ser visto, saberá que você está jejuando. E o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa.


Comentário do Evangelho

A vida só é plena se for vivida em comunhão
A "prática da justiça", na religião de Israel, significava a prática de observâncias legais que, se pretendia, tornavam justo o piedoso fiel. As mais consagradas eram: a esmola, a oração e o jejum. Praticando-as ostensivamente, os líderes religiosos garantiam seu prestígio e seu poder. Foram, assim, qualificados de hipócritas. A verdadeira comunhão com o Pai se faz no despojamento de tudo, na fragilidade e na partilha, vibrando com a vida, vida pujante ou vida sofrida, mas sempre vida. Confiarmos na vida, no irmão, na bondade, na amizade. 
Autor: Jose Raimundo de Oliveira
Fonte:paulinas.org

         

terça-feira, 15 de junho de 2010

CHARGES





Albertina Berkenbrock Bem-aventurada 1919-1931

Albertina foi uma menina que ousou ser santa." Foi com essas palavras que Dom Jacinto Bergmann, bispo da diocese de Tubarão - Santa Catarina -, referiu-se a ela na cerimônia de sua beatificação.

Albertina Berkenbrock nasceu dia 11 de abril de 1919, no povoado de São Luís, município de Imaruí no Estado de Santa Catarina, Brasil.


Filha de um casal de agricultores - Henrique Berkenbrock e Josefa Boeing - fervorosos católicos oriundos de famílias alemães, com eles ela aprendeu as verdades da fé, a rezar, a freqüentar a igreja e a respeitar os mandamentos de Deus. Cultivou especial devoção a Virgem Maria e a São Luiz Gonzaga. Recitava diariamente o rosário com a família. Preparou-se com alegria para a Primeira Eucaristia que recebeu no dia 16 de agosto de 1928.


Foi neste ambiente simples, belo e cristão de sua família que Albertina cresceu. Ajudava os pais nos trabalhos da roça e em casa. Era dócil, obediente, incansável, e paciente.

Sua caridade era grande. Gostava de acompanhar as meninas mais pobres, de jogar com elas e com elas dividir o pão que trazia de casa para comer no intervalo das aulas. Teve especial caridade com os filhos do seu assassino, que trabalhava na casa do seu pai. Muitas vezes Albertina deu de comer a ele e aos filhos pequenos, com os quais se entretinha alegremente. Albertina, apesar de seus 12 anos, aparentava mais idade e tinha um corpo já bastante desenvolvido. Era alta e forte, acostumada ao sol e aos trabalhos da roça. Tinha cabelos louros tendendo ao castanho, olhos verde-escuros. Era uma bonita moça.

Tudo corria normalmente até que chegou o dia 15 de junho de 1931.

Perdera-se um boi pelos pastos. Albertina saiu a procura a pedido dos pais. De longe, Maneco Palhoça - ou Indalício Cipriano Martins, que planeja conquistar a menina para seus intentos eróticos, a avistou.

Evangelho do Dia

Ano C - Dia: 15/06/2010




Amar as pessoas porque Deus as ama

                                                                           Mt 5,43-48

- Vocês ouviram o que foi dito: "Ame os seus amigos e odeie os seus inimigos." Mas eu lhes digo: amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês, para que vocês se tornem filhos do Pai de vocês, que está no céu. Porque ele faz com que o sol brilhe sobre os bons e sobre os maus e dá chuvas tanto para os que fazem o bem como para os que fazem o mal. Se vocês amam somente aqueles que os amam, por que esperam que Deus lhes dê alguma recompensa? Até os cobradores de impostos amam as pessoas que os amam! Se vocês falam somente com os seus amigos, o que é que estão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso! Portanto, sejam perfeitos, assim como é perfeito o Pai de vocês, que está no céu.


Comentário do Evangelho


"Amarás o teu próximo como a ti mesmo"
No Sermão da Montanha encontramos as propostas de novos comportamentos que escandalizavam a tradição religiosa das sinagogas e do Templo de Jerusalém. Uma delas é a superação da dualidade do amor ao próximo e o ódio ao inimigo. Esta dualidade era aceita tanto pelo sistema religioso do Judaísmo como pelos pagãos. No Livro do
Levítico (19,18) está prescrito: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo"; contudo, para o Judaísmo, o "próximo" tinha o sentido restrito dos irmãos de raça e religião. Em 85 salmos há referências ao "inimigo", que eram os gentios, fora do sistema religioso de Israel.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

AMOR SEM LIMITES

O rosto misericordioso de Deus se manifesta nos gestos concretos de perdão. Este rosto é Jesus Cristo, que não veio para condenar, mas para dar a vida e vida com dignidade. Às vezes temos atitudes de condenação, de intolerância e de destruição de quem erra. O perdão de Deus acontece sempre, e até “setenta vezes sete”.
As relações humanas são imprevisíveis. Há aquelas que até mexem com a identidade das pessoas, desviam seu perfil normal de vida, ocasionando consequências desastrosas. Acontece que sempre existe possibilidade de reintegração e retorno ao bem. Mas é importante o reconhecimento de ter caído no fundo do poço.
O orgulho, a vaidade e a auto-suficiência enclausuram as pessoas, não permitindo seu reerguimento. O caminho é a humildade, é enfrentar os próprios condicionamentos e abrir o coração para um mundo pessoal diferente. A isto chamamos de abertura para a graça de Deus e de conversão pessoal.

EVANGELHO DO DIA

Ano C - Dia: 14/06/2010


Não se vinguem dos que fazem mal a vocês

                                                                      Mt 5,38-42

- Vocês ouviram o que foi dito: "Olho por olho, dente por dente." Mas eu lhes digo: não se vinguem dos que fazem mal a vocês. Se alguém lhe der um tapa na cara, vire o outro lado para ele bater também. Se alguém processar você para tomar a sua túnica, deixe que leve também a capa. Se um dos soldados estrangeiros forçá-lo a carregar uma carga um quilômetro, carregue-a dois quilômetros. Se alguém lhe pedir alguma coisa, dê; e, se alguém lhe pedir emprestado, empreste. 

Comentario do evangelho
Não retribuir o mal recebido com outro mal
O princípio do "olho por olho e dente por dente" (lei do talião), com um caráter jurídico-social (Ex 21,23-24), abre as portas para a vingança pessoal. A prática da vingança gera uma espiral de violência. Não retribuir o mal recebido com outro mal é uma maneira de resistir ao círculo vicioso da violência. A questão se coloca também ao nível de relações internacionais. O terrorismo de estado com imenso poderio militar empreende violentas e cruéis guerras de ocupação,
visando a ganhos financeiros, que geram a reação terrorista dos pequenos, precariamente armados, com sacrifício de suas próprias vidas. Permanece acesa a chama da violência. O "não resistir" ao malvado não significa a submissão passiva ao mal que se propaga. Trata-se de não resistir violentamente. Entende-se que se sugere uma resistência não violenta ativa.